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Reprodução – YOUTUBE LEGO

LEGO diz que preconceito de gênero com brinquedos prejudica criatividade das meninas

De acordo com a marca, essa também é uma barreira para melhorar os resultados financeiros da empresa

por Carolina Firmino

Em busca de um caminho para transformar o universo de brincadeira infantis, a LEGO encomendou uma pesquisa sobre as atitudes nesse contexto e o impacto nas futuras carreiras de meninos e meninas. O estudo foi realizado pelo Instituto Geena Davis em reconhecimento ao Dia Internacional das Meninas da ONU.

Apesar do momento cada vez mais progressista, diferenças importantes foram identificadas. No relatório publicado na última segunda-feira (11), os resultados mostraram que garotas são reprimidas por estereótipos de gênero profundamente enraizados e difíceis de se livrar.

O site Fast Company compartilhou algumas dessas impressões. Por exemplo, para a maioria das profissões criativas, os pais que responderam à pesquisa imaginam um homem, independentemente de terem um filho ou uma filha. Segundo o relatório, eles são quase seis vezes mais propensos a pensar em cientistas e atletas do sexo masculino (85%) e não feminino (15%). No caso das brincadeiras, 71% dos meninos dizem que se preocupam em ser intimidados ao se divertirem com brinquedos associados ao outro sexo, enquanto apenas 42% das meninas têm o mesmo medo.

E o que isso tem a ver com a LEGO? A empresa identificou que apenas 24% das meninas foram incentivadas a brincar com os tijolos de plástico, em comparação a 76% dos meninos – o que influencia no mercado de vendas de seus produtos. Para começar a movimentar essa realidade, a LEGO lançou uma nova campanha chamada “Ready for Girls”, que celebra a criatividade feminina.

No curta-metragem divulgado pela marca, conhecemos Fátima (18), a inventora mais jovem dos Emirados Árabes Unidos, e sua irmã Shaika (8), que deseja ser a primeira mulher na lua; Chelsea (11), americana fundadora da Chelsea’s Charity, organização onde distribui materiais de arte gratuitos para crianças carentes; e, por fim, Mahiru (11), que é do Japão e membro do SEEDS +, uma banda escolar que existe para trazer alegria por meio da música.

Campanha Ready for Girls/LEGO

A pesquisa da LEGO incluiu quase 7.000 pais e crianças de 6 a 14 anos da China, República Tcheca, Japão, Polônia, Rússia, Reino Unido e Estados Unidos.

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