telemedicina Imagem: Reprodução

Lei da Telemedicina completa um ano com mais de 1,7 milhão de atendimentos

De acordo com a startup do setor, mais da metade dos atendimentos realizados nos últimos meses foram voltados para pessoas com sequelas pós-Covid

por Soraia Alves

Nesta quinta-feira, dia 15/04, a Lei da Telemedicina (Lei nº 13.989/2020) completa um ano. De lá para cá, já foram mais de 1,7 milhão de atendimentos e a tendência de crescimento para este formato continua alta em 2021. Somente a Starbem, health tech que fornece assinaturas de saúde, teve um aumento de 400% em número de assinantes.

Entre as especialidades mais buscadas estão Clínica Geral (50%), Endocrinologia (20%) e Cardiologia (20%). “Desde que a Frente Parlamentar Mista da Telessaúde começou a regulamentar a telemedicina no Brasil, tornou-se necessário o seu fomento. Estávamos muito atrasados em comparação com os Estados Unidos e Europa, porém, a pandemia adiantou uma jornada de uma década em meses”, afirma o cardiologista Leandro Rubio, CEO da Starbem.

Dentro dos cenários onde a telemedicina se aplica, àqueles de baixa complexidade, os principais e que geram maior demanda dentro de uma unidade de saúde estão a infecção de via área superior, como a gripe e diarreia. De acordo com a startup, mais da metade dos atendimentos realizados nos últimos meses foram voltados para pessoas com sequelas pós-Covid: “Em meio à situação atual que vivemos, é essencial tanto para o sistema de saúde quanto para a segurança da população que essas enfermidades consigam ser tratadas dentro de casa, para evitar maior exposição ao vírus”, ressalta Rubio.

Para Brenda Rodrigues, médica clínica geral que atua na linha de frente da rede pública em Belo Horizonte e Pará de Minas (MG) e também na Starbem por meio de videochamada, grande parte do crescimento do número de novos assinantes da health tech se deve à pandemia: “Estou fazendo uma média de 65 atendimentos por mês em um intervalo de 4 horas semanais pela Starbem, e desses, cerca de 70% chegam para tratar queixas pós-Covid”, afirma. Dentre as mais citadas, estão Cansaço, tosse persistente, dor de cabeça, alterações de olfato e paladar e transtornos de ansiedade e depressão.

Vale lembrar que a proposta da telemedicina é simplificar e democratizar o atendimento médico através do uso da tecnologia e da telecomunicação. Ainda assim, caso o médico considere necessário realizar uma avaliação presencial no paciente, isso será indicado durante a teleconsulta.

Compartilhe:
icone de linkCopiar link