JairBolsonaro-Bolsonaro-Caneta-Bic-Celular-Bolsonaro-03Set2019
Imagem: Sérgio Lima/PODER 360

Governo Bolsonaro viveu ápice das fake news no Facebook no Brasil, aponta estudo

Ascensão da desinformação na rede social de Mark Zuckerberg ocorreu em 2015, durante processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff

por Matheus Fiore

Um estudo da Universidade Positivo, de Curitiba, aponta que as fake news no Facebook começaram a crescer durante a queda da ex-presidente Dilma Rousseff e atingiram seu ápice durante o governo de Jair Bolsonaro. O momento de maior crescimento foi durante a corrida eleitoral de 2018, e o pico atingido foi no primeiro semestre de 2020, durante o começo da pandemia do novo coronavírus. Não por acaso, a queda começou justamente a partir do inquérito das fake news, feito pelo Supremo Tribunal Federal.

A pesquisa, que envolve eleições, redes sociais e democracia, já teve dois relatórios da análise acessados pela Folha, que divulgou a notícia. O trabalho usa dados do CrowTangle, um aplicativo de navegação no Facebook que acompanha postagens populares e abrange páginas consideradas produtoras e difusoras de notícias falsas, apontadas pelo próprio relatório da CPMI das fake news.

Ainda segundo a reportagem da Folha, a amostragem avaliou um total de 206,6 mil publicações, que geraral 253,7 milhões de interações ao longo do período analisado. Dessas interações, 87,9% delas correspondem a curtidas e compartilhamentos. Essas postagens tiveram sua ascensão em 2015, durante as manifestações pró-impeachment de Dilma, que perdeu o processo durante o período.

Após o inquérito das fake news, boa parte das páginas foram desativadas, ao mesmo tempo em que as bases de dados apresentaram uma tendência de queda. “Do total de 843, 741 não existiam mais. E das 47 classificadas como de fake news, só restavam 27. Isso demonstra um universo de permanente movimentação de contas nesse ambiente digital”, comentou Eduardo Faria Silva, coordenador da Escola de Direito da Universidade Positivo e orientador do estudo, sobre algumas das páginas que foram analisadas pelo estudo.

Compartilhe:
icone de linkCopiar link