Reino Unido vai revisar leis de publicidade para enquadrar campanhas de criptomoedas
Imagem: Shutterstock

Reino Unido vai revisar leis de publicidade para enquadrar campanhas de criptomoedas

Ideia é que tokens tenham mesmo peso na publicidade que produtos de seguro ou ações da bolsa

por Pedro Strazza

O governo do Reino Unido divulgou nesta terça-feira (18) a decisão de rever as leis referentes a publicidade no país em ordem de enquadrar as campanhas e ações voltadas a criptomoedas na regulação. De acordo com o anúncio oficial, o projeto visa trazer peças voltadas à “promoção de criptoativos” para o mesmo nível de publicidade financeira, garantindo assim que tokens sejam vendidos no meio sob os mesmos pilares por trás de ações e produtos de seguro.

Enquanto isso também significa que o parlamento quer que anúncios de criptomoedas sejam avaliados pela Autoridade de Conduta Financeira (FCA), é mais um esforço de um governo europeu para proteger os cidadãos de esquemas e golpes envolvendo os tokens. A Espanha essa semana aprovou a instituição de uma regulação voltada à área, obrigando anunciantes e influenciadores a reportar aos órgãos responsáveis a realização de campanhas dez dias antes da veiculação – saiba mais aqui.

Os europeus não são os únicos tomando providências. Cingapura, por exemplo, já solicitou a todas as empresas envolvidas que parem de promover seus produtos, preocupados sobretudo com o golpe de “pump and dump”, em que se toma todo tipo de ação para inflar o valor da criptomoeda (com a publicidade servindo de aparato) e depois vender todos os tokens na alta, despencando assim a valorização recém obtida.

Do lado dos britânicos, o governo se preocupa muito por recentes pesquisas que revelaram que aproximadamente 2,3 milhões de cidadãos possuem pelo menos um criptoativo. Enquanto o número de pessoas entrando no mercado aumenta, porém, a compreensão também cai, o que significa que mais gente não sabe com o que lida de fato ao investir em tokens. Aos olhos das autoridades, é razão suficiente para montar “o caso para intervenção regulatória que garanta que a promoção de criptoativos seja justa, clara e sem má fé”.

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