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Imagem: Reprodução

Levantamento da Catho mostra que profissionais negros recebem até 34% a menos que brancos

Diferença salarial acontece em todos os níveis hierárquicos

por Soraia Alves

O Dia Nacional da Consciência Negra é uma data importante para refletir sobre a desigualdade racial que ainda existe nos níveis sociais e econômicos no Brasil. Neste contexto, a 63ª edição da Pesquisa Salarial realizada pela Catho revela que profissionais negros ainda hoje recebem até 34,15% a menos do que trabalhadores brancos em todos os níveis hierárquicos e de escolaridade. 

De acordo com o levantamento, os profissionais negros recebem menos do que os brancos em todos os níveis hierárquicos. Em cargos de diretoria esses profissionais ganham 29,5% a menos e a desigualdade segue em todos outros níveis de atuação:

  • Coordenador (-10,6%);
  • Especialista graduado (-12,5%);
  • Analista (-8,3%);
  • Especialista técnico (-9,4%);
  • Assistente (-3,2%);
  • Operacional (-2,8%).

“Esse levantamento reforça o quanto a desigualdade racial está presente em todos os âmbitos sociais e econômicos. Esses números são alarmantes, pois é inadmissível que um profissional ganhe menos, com o mesmo nível hierárquico e de escolaridade, apenas pela cor da sua pele. Mas esse cenário do mercado de trabalho é apenas um reflexo do racismo estrutural que, infelizmente, encontramos na sociedade e isso precisa mudar com urgência”, lamenta a Gerente Sênior da Catho, Bianca Machado.

A desigualdade salarial fica ainda mais discrepante quando comparamos os salários recebidos por negros e brancos com o mesmo nível de escolaridade. Profissionais negros recebem menos mesmo com:

  • Doutorado (-34,1%);
  • Mestrado (-29%);
  • MBA (-22,1%);
  • Formação superior (16,7%);
  • Ensino médio (5,6%);
  • Ensino Fundamental (4,8%).

A 63ª edição da Pesquisa Salarial foi realizada com 8.403 profissionais de todo o país.

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