Data For The People: Criando arte a partir de informação

Jer Thorp explica como data visualization pode revelar novos caminhos e gerar ideias

por Juliana Vilhena Nascimento / Diretora de Atendimento da AlmapBBDO

Aconteceu ontem em São Paulo a segunda edição do kes.do. Misto de palestra e discussão, eles trouxeram o Jer Thorp – um data artist – pra falar pra gente sobre “Data Visualization”.

Sim, você não ouviu errado. Ele faz arte a partir de informação. Aí você vai perguntar: arte a partir de dados? Isso existe? Pra que?

Ele diz que o propósito dele é humanizar a informação. Modelar, manipular, sonificar (sim, Thorp transforma dados em sons), compartilhar informação nos ajuda a ir além dos usos tradicionais de dados: confirmar hipóteses e/ou filtrar e exibir informação.

Jer Thorp

Jer Thorp

A intersecção entre arte, tecnologia e design nos capacita a transformar informação em benefício para as pessoas e a humanidade

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A disciplina praticada por ele usa “data visualization” pra nos revelar o que antes não víamos, explorar caminhos novos, fazer perguntas melhores e por consequência resolver problemas humanos (como por exemplo predizer epidemias de doenças a partir da modelagem da geolocalização de tweets).

Dois dos projetos dele (aparentemente, ainda não monetizados) me chamaram a atenção:

Floodwatch.o-c-r.org – uma extensão de browser que acumula toda a publicidade que você recebe online e te mostra isso numa tela. O interessante eh ver quanto de você os anunciantes sabem – ou pensam que sabem.

Openpaths.cc – uma plataforma/app desenvolvida em parceria com o New York Times que captura seus dados de geolocalização e os armazena de forma segura pra você (em tempos de “grande irmão”, muito útil). E que te permite “doar” estes dados para diversas iniciativas de pesquisa, também.

O mais legal do que ele faz é que, além de toda esta utilidade, também é uma arte: os modelos apresentados por ele hoje – e por muito tempo publicados na Wired, onde ele trabalhou antes de abrir seu próprio negócio, são lindos de ver, interessantes de ouvir, intuitivos de manipular – a ponto de irem parar no MOMA, por exemplo.

Esta intersecção entre arte, tecnologia e design, na opinião dele, o capacita a fazer informação que antes beneficiava apenas as empresas (gerando lucro) passar a beneficiar as pessoas e a humanidade.

Será que “data for the people” é o novo “power to the people”?

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