Facebook permite anúncios pagos nos Estados Unidos comparando vacinas ao Holocausto

Facebook permite anúncios pagos nos Estados Unidos comparando vacinas ao Holocausto

Meta afirma que propagandas vão contra as políticas de desinformações sobre a pandemia, mas não diz quais serão as medidas para solucionar o problema

por Carolina Firmino

De acordo com o site Design Taxi, o Facebook vendeu anúncios promovendo ideias antivacinas, incluindo postagens pagas comparando as ações do governo americano contra a COVID-19 à Alemanha nazista. O financiamento dessas campanhas foi feito por empresas de mercadorias, que gastaram milhares de dólares divulgando esses anúncios na plataforma.

Na última semana, a âncora da Fox NewsLara Logan, comparou Anthony Fauci, infectologista e principal conselheiro do governo Joe Biden sobre a pandemia, a um famoso médico nazista Josef Mengele conhecido como o “Anjo da Morte”. No entanto, as organizações de judeus nos Estados Unidos repreenderam com indignação a fala de Logan e solicitaram um pedido de desculpas.

É importante destacar que o comentário na Fox aconteceu ao mesmo tempo em que os anúncios de um suéter, com as palavras “Sou originário da América, mas atualmente resido na Alemanha de 1941”, circulavam no Facebook.

Outro anúncio, ainda mais desrespeitoso, comparava os lançamentos de vacinas ao Holocausto, sugerindo falsamente que o governo americano estava tentando eliminar cidadãos em todo o país. Essa campanha em particular foi veiculada por uma página chamada “Ride the Red Wave”, que no início deste ano havia oferecido camisetas com o absurdo slogan “torne os traidores pendurados grandes novamente”.

Segundo a CNN, o Facebook ganhou mais de 280 dólares com anúncios da “Ride the Red Wave” desde maio de 2021. Outras empresas chegaram a pagar mais de 500 mil dólares por propagandas semelhantes na rede social.

A Meta, por sua vez, afirma que tais anúncios são contra as políticas de desinformação de vacinas do Facebook, embora não esteja claro por que eles não foram sinalizados pelos sistemas de detecção do site. Também não ficou claro como, daqui pra frente, Meta (Facebook) vai resolver o problema.

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