★ A partir das criptomoedas, clubes de futebol e torcidas reinventam relação

★ A partir das criptomoedas, clubes de futebol e torcidas reinventam relação

Como a compra e venda de fan tokens estão estreitando os laços dos times com os fãs

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Nas idas e vindas das criptomoedas e do blockchain no noticiário, o destaque sempre fica para o lado financeiro, das transações e de como o público abraça ou não a tecnologia, em detrimento das possibilidades de aplicação. É uma troca justa se considerar o cenário de franca expansão do meio, mas que oculta parte do que faz tanta gente de diferentes origens se envolver com Bitcoin e NFTs.

O uso para comércio e pagamentos pode ser o nome do jogo no momento, mas não define o escopo da tecnologia. Enquanto o mercado de artes encontra na estrutura do blockchain um jeito de existir no mundo digital e há quem projete nela uma forma de tornar os games mais democráticos e lucrativos a seus jogadores, a mesma pode servir como uma ferramenta de relações, uma espécie de passe de entrada para um clube de vantagens. 

Essa aplicação encontrou espaço no mundo do futebol, onde a relação dos clubes com seus torcedores estão sempre atrás do próximo nível de envolvimento – ainda mais em um momento como o da pandemia, onde o calor dos estádios esfriou-se perante o distanciamento social. Nos últimos meses, clubes como o Manchester City e o PSG vem lançando fan tokens – ou moedas digitais – que quando adquiridas permitem ao público que resgate recompensas, promoções e até acesso a votações para decisões internas. Até mesmo seleções como a da Espanha e da Argentina entraram nessa onda!

Essas moedas são fungíveis e podem ser negociadas com qualquer pessoa. Já em termos de design, vale de tudo: há quem opte por artes inspirada na identidade visual do clube, há quem utilize imagens de conquistas e jogadores históricos e há quem até espalhe as referências para outras modalidades sob as quais aquela organização conta com representantes.

Ao mesmo tempo, porém, esses times vão além do que ligas como a NFL e a NBA andam praticando, ao optarem por abraçar esse mercado mais do que apenas a via colecionista e emular sistemas de cartões limitados. Os clubes usam os fan tokens e plataformas como a Socios.com para estreitar os laços com os compradores a partir de pequenos gestos como a distribuição de brindes e mesmo uma visita guiada por seus estádios na faixa. A duração destes passes são eternas: se o dono não quiser mais, é só vender ao próximo!

A aplicação chega até mesmo no mundo dos negócios, e nessa hora não há demonstração mais clara dessa tendência que a chegada de Lionel Messi ao PSG. Como parte do investimento milionário para garantir o astro argentino, o clube também garantiu parte do bônus do salário do jogador pelos próximos dois anos com a venda do dito “PSG Fan Token”, permitindo assim que o público do clube contribuísse de forma ativa na contratação.

No Brasil também já existe organizações investindo no meio, como o Corinthians e o Atlético-MG que já servem de grandes exemplos para a América Latina em termos de aplicação dos tokens. Os mineiros em especial, dado que chegaram a vender 850 mil unidades de suas moedas digitais para fãs logo na semana do lançamento – e a torcida com eles consegue escolher do layout do ônibus à música que toca no estádio durante o aquecimento do time nas partidas oficiais.

Em outras palavras, as criptomoedas não apenas estão ajudando os clubes a se promoverem como a reinventar sua interação com as torcidas, cujo carinho é parte fundamental na identidade de qualquer time.

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