Empresas cortam contratos com CrossFit após comentário racista do CEO da marca

Empresas cortam contratos com CrossFit após comentário racista do CEO da marca

Comentário de Greg Glassman causou o encerramento do contrato de 10 anos com a Reebok

por Soraia Alves

A Reebok é uma das empresas que anunciou o encerramento de seu contrato com a CrossFit, marca do programa fitness criado por Greg Glassman. A decisão vem depois que Greg fez um comentário racista no Twitter em resposta ao Institute for Health Metrics and Evaluation.

Na ocasião, o diretor do centro global de pesquisa em saúde afirmou que o racismo é um problema de saúde pública, e Greg respondeu com “It’s FLOYD-19”, associando o assassinato de George Floyd à pandemia de Covid-19.

Com a repercussão negativa do comentário, a Reebok informou o fim de seu contrato exclusivo de 10 anos com a CrossFit. A empresa era a única licenciada em roupas e calçados CrossFit. “Nossa parceria com a CrossFit HQ termina no final deste ano. Cumpriremos nossas obrigações contratuais restantes em 2020. Devemos isso aos competidores, fãs e à comunidade dos CrossFit Games. O que não muda é o nosso compromisso e dedicação ao CrossFitters e à apaixonada comunidade CrossFit”, diz o comunicado da Reebok.

Outras marcas que patrocinam o CrossFit Games, como Rogue e FitAid, também se manifestaram dizendo que estão considerando encerrar o patrocínio.

Atletas do CrossFit Games, como a bicampeão Katrin Davidsdottir e o tricampeão de Rich Froning, também criticaram Glassman por seus comentários. Já Noah Olsen, segundo lugar no CrossFit Games 2019, foi além da “nota de repúdio” e anunciou pelo Instagram que não participará da próxima edição dos jogos.

Greg Glassman pediu desculpas por seu comentário em uma série de tweets: “Eu, o CrossFit HQ e a comunidade CrossFit não apoiamos o racismo. Eu cometi um erro com as palavras que escolhi ontem. Meu coração está profundamente triste pela dor que causei. Foi um erro, não racista, mas um erro”.

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