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Startup & Makers Camp destaca potencial de empreendedores na CPBR8

Iniciativa do Sebrae selecionou 200 empresas voltadas para o mercado digital

por Amanda de Almeida

Considerada a edição mais empreendedora da Campus Party desde sua estreia no Brasil em 2008, a CPBR8 contou com diversas oportunidades para quem estivesse interessado em colocar – e principalmente, tirar – ideias do papel. Circulando pelo São Paulo Expo era possível notar, fosse nas palestras apresentadas nos palcos, nas salas da Open Campus ou nas bancadas, que os embriões de muitas startups que ouviremos falar no futuro estavam surgindo ali.

Em um estágio mais amadurecido – próximos de serem lançados ou em atividade recente – os participantes da terceira edição do Startup & Makers Camp contribuíram para reforçar o lado business da Campus Party. Entre mais de 600 inscritos de todo o país, o programa realizado pelo Sebrae selecionou 200 empresas com grande potencial para se destacar no mercado.

“É possível que, nos próximos anos, a gente veja alguns dos negócios que começaram a ser feitos nas bancadas da Campus, e que foram colocados no papel com ajuda de nossos Agentes Locais de Inovação, aqui na arena do Startup & Makers”, acredita o gestor do Projeto de Startups do Sebrae, Márcio Brito. Segundo ele, a tendência do programa é continuar evoluindo em termos de conteúdo e visibilidade, mas o número de empresas participantes parece ter atingido um ideal.

Campus Party CPBR8

 

“Empreender é algo difícil, por isso que a troca de experiências em um evento como a CPBR é tão importante. Muitos dos empreendedores das statups que participaram do programa em anos anteriores, agora retornaram para contar o que aprenderam, seus erros e acertos, o que pode ajudar muito quem está vindo por aí”, explica Márcio.

Uma das coisas que chamam a atenção no programa é a variedade de segmentos e soluções oferecidas pelas startups brasileiras, e a lista completa dos participantes pode ser conferida aqui.

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DogsApp

Grande parte das startups geralmente nasce a partir de uma necessidade. No caso do DogsApp, os fundadores Carol Rezende e Henrique Freitas perceberam a dificuldade que muitas pessoas tinham para encontrar “parceiros” para seus cães. Foi assim que eles resolveram criar uma espécie de Tinder para cachorros, que já conta com uma versão para Android e em breve também será lançado para iOS.

Segundo Carol, o aplicativo já conta com mais de 3 mil usuários ativos, que têm fornecido feedbacks importantes. Um deles está relacionado à adoção de animais. “Tivemos contato com entidades especializadas em adoção de cães e já estamos planejando inserir uma área específica para adoção no DogsApp”, antecipa.

Segundo ela, o curso natural é que o aplicativo se torne uma rede de relacionamentos para quem gosta de cachorros, com indicação de serviços e troca de informações sobre tudo relacionado ao universo canino.

Writogether

Outra startup que chamou a nossa atenção no Startup & Makers Camp foi a Writogether, criada por Ricardo Cestari Junior. Atualmente em fase de captação de recursos no Catarse, a startup se propõe a criar a maior plataforma de ficção colaborativa do mundo.

O diferencial aqui é que os usuários não colaboram com os escritores apenas sugerindo rumos para um personagem ou uma história, mas os autores podem aproveitar personagens, mundos e cenários de outros usuários, o que resulta em uma história verdadeiramente colaborativa. Os direitos autorais de cada colaborador é garantido por meio de ferramentas digitais, o que torna todo o processo seguro para todos os envolvidos.

Fotos: Amanda de Almeida e Luiz Prado/Agência LUZ

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