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Web Summit 2018: A internet que a gente quer

Web Summit 2018: A internet que a gente quer

Primeiro dia do evento reforça mensagem de união e busca de retomada da internet como lugar de criação e inovação

por Juliana Vilhena Nascimento

Hoje passei a manhã no palco principal do Web Summit, vendo um incrível lineup feito de fundadores e CEOs de empresas bem sucedidas da nova economia: Minecraft, Pinterest, Tinder, Twitter.

Apesar de estarem em painéis diferentes, curiosamente todos falaram sobre algo comum: o fato de que em tempos de fake news, campanhas políticas manipuladoras, dark patterns* e hiperpersonalização, a internet tem mais nos distraído dos nossos objetivos do que nos ajudado a atingi-los.

Tim Berners-Lee, fundador da World Wide Web que abriu o evento, falou o mesmo: que precisamos devolver a ela o seu espírito original. E convocou empresas, plataformas e pessoas a assinar uma carta magna pela web (veja mais sobre aqui)

O consenso por aqui, que reflete o discurso de encerramento do Bruce Sterling no SXSW deste ano, é de que precisamos resgatar a web e torná-la, novamente, um lugar de inspiração, conhecimento, um espaço que trabaha a favor da democracia e do humanismo.

Empresas como o Google e o Facebook já manifestaram publicamente seu interesse na carta magna, que teria o caráter de um contrato. A França também já se comprometeu aqui no palco do Web Summit. Pessoas públicas, como Gordon Brown, ex-premiê britânico, também aderiram. Quem serão os primeiros aqui no Brasil a assinar a carta #fortheweb ?

*Se você, como eu, não sabia o que são dark patterns, eu explico: são todos os recursos (botões, fios de cabelo falsos em páginas, links) que fazem uma pessoa clicar em algo sem querer. Bom nome, né?

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