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Capa - Ciente de seus problemas, “Megatubarão” é tão bizarro quanto divertido

Ciente de seus problemas, “Megatubarão” é tão bizarro quanto divertido

Aventura vai do filme b de terror à comédia com naturalidade

por Matheus Fiore

Por mais bizarro que possa parecer, “Megatubarão”, de Jon Turteltaub (da saga “A Lenda do Tesouro Perdido”, com Nicolas Cage, e “Duas Vidas”, com Bruce Willis) se encontra no meio do caminho entre o “Tubarão” de Steven Spielberg e a franquia “Sharknado”. Claro, o filme protagonizado por Jason Statham passa longe de ter o apuro narrativo do clássico de 1975. A (pouca) proximidade deve-se, principalmente, às situações nas quais os personagens se encontram, que repetem algumas cenas consagradas do blockbuster de Spielberg. Já com “Sharknado”, a semelhança é mais palpável. Assim como o filme de 2013, “Megatubarão” sabe que o único caminho para funcionar é não se levar a sério. Portanto, temos aqui uma obra que não só aceita nossas risadas, mas que depende delas para que a trama funcione.

A história é a mais absurda possível. Um projeto bilionário descobre um ecossistema nas profundezas do mar da China. Escondido sob uma massa gasosa, esse ecossistema oculta, dentro dele, seres misteriosos. A primeira expedição chega ao local, mas acaba ficando presa. Jonas Taylor (Statham), é convocado para comandar o resgate, que fará emergir não só os fantasmas de seu passado, mas criaturas assustadoras – ou mais especificamente, um megalodonte de trinta metros, que deveria estar extinto há milhões de anos.

Filmagens no set de “Megatubarão”

Há dois pontos cruciais que fazem “Megatubarão” funcionar. O primeiro é a seriedade com que os personagens encaram as situações bizarras nas quais são inseridos: a ameaça do tubarão gigante é real e aterroriza todo o elenco. O segundo é os desdobramentos inacreditáveis que surgem a partir da trama principal – como um bilionário mover uma equipe de forças especiais para caçar o monstro e conseguir confundi-lo com uma baleia.

“Megatubarão”, portanto, é um filme sério o suficiente para ter tensão nos momentos nos quais a criatura está prestes a atacar os humanos, e bem humorado o suficiente para, no auge dessa tensão, transformar tudo em piada. A piada é, portanto, um recurso não só definidor de gênero, mas também para impedir que a obra torne-se mais séria. Isso reflete, principalmente, nas mortes do filme, que sempre resultam em cenas de humor.

Mesmo com a boa vontade do público para aceitar a galhofa voluntária de “Megatubarão”, há uma óbvia necessidade de fazer o monstro do filme ter, no mínimo, uma imponência visual. O que vemos, porém, é um monstro que é muito mal utilizado pelo diretor, Jon Turteltaub, e seu diretor de fotografia, Tom Stern. O megalodonte é sempre filmado em planos fechados, que focam em partes do seu corpo e raramente nos permitem ter real dimensão de seu tamanho. Os únicos momentos que criam uma aura amedrontadora para o vilão são os jump scares

dos ataques do animal– e esses momentos acabam sendo tão efêmeros quanto o susto por eles proporcionados.

O megalodonte é sempre filmado em planos fechados e que não nos permitem ter real dimensão de seu tamanho.

A escolha por planos fechados em boa parte do tempo é um mal que se faz presente em praticamente toda a metragem do filme. Na primeira cena até faz sentido, pois ali assistimos ao resgate de personagens presos num submarino e, portanto, os planos fechados imprimiam o sentimento claustrofóbico condizente com a situação retratada. “Megatubarão”, todavia, mantém esse estilo de construção visual pelos 100 minutos de projeção.

O tal monstro também não apresenta uma coleção de feitos, digamos, respeitável. Vitimando pouquíssimas pessoas, é um vilão que promete mais do que cumpre. Quando vemos o megalodonte se aproximar de uma praia lotada, o pensamento óbvio é o de que ele estraçalhará a todos ali, o que não acontece. O megatubarão geralmente engole um ou outro personagem apenas para não passar em branco.

Se a vilania do megalodonte é fragilizada por más escolhas do roteiro, da fotografia e da direção, o heroísmo de Jonas Taylor segue caminho contrário. Aliás, o filme inteiro parece ser baseado na ideia de que Jonas precisa representar um ideal absoluto de heroísmo. Isso, obviamente, é tratado de forma bem humorada – ao ponto de, em certo momento, Statham ir resgatar pessoas que já estavam indo resgatar outras pessoas. Nessa construção quase mitológica, vale ressaltar um dos poucos acertos do diretor, que insiste em enquadrar Statham quase sempre centralizado, com os demais personagens ao seu redor, o que faz com que Jonas Taylor seja, além da referência moral dos personagens, a referência visual do enquadramento.

O filme inteiro parece ser baseado na ideia de que Jonas precisa representar um ideal absoluto de heroísmo

Com o restante do elenco, porém, não há muito carinho. Na verdade, todos parecem ser apenas degraus de uma escada que Jonas Taylor sobe por 120 minutos. Um dos membros da equipe principal só está lá para proporcionar o estereótipo do negro engraçado, já as mulheres só estão lá para, na maioria das vezes, ser resgatas ou se apaixonar pelo protagonista – algo que o próprio filme parece perceber e, por isso, tenta suavizar ao trazer Jonas elogiando constantemente o trabalho de uma das personagens femininas, Jaxx. Há até um personagem caricaturalmente covarde, que é constantemente posto ao lado de Jonas para exaltar o heroísmo do protagonista.

Se levado a sério, “Megatubarão” é um filme com grandes problemas técnicos e narrativos. E é justamente por isso que a obra de Jon Turteltaub é tão fascinante e cômica: pois é impossível não encará-la como um filme B mal feito e divertido. Ao transformar sua própria estrutura, os feitos de seu herói e até mesmo as aparições do monstro, em piada – note como, por exemplo, o embate final entre o megalodonte e o bilionário vivido por Rainn Wilson é um dos momentos mais engraçados do longa –, “Megatubarão” garante que seu espectador verá a obra como uma bela comédia.

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