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Não deu nem uma semana e o Facebook já quer copiar o Clubhouse

Nasceu, cresceu, morreu pelas mãos do Facebook

por Pedro Strazza

Parece até piada, mas o Facebook realmente já quer um Clubhouse pra chamar de seu. Menos de uma semana depois do aplicativo de conversas online explodir e virar “a próxima rede social do momento”, o New York Times reporta que a companhia de Mark Zuckerberg começou os trabalhos para a criação de um novo produto que tem como meta final as exatas mesmas funções da nova concorrente.

A informação vem de duas fontes do jornal, que afirmam que executivos do Facebook ordenaram a funcionários os trabalhos de formação do novo sistema. Para a sorte do Clubhouse, o papo é de que o projeto está em fases iniciais de desenvolvimento, então dá pra dizer que deve demorar um pouco pro clone sair do forno.

Embora a fama do Facebook preceda uma ação dessas – só ver casos como do Stories sobre o Snapchat ou do Reels emulando o TikTok – a rede social não é a única do mercado interessada em “repetir” o sucesso do Clubhouse em seu ecossistema. O Twitter na última terça (9) acelerou o lançamento do Spaces, disponibilizando-o também a usuários do iOS (os únicos com acesso ao Clubhouse no momento, vale apontar) para que teçam suas conversas por meio do novo sistema da plataforma.

O caso do Facebook é mais interessante, porém, por conta do envolvimento de Zuckerberg na popularização do aplicativo. Na última sexta, 5 de fevereiro, o CEO apareceu na plataforma a convite do “The Good Times Show”, uma espécie de programa de auditório que se tornou muito acessado dentro do aplicativo, para falar do futuro. A aparição, dada com o username @Zuck23, foi junto de Elon Musk uma das presenças mais midiáticas do Clubhouse até o momento.

Resta saber agora como o app do momento vai se comportar com um futuro competitivo à frente, muito por conta dos problemas de moderação do qual foi acusado mas também porque o sucesso rendeu um novo investimento de 100 milhões de dólares por acionistas – o que ajudou a empresa a ser valorizada na altura do primeiro bilhão de dólares.

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