Armas não matam pessoas. Crianças matam pessoas.

Armas não matam pessoas. Crianças matam pessoas.

Campanha satiriza o lema dos armamentistas, lembrando que mais americanos levam tiros de crianças do que de terroristas

por Carlos Merigo

Existe uma frase feita da turma que defende a liberação de armas que diz: “Armas não matam pessoas. Pessoas matam pessoas.” Em tempos de Trumps e Bolsonaros, esse discurso pode ser bem danoso, já que muitas vezes mistura a defesa do direito de portar armas com xenofobia e racismo.

Nos Estados Unidos, por conta das eleições presidenciais que ocorrerão em novembro, o tema está acalorado, com Donald Trump e Hillary Clinton no centro do debate pela Segunda Emenda da Constituição do país.

Por conta disso, a organização Brady, que milita pelo fim da violência com armas, lançou a campanha ToddlersKill.org. É uma abordagem satírica do lema dos armamentistas, transformado aqui em “Armas não matam pessoas. Crianças matam pessoas.”

Criada pela McCann de Nova York, a iniciativa utiliza dados e notícias reais de crianças que feriram ou mataram acidentalmente utilizando revólveres, pistolas e até fuzis. Segundo a associação, mais americanos levaram tiros pelas mãos de crianças do que por terroristas.

O site faz piada ainda com um mapa, mostrando que crianças estão mais perto do que se imagina. E oferece locais para que os pais descartem seus filhos, deixando-os longe de suas queridas armas.

A campanha defende que os eleitores se informem sobre as posições de ambos os candidatos em relação ao desarmamento, lembrando que se as pessoas querem mesmo um país mais seguro, devem demandar leis mais sensatas. Ou então, podem pensar em outras alternativas, como se livrar das crianças.

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