Dark Social e a importância do conteúdo compartilhável

por Daniel Sollero

Recentemente eu me deparei com um texto sobre Dark Social. O termo, embora seja novo, é algo que muita gente desconfiava (e via) que acontecia mas ninguém havia parado para analisar direito.

Dark Social, nada mais é que todos os referrals que são derivados de um comportamento social mas que não necessariamente vêm do Twitter, Facebook ou Google Plus (mas esse só eu e Cris Dias usamos). São aqueles links compartilhados por emails, Instant Messages, listas de discussão e etc.

Segundo o artigo, o que acontece é: se descartarmos os referrals que vem sites de social media e que hoje são responsáveis por boa parte do tráfego dos sites, começamos a ver que vem muito tráfego de outras fontes que somadas acabam sendo maior que o tráfego vindo do facebook e adjacências e que sua origem também é de compartilhamento.

A grande sacada, na minha opinião, foi que o pessoal da Chartbeat, a empresa que ajudou Alexis Madrigal na obtenção dos dados que não fossem apenas do seu site, simplesmente dividiu esses referrals que não tem uma origem definida em dois grupos:

– Os que vão direto para a homepage de um site ou para uma categoria determinada
– Os que vão para a página de um artigo que geralmente tem uma URL grande demais para ser digitada.

Além de fazer total sentido, o que eu mais gostei foi que essa mudança na leitura dos dados tem muito de comportamento humano. Realmente, ninguém vai ditar uma URL podendo mandar apenas um link por qualquer meio (email, IM, celular, etc) mas aí fiquei pensando, e as URLs encurtadas, como elas são tratadas? Segundo o pessoal da Chartbeat, URLs encurtadas não são tratadas como fonte mas sim o o destino delas é o que conta. Mas aí eu fiquei com a pulga atrás da orelha. Muitas URLs encurtadas podem ser ditadas para outras pessoas e, embora isso não seja comum, já vi acontecer. Poderia distorcer um pouco do resultado mas não muito. Isso na verdade apenas mostra e confirma que existe também uma cauda longa nos acessos a sites.

Mas a parte mais legal disso tudo é a importância do conteúdo. Ele tem que ser compartilhável. Porque sendo compartilhável, ele é a força que vai mover as pessoas a envia-lo para os seus amigos. Não adianta ser um conteúdo mais do mesmo. Ele tem que ser diferente, tem que envolver e comover as pessoas. Tem que fazer com que as pessoas se mexam. Tem que fazer com que as pessoas queiram ganhar alguns pontos com seus amigos mostrando algo novo com o famoso “Viu isso?” ou “Vi esse texto e lembrei de você”. É isso que vai fazer com que ele se espalhe com mais facilidade. É isso que temos que entender sempre. Por mais que seu site esteja otimizado para as redes sociais, quem manda ainda é o conteúdo e você saber o que faz com que a sua comunidade se movimente.

Eu juntei uma série de posts do Henry Jenkins sobre conteúdo compartilhável (Spreadable Media no original) em um ebook para quem quiser se aprofundar no assunto. Tem versão para Kindle e iPad.

E realmente recomendo a leitura dos textos sobre Dark Social no The Atlantic e no Buzzfeed para complementar e ter mais pontos de vista sobre o tema. Ambos são em inglês.

Mas na minha opinião, embora essa nova classificação seja interessante e útil, o que realmente vale lembrar é que conteúdo é importante, porra!

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