SXSW 2018: Laura Shin e Joseph Lubin discutem as vantagens do blockchain

Fundador da Ethereum afirma que graças à ferramenta o futuro será pautado na colaboração e descentralização

por Juliana Wallauer

Um dos principais temas da SXSW este ano é o blockchain: são mais de 50 palestras, painéis e workshops sobre o assunto. Uma delas – que assisti ontem – foi a entrevista de Laura Shin, editora da Forbes, com Joseph Lubin, um dos fundadores da Ethereum, que é hoje o sistema de blockchain mais poderoso do mundo.

O ponto central da conversa foi o poder transformador que o blockchain tem em múltiplos campos. De forma geral, usando blockchain as transações ficam mais rápidas, mais fluídas e com muito menos fricção. É um sistema que permite não apenas trocar informação e valor,  mas reunir força de trabalho rápido. Mais do que uma tecnologia, o blockchain é um sistema de recompensa e uma gamification das nossas vidas – uma que traz mudanças de forma intrínseca.

Nesse novo universo, trocamos o cenário de empresas que funcionam na base do segredo industrial, na vantagem competitiva e no seguro de informação pelo paradoxo de colaboração, em que grupos e mercados colaboram para gerar valor. Saímos do paradigma de governos em que burocratas precisam conhecer e atender todas as demandas sociais para nos tornarmos vilas globais onde as pessoas vão se reunir por interesses mútuos e colaborar para resolver os problemas.

Joseph Lubin na SXSW 2018

Para exemplificar os campos onde blockchain já está revolucionando a lógica, Lubin falou das criptomoedas e seu poder de criar um sistema monetário completamente descentralizado, feito pelo povo e para o povo, sem a intermediação de governos.

O empresário ainda falou sobre como o protocolo está transformando a internet, criando uma World Web 3.0 descentralizada, e do UJO Music, uma plataforma que permite que artistas se registem, subam seus conteúdos, definam licenças para uso e sejam pagos pelo público sem intermediários. Nesta plataforma, a música sai mais barata para quem precisa usar e o artista recebe mais dinheiro. É a essência do poder transformador do blockchain na prática.

Shin também perguntou sobre as fragilidades, os desafios do sistema e a necessidade de regulação, mas para entender melhor estas implicações é evidente que Lubin – o embaixador da Ethereum – não é a pessoa mais indicada para fazer estas reflexões diante de uma grande audiência.

Mas essa é a beleza do SXSW: este é um assunto para outro painel.

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