Brasil 7 mai 2025

"É Tudo Pra Mim": iFood mira se tornar o app que resolve tudo com reposicionamento de marca

Empresa brasileira quer consolidar sua transformação de app de refeições para plataforma de conveniência completa

"É Tudo Pra Mim": iFood mira se tornar o app que resolve tudo com reposicionamento de marca
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O iFood está reposicionando sua marca com a campanha "É Tudo Pra Mim", destacando sua evolução de app de delivery de comida para uma plataforma completa de conveniência. A estratégia, que começou a ser implementada na última terça-feira (6) com filmes na TV aberta, chega no momento em que a empresa completa 14 anos de mercado.

Por que importa: A empresa busca aumentar a representatividade de categorias além de restaurantes, que hoje representam apenas 15% do faturamento. A meta é chegar a 40% nos próximos três anos.

"No último ano vimos o número dessas categorias saltarem 50%, tanto no volume de pedidos como em faturamento, o que mostra uma crescente na demanda por conveniência", afirma Diego Barreto, CEO do iFood.

A companhia, que iniciou testes com mercados em 2019, expandiu para farmácias, pet shops e outros varejistas, construindo um ecossistema que hoje conta com:

  • 115 milhões de pedidos mensais
  • 55 milhões de clientes
  • 360 mil entregadores
  • 400 mil parceiros

A estratégia por trás da diversificação

O Clube iFood, serviço de assinatura de R$ 13,90 que oferece cupons e entregas gratuitas, será a base dessa transformação. Já são 12 milhões de membros entre os 25 milhões de clientes ativos.

Os números mostram o potencial da estratégia:

  • Usuários de restaurantes com assinatura saltam de 4 para até 22 pedidos mensais
  • Tíquete médio de restaurantes: R$ 50
  • Tíquete médio de supermercados: R$ 160

A campanha, desenvolvida com consultoria de Nizan Guanaes e a agência DM9, mostra personagens em situações cotidianas questionando a dissonância entre o nome da empresa e o sortimento de produtos disponíveis no app.

Concorrência acirrada

A estratégia multisserviço chega enquanto o Rappi anuncia taxa zero para restaurantes e dois novos players prometem avançar no Brasil: o 99Food (sendo relançado) e a chinesa Meituan, maior empresa de delivery do mundo.

O iFood, avaliado em US$ 5,4 bilhões em 2022 quando foi totalmente adquirido pela holandesa Prosus, já sobreviveu à saída de concorrentes como UberEats (2021) e Glovo (2019).

Caminhos inversos: da marca ao conceito

Enquanto o iFood mantém seu nome já consolidado e expande seu escopo, outras empresas fizeram o caminho inverso. É o caso da antiga Gympass, que recentemente se tornou Wellhub para refletir sua evolução para além das academias. Uma alteração controversa, já que o nome da empresa já tinha até se tornado sinônimo da categoria.

O iFood parece seguir a estratégia oposta: mantém a força de sua marca já estabelecida, mesmo quando vai além do "food", apostando que a associação positiva vá superar a eventual confusão sobre o que entrega.

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Carlos Merigo

Carlos Merigo

Fundador do B9, host do Braincast e Cinemático. Escreve sobre mídia, publicidade e cultura digital há mais de 20 anos (geralmente tentando entender o hype antes que ele vire PowerPoint).

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