Comercial de camisinha coloca marca como última esperança de um mundo sem intimidade

Vídeo da SKYN mostra “futuro” onde as relações humanas se perderam frente ao domínio das novas tecnologias

por Pedro Strazza

Comerciais de camisinha no geral seguem um modelo mais ou menos comum: seja numa balada ou num quartinho íntimo, é um casal que estrela os vídeos, com seus corpos em pleno estado de atração servindo de foco maior das peças. É do sexo, afinal, que o mercado de camisinhas tira seus lucros, então é um pouco óbvio que esta atividade sempre ganhe a atenção em sua publicidade.

Para dar uma remexida no formato, a SKYN Condoms resolveu botar em prática uma ideia mais ou menos original que brinque com essas noções. Em uma peça de 45 segundos, a marca criou um universo cheio dos néon e digno das ficções-científicas, um mundo onde os prazeres do contato humano (sejam eles o sexo ou qualquer outra atividade de interação) foram substituídos pela frieza da tecnologia – o que não deixa de ser uma baita de uma indireta para o cenário contemporâneo, onde isso de certa forma está sempre acontecendo. Mas em meio a sessões conjuntas e solitárias de VR e algumas cenas num bares futurísticos, o contato físico acidental entre dois estranhos acaba disparando o desejo pelo sexo e a camisinha se torna a ferramenta ideal para materializar esta vontade. Confira acima o resultado.

De acordo com a diretora publicitária da SKYN na agência Sid Lee Paris Trisha Mitra à Adweek, a ideia da peça surgiu da noção verdadeira sobre o quanto a tecnologia tem interferido no curso das relações humanas. “Um olhar sobre a intimidade e a sua evolução com o passar do tempo evoca uma verdade difícil: nós estamos fazendo cada vez menos sexo em relação às nossas gerações passadas e em meio a uma miríade de comportamentos e tecnologias que nos mantém em uma conexão constante” ela afirma, emendando que ela e sua equipe viram que a tecnologia “seria um bom ponto de partida” nesta jornada sobre o tema conforme eles foram se aprofundando no tema: “Nós tínhamos uma mensagem para enviar e sabíamos que teria que ser ousada e intrigante na forma de contar esta história. Cada cena do filme é centrada em torno de uma ‘barreira íntima’ que o espectador talvez vá se identificar com, e nós estávamos procurando por maneiras divertidas e criativas de acionar este momento a-há.” ela conclui.

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