Campanha oportunista da Jovem Pan causa revolta por abordagem bizarra e sem noção

Campanha #MinhaÚltimaMúsica pedia ao público para compartilhar qual seria a sua última música pedida antes de morrer

por Soraia Alves

O dia 17 de maio (vulgo hoje) é o Dia Internacional Contra a Homofobia, Bifobia e Transfobia. A data é sempre usada para ressaltar como os números de crimes e violência contra a comunidade LGBTQ ainda são altíssimos, além de outras pautas e prol da igualdade.

Muitas marcas e empresas aproveitam a data para passar uma mensagem de inclusão e, principalmente, para ajudar na disseminação do respeito entre o seu público. Mas a campanha veiculada pela rádio Jovem Pan causou polêmica por ser, no mínimo, de péssimo gosto.

A rádio organizou uma ação com a tag #MinhaÚltimaMúsica que, basicamente, convida o público a compartilhar qual seria a sua última música a ser ouvida antes de morrer caso fosse vítima de homofobia.

A legenda da campanha postada no Facebook ainda explica: “Para falar dos números crescentes de violência contra #LGBTQ no Brasil convidamos todos vocês à se colocarem dentro desta triste estatística, manifestando qual seria#MinhaUltimaMusica. Mande sua mensagem, participe e ajude a chamar a atenção para o tema.

Não demorou para que as críticas surgissem, afinal, se a intenção em alertar sobre os números de homicídios na comunidade LGBTQ é válida, a forma como isso foi feito passou longe do bom senso.

Ao longo do dia e como parte da campanha, a Jovem Pan chamou diversos artistas representantes da comunidade LGBTQ em sua programação. Mas né, fica aí mais uma lição do que JAMAIS fazer em uma ação.

[ATUALIZAÇÃO] Alteramos o título desse post de acordo com sugestão do leitor @davidmurad, já que o anterior não fazia jus ao “conceito” da campanha.

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