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Imagem: Visionhaus

Futebol inglês promove “apagão” nas redes sociais para contestar discriminação nas ligas

Ação acontece até terça no Facebook, Twitter e Instagram e busca pressionar redes sociais a adotarem posturas mais rígidas contra o racismo e o preconceito na moderação

por Pedro Strazza

O dia deste 30 de abril é marcado por uma ação coletiva de diversos clubes e organizações do futebol inglês nas redes sociais, com perfis oficiais sendo desligados durante o fim de semana para protestar contra crimes de racismo e preconceito nas publicações. Previsto para acontecer entre as 3 da tarde desta sexta e o começo da próxima terça (4), a ação engloba contas no Facebook, Twitter e Instagram e luta por melhores políticas dessas empresas para lidar com o abuso sofrido por jogadores e membros dos times.

Além da principal liga do país, a Premier League, e os respectivos clubes, o movimento é acompanhado por grupos como a English Football League, a Associação de Futebolistas Profissionais, a Football Association e a League Managers Association, junto de clubes de outras divisões como a EFL e a Barclays FA Women’s Super League.

O protesto acontece na esteira de uma carta aberta das organizações esportivas envolvidas a Mark Zuckerberg e Jack Dorsey, respectivos CEOs do Facebook e Twitter, onde pedem que as empresas se mobilizem contra os comentários racistas e preconceituosos endereçados aos jogadores e profissionais nos posts. “Os alvos de abuso deveriam receber proteções básicas, e nós pedimos que vocês aceitem a responsabilidade de prevenir o abuso de aparecer em suas plataformas e vão além do que foi prometido até o momento” escrevem no documento.

Há ainda um pedido de filtros e bloqueios de comentários antes deles acontecerem, a limitação de materiais abusivos com alto risco de grande circulação, um processo mais efetivo de verificação dos seguidores para identificação e o melhor auxílio das autoridades na identificação dos detratores.

O movimento vem ganhando o apoio de outras empresas e personalidades, incluindo o príncipe William (presidente da FA) e veículos de notícia nacionais como o The Guardian, o Reach e o The Sun. No caso do último, porém, muitos usuários já apontaram a incoerência da ação com a cobertura das vidas pessoais dos jogadores – em especiais os esportistas negros.

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