Depois de “Vingadores: Ultimato”, irmãos Russo vão dirigir o filme mais caro da Netflix

Com Chris Evans e Ryan Gosling no elenco, projeto conta com orçamento inicial de US$ 200 milhões e já supera o de produções como "Esquadrão 6" e "O Irlandês"

por Pedro Strazza

Os irmãos Joe e Anthony Russo estão com tudo. Não bastasse terem visto “Vingadores: Ultimato” se tornar a maior bilheteria de todos os tempos no ano passado, a dupla de diretores também se tornou dona acidental do original Netflix com maior audiência da história do serviço nos últimos meses com “Resgate”, hit da pandemia que apesar de dirigido por Sam Hargrave é assinado pela AGBO, a produtora fundada pelo duo em 2019.

Faz todo o sentido do mundo que os Russo agora sejam responsáveis pelo que é sem dúvida a empreitada mais megalomaníaca da plataforma, que confirmou nesta sexta (17) ser dona do próximo filme dirigido pelos irmãos. O longa no caso é “The Gray Man”, um suspense de espionagem que será tocado pela AGBO e conta com Ryan Gosling e Chris Evans nos papéis principais. O que chama a atenção, porém, é mesmo o orçamento: pelo menos 200 milhões de dólares serão investidos pelo streaming no projeto, um valor que supera com tranquilidade qualquer outro gasto feito pela companhia em longa-metragens originais.

O valor inicial atualmente supera qualquer outro projeto lançado ou em desenvolvimento no serviço porque até então o limite era justamente de US$ 200 milhões. Embora valores oficiais nunca sejam 100% discriminados pelo estúdio, antes dos Russo os projetos mais gastões da Netflix eram “Red Notice”, filme de ação estrelado por Dwayne Johnson e Gal Gadot cujo teto era os 200 milhões citados; “Esquadrão 6”, lançado no fim de 2019 e com orçamento estimado em US$ 150 milhões; e “O Irlandês” de Martin Scorsese, que levou a plataforma de Reed Hastings e Ted Sarandos a gastar algo entre US$ 173 milhões e US$ 200 milhões.

Como é de se esperar, o interesse da Netflix com “The Gray Man” é tornar o longa em uma de suas principais franquias cinematográficas, no mesmo porte da série “James Bond” e com Gosling já a bordo de um contrato com opções para múltiplas sequências. Com roteiro assinado por Joe Russo, o filme é baseado no livro de mesmo nome publicado por Mark Greaney em 2009 e acompanha um assassino freelance chamado Court Gentry (Gosling), que é caçado ao redor do globo por seu ex-parceiro da CIA Lloyd Hansen (Evans).

Ao Deadline, Anthony Russo escreve que o filme deve ser uma grande luta “mano a mano entre estes dois grandes atores que representam duas versões diferentes da CIA, sobre o que ela pode ser e o que ela faz”, descrevendo um projeto mais próximo de “Capitão América: Soldado Invernal” no sentido de que deve levar os diretores “a um território de ambientação mais próxima do real”.

Vale acrescentar que mesmo recente o livro é de interesse de Hollywood já há algum tempo. Uma adaptação chegou a ser desenvolvida por um tempo pela New Regency e incluía James Gray na direção e Brad Pitt no elenco, mas nunca chegou a decolar no estúdio.

Além dos diretores, Mike Larocca, Joe Roth e Jeff Kirschenbaum devem produzir o longa, que conta ainda com a dupla Christopher Markus e Stephen McFeely já engatilhada para finalizar o roteiro depois de Joe Russo terminar o primeiro tratamento. Mesmo com a pandemia do coronavírus, a produção espera começar as filmagens em algum momento de janeiro em Los Angeles, partindo para outras locações ao redor do globo conforme a situação global permitir.

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