Na briga com o Zoom, Google Meet expande formato de galeria para até 16 usuários nas videoconferências

Plataforma também ganhou um modo de alta qualidade do vídeo e som, além da possibilidade cancelar ruídos externos durante a chamada

por Pedro Strazza

Apesar dos problemas de segurança, o Zoom popularizou nesta quarentena um formato atípico dentro das videoconferências: a galeria. Não à toa, a concorrência começa a se mobilizar para criar uma opção similar em suas plataformas, começando pelo Google com o seu Google Meet.

A ser disponibilizado em todo o mundo até o fim desta semana e intitulado oficialmente de “layout de vídeos em mosaico”, o recurso na prática eleva ao quadrado a atual configuração do programa: se antes era possível ver até 4 pessoas por vez, agora será permitido assistir simultaneamente até 16 telas no aparelho de preferência. Não iguala as possibilidades do Zoom – que permite até 49 telinhas disponíveis ao mesmo tempo – mas deve ajudar a companhia a suprir a demanda dos usuários por formatações do tipo na hora de encontrar amigos e outros profissionais pela rede.

O formato em mosaico é o chamariz de uma atualização geral da plataforma prometida pela companhia. Além do layout, o Google também confirmou que o Meet agora deve contar com uma nova opção de conferências de alta qualidade de vídeo e som, um modo de cancelamento de ruídos (porque ninguém é obrigado a ouvir o som externo do amiguinho durante a chamada) e um de pouca luz, que com inteligência artificial permite ajusta de forma automática a iluminação durante os papos.

No anúncio, o diretor de gerenciamento de produto do Google Meet Smita Hashim escreve que a atualização foi feita para atender a maior demanda do trabalho remoto em tempos de coronavírus, dado que a companhia tem percebido um aumento no número de usuários da plataforma. O executivo também reafirma o compromisso do Google com a privacidade do público, declarando que “Embora seja importante atender nossos clientes por meio de recursos avançados, nada vem antes do que assegurar a privacidade e a segurança dos usuários”.

Uma piscadela mais direta na direção do Zoom, portanto.

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