ANTICAST_POST

AntiCast 193 – Os Asimovs que Não Amavam as Mulheres

(E os Clarkes também)

30.jul.2015

Olá, antidesigners e brainstormers!
Neste programa, Ivan Mizanzuk, Fábio Fernandes e a convidada Lady Sybylla discutem sobre as representações estereotipadas pelas quais as personagens femininas geralmente aparecem em autores clássicos de ficção científica – especialmente Isaac Asimov e Arthur C. Clarke. Por que há tantas histéricas e/ou gostosas-mas-também-inteligente-então-tá-tudo-bem? É uma questão de época ou há autores contemporâneos a eles que faziam um trabalho melhor? Haveria uma relação entre o machismo no ~meio nerd~ e a onipresença desses autores quando o assunto é ficção científica? Há outros caminhos? Quais?

Editado por Felipe Ayres


› 13min10seg Pauta principal

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  • Han Sola do Tênis

    Recentemente terminei de ler o primeiro volume do “maior” clássico da ficção científica, A FUNDAÇÃO.
    Só lembro de DUAS mulheres do livro que tem diálogo. Uma atendente, e uma rainha/princesa que só reclamava.

    • AllabamaMan

      Muito bom, mas e aí? Já leu Conventionis?

      • Han Sola do Tênis

        Tenho que ler muita coisa antes pra entender essa obra grandiosa que é Conventionis.

      • TiadosLeitores #AgnaldoFDP

        LOJITA, VC POR AQUI!!!

      • NINJA SLAYER

        EU JÁ RECOMENDO,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,,!

    • zé do Desemprego

      de qual “rainha/princesa” voce tá falando?

      • Han Sola do Tênis

        Ela é casada com o líder de um planeta, lá no final do livro, que é contra a religião da Fundação. Não lembro o nome dela agora.

        • zé do Desemprego

          lembro dessa parte mas não lembro dessa mulher,tenho que ler de novo

          • Han Sola do Tênis

            Pra você ver como é uma personagem marcante!

          • zé do Desemprego

            pois é

          • Estrela trágica pós moderna™

            Acho que é essa que mata o Mulo, né?

    • Henrique Tavares

      Gostei das aspas no maior. Tendo a concordar com elas.

      • Han Sola do Tênis

        É tipo os Beatles da Ficção Científica… RA-TI-NHO-Ô-Ô!

        • zé do Desemprego

          fundação é legal sim cara,não é uma merda superestimada feito beatles,não faz sentido a comparação(agora o ivan me bane)

        • TiadosLeitores #AgnaldoFDP

          MARVEL = EXILE ON MAIN ST.
          DC = LET IT BE

    • Jung Justice Filho Das GUERRA!

      Pelo menos não lembro de ter alguma citação sobre amamentação em público.

    • Ramon Vitor

      O clássico é a trilogia completa. Livros 2 e 3 tem duas protagonistas femininas. Bayta, no livro 2, e a neta dela no terceiro livro.

  • Sandro Valentim

    Acredito que falar que a frase “eles são fruto do seu tempo” realmente não se aplica por existir escritores da mesma época que tinham uma pegada bem diferente das do Asimov e do Clark. Talvez dizer que eles eram “frutos dos seus pressupostos” seja mais aplicado.

    • Odilson – Son a bad legend

      Mas, o que gerou esses pressupostos não foi o meio em que viveram, logo o tempo?
      Eu entendo o argumento, mas (de boa mesmo) ainda me surge a dúvida: eles seriam preconceituosos/teriam feito o mesmo se vivem em outra realidade?
      Acho que a questão de serem frutos de seu tempo ainda pode ser válida. Exceção é quem não seguiu os padrões da época – e, temos, sim, de reconhecê-los por isso.
      As pessoas podem ser geniais em algumas coisas e completos boçais em outras – infelizmente. Não estou dizendo que é o caso dos autores comentados.

    • Boa! Fruto dos seus pressupostos – alguns pressupostos perpassam gerações… não é como se machismo, racismo, etc, não existissem atualmente.

      • Sandro Valentim

        Alinde,

        O grande problema com a noção de pressupostos é onde se estabelece o um limiar de até onde você pode julgar que um comportamento é um pressuposto e portanto a pessoa não tem tanta culpa assim e onde é que de fato isso extrapola o certo e o errado e a pessoa realmente tem de ser julgada como tendo agido de forma errada. Entendeu esse meu pensamento meio louco ?

        • Pressupostos podem ser completamente errados. Mas se eles atravessam gerações, como machismo e racismo, eles deixam de ser apenas “fruto de uma geração”, para ser um problema humano. Foi aí que gostei da ideia.

          Sou professora de História, evito anacronismos o quanto posso. Não me incomodo com machismo e racismo em clássicos, justamente por questão geracional – eram lutas ainda mais minoritárias do que são hoje. Mas como são coisas que permanecem, aí a gente vê que não é apenas geracional, são pressupostos que de alguma forma se mantiveram :p

          • Sandro Valentim

            Eu continuo tendo um problema tremendo com a noção de pressupostos. Não consigo conceber nem que exista um certo ou errado quando falamos disso.

            Eu ainda arrisco a dizer que o pressuposto vem antes do certo e do errado, mas em algum momento ele esbarra nessa dualidade e é preciso se definir a culpa.

    • autor

      E quantas mulheres escreviam ficção na época dele?

      • autor

        *ficção cientifica

      • Sandro Valentim

        Não saberia lhe dizer.

  • Mariana Neri

    Concordo com o Beccari sobre ateísmo! Pra mim, é uma religião e ateus são tão chatos quando qualquer outro religioso!

    • zé do Desemprego

      é igual chamar careca de corte de cabelo,não faz sentido

      • Han Sola do Tênis

        Ou dizer que sua mãe é uma santa!

        • zé do Desemprego

          que gratuito

          • A Gente Duplo

            mas necessário

      • Malboro Vermelho

        Essa é vélha, véééééélha…Tenta outra moço.

        • zé do Desemprego

          bom argumento,fiquei até sem palavras

      • Mariana Neri

        Careca É um corte de cabelo!
        Por opção, pessoas cortam o cabelo pra ficar careca! Não só por uma “infelicidade” genética!

        • zé do Desemprego

          depende muito.toda generalização está errada,inclusive essa.

          • Mariana Neri

            Generalizar não é legal mesmo não! Me empolguei!

    • Henrique Tavares

      Isso foi na leitura de emails do 192?

    • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

      O mestre trágico polemizando de novo.

      Nos EUA os satanistas agoram querem o mesmo privilégio dos cristãos afinal o estado é laico, ou seja sem religião.

      http://oglobo.globo.com/blogs/pagenotfound/posts/2015/07/27/polemica-estatua-de-sata-inaugurada-nos-eua-569688.asp

      Qualquer religião é uma doença, se você acredita em alguma loucura dessas posso te indicar um tratamento psiquiátrico.

      • Mariana Neri

        Estou de boas de religiões e seus seguidores! xD

        • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

          Você esta assim até o dia em que o Deus desses otários, ou seja, sua mente doentia, diga para eles que você é um pecador e merece ser punido.Nesse dia você vai se lembrar do que eu te disse. Lugar de louco é no manicômio

          • Mariana Neri

            Mas isso já acontece! WTF?!

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            KKKK. Um lapso,com certeza.

          • Copo de Guaravita

            Eu sou ateu e tô de boa com as religiões e seus seguidores mesmo com o Deus desses otários dizendo para mim que eu sou um pecador e mereço ser punido. O problema (que tá muito no horizonte, pelo menos no Brasil) é essa galera tomar o poder e querer diminuir a maioridade penal, acabar com qualquer debate sobre o aborto, privar os homossexuais de direitos que todo mundo tem (mais que já são privados), etc etc etc. Aí sim fudeu tudo.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            A tal lei da cristofobia é o começo do fim para o livre pensamento.
            Irão privilegiar uma religião em detrimento de todas as outras incluso aqueles que não crêem.
            Dai para o retrocesso de séculos de avanços é um passo.
            Já aconteceu na Roma antiga e pode voltar a acontecer.
            Em se tratando de humanidade tudo é possível.

      • AllabamaMan

        E as crianças parecem mais felizes nesta imagem do que em qualquer ilustração cristã.

      • NINJA SLAYER

        VOU PLAGIAR SEU NICK!

        • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

          A vontade

    • Keyser Söze

      É semos igualzinhu

      • Dá uma pesquisadinha na galera da Revolução Francesa e na Rússia bolchevique para você ter certeza.

        • Keyser Söze

          É né, pq comunismo = ateismo

          • Revolução Francesa é diferente de comunismo, amiguinho. E são ateus os países comunistas que eu citei, nem sequer chegam a ser laicos, são estados ateus. Coréia do Norte mesmo. Não é preciso acreditar em uma divindade para perseguir a religião dos outros.

          • Keyser Söze

            Tá vamos lá… primeiro que esse é um dos argumentos mais refutados pelos ateus e mais corriqueiros também…
            Comunismo ou Revolução francesa se mataram não mataram por causa do ateísmo, o ateísmo pode ter sido uma de suas ideologias no meio de tantas outras, já os religiosos mataram por causa que em suas ideologias deixa bem explicito e literalmente escrito o que é certo e errado e até mesmo as punições para o que é errado.
            Deixando isso já bem explicado, no cast eles se referiram aos ateus de hoje em dia cujo não tem nada haver com esses que os que você refere (mesmo que aceitemos o argumento já refutado dos comunistas terem matado pelo ateísmo). Sim ateus podem se comportar como babacas quanto os religiosos e cansamos de repetir que religião não define caráter.
            Colocando os ateus criticados no cast e em outros, são queles que exaltam a ciência como a verdade, razão é o caminho e alguns até zombam de crenças sem fundamento racional e etc, esses ateus são os que formam grupos de ateus, movimentos sociais e etc. E você comparar esses ateus por mais ignorante que eles possam ser em determinados casos NUNCA serão iguais quanto os religiosos, talvez um dia possa ser, mas está bem longe de ocorrer, me diga um caso de intolerância desses grupos de ateus atuais que sejam intolerantes como os religiosos fanáticos de hoje em dia.
            Esses grupos de ateus por mais babacas contra os religiosos que eles possam ser, pregam em favor dos gays e preconceito e qualquer coisa sem base cientifica e ignorante, existe muita treta no meio ateu, um racha contra o feminismo, porque muita feminista é ateia porém negam coisas cientificas falando que tudo é construção social, e como já disse esse movimento ateísta é pró ciência e razão.

            Exemplos dessa semana no mundo religioso…

            http://g1.globo.com/mundo/noticia/2015/07/homem-esfaqueia-participantes-de-parada-gay-em-jerusalem.html

            http://www.diariodemarilia.com.br/noticia/140780/grupo-catolico-pede-assinaturas-contra-o-casamento-homossexual-em-mariliao

          • Não tou generalizando ninguém, estou negando a sua generalização e falando da podridão humana. A Revolução Francesa, dentro da fase jacobina melhor dizendo, realmente matou com base em um ateísmo no sentido de retirar o homem das “Ilusões” criadas pela religião. Eu quero dizer é que, pegando um pouco de um artigo do Pondé que eu li dia desses, o ser humano ta sempre matando os outros e varia as motivações. Não quero generalizar os ateus, mas quero também que os religiosos não sejam generalizados. Sobre o tema do último parágrafo, eu acho que é uma questão de conflito entre morais, afinal ser pro razão e pró ciência também o coloca em alguns dilemas, como a questão da genética, se o utilitarismo é uma alternativa realmente válida e etc; ser pró razão não torna ninguém necessariamente correto. Tão questão de moral que a galera discriminava mulheres, negros e homossexuais com bases racionais e científicas antigamente também, o que mudou foi a forma de se enxergar a situação, só ver os vários estudos de antropologia do fim do século XIX.

            Não nego que religiosos excluem, mas só não concordo com generalizações como a da imagem. Ficou um textão e estou carregando coisas para a mudança de casa, posso demorar a responder e escrevi nas presas aqui kkkk

          • Keyser Söze

            Sim cara, pessoas as vezes matam pessoas e buscam desculpas para sua consciência ficar limpa, porém toda a critica dos caras feitas no cast, em cast passados e possivelmente em futuros casts é sobre os ateístas cientificistas, e coloca-los no mesmo saco que religiosos fanáticos é um absurdo que o máximo que eles fazer é uma piada aqui e ali de mal gosto no facebook.

          • Atualmente é o máximo que eles podem fazer, mas quem garante que não seja diferente no futuro? Se eles são babacas que atualmente não tem tanto poder de fazer devem ser deixados de lado? Eu coloco no mesmo rol também, mas concordo quando digo que não fazem tanto mal, mas porque não tem o poder de fazer tanto mal. Eles próprios citaram o exemplo de pessoas que na Europa são discriminadas por terem religião em sociedades majoritariamente ateias; eles tão fazendo um mal ali sim, estão com uma atitude discriminatória e pela moral da atualidade isso deve ser recriminado – ou pelo menos é o que ela geralmente diz – e isso não tem tanta visibilidade por infelizmente estarmos lidando com uma situação inversa. Eles são fanáticos enquanto se colocar fanatismo não só como apenas o cara que bate em alguém mas sim como diz o verbete da Wikipedia:

            “Fanatismo (do francês “fanatisme”)
            é o estado psicológico de fervor excessivo, irracional e persistente
            por qualquer coisa ou tema, historicamente associado a motivações de
            natureza religiosa ou política. É extremamente frequente em paranóides, cuja apaixonada adesão a uma causa pode avizinhar-se do delírio.”

            Eles apenas não conseguem fazer algo de tão expressivo na sociedade brasileira pois aqui são minoria, mas não muda o quadro de fanatismo que deve ser recriminado.

          • Keyser Söze

            No caso citado no cast foi bem vago em questão, não podemos afirmar nada, mas desculpa, nem no país mais mais ateu da Europa alguém será descriminado pela sociedade por ser cristão, talvez em algum nicho famoso por sua irreligião, apenas os praticantes são descriminados e até por religiosos, fale pros seus amigos que é praticante e vai escultar alguma piadinha relacionada a sexo algum dia.
            O meio ateu militante (lembrando q ser ateu em si é bem vago), estão em maioria humanistas, eu afirmo q nunca serão iguais religiosos fanáticos mas nem de perto, é muito relativizar esse dois grupos sociais, as coisas mais agressivas é falar q religião é um câncer, que é religioso é burro e essas coisas rasa, coisas que se comparar com a bíblia e alcorão é brincadeira de criança contra os ateus, sem contar que eles exaltam a razão, qualquer agressão física é recriminado e por isso a imagem q postei no começo representa, uma não religioso ridiculariza ou critica uma creenca e o religioso o mata, colocar os dois no mesmo patamar chega a dor meu pâncreas.

          • Novamente, eu acho que exaltar a razão não é desculpa para nada, sinceramente. Mas não quero generalizar o meio ateu, se o fiz me perdoe, mas quero dizer que não é impossível isso acontecer. Sei muito bem que tem muito ateu “de bem” como existe muito religioso “de bem” e que os fanáticos e extremistas são a minoria, mas não quero que essa minoria seja vista como representante da maioria que não corresponde a esses estereótipos. Enfim, não escutei o cast, mas você acha que essa discussão da gente foi melhor que a do tema principal? kkkkkkkk

          • Keyser Söze

            Eu curto discutir religião e ateísmo, to esperando esse cast a tempos. Esse cast aqui foi bom, só que quando todo mundo tem as mesmas opiniões fica meio mé, porém o Ivan conseguiu dar uma balanceada mesmo tendo as mesmas opiniões dos outros dois.

          • Eu também curto discutir religião, mas sobre o tema do cast, é que fui traumatizado pela vez que o MDM discutiu o tema kkkkkkk e acabo não curtindo essas discussões em podcast, além do que você disse, de ter muita gente que concorda uns com os outros é meio sem graça. Por isso a ânsia pelo retorno do Príncipe Trágico, onde ele sempre vai defender a mesma opinião mas que sempre é diferente da dos da mesa kkkkkk

          • Keyser Söze

            Teria sido bem melhor com Beccari sem duvidas, pq ele sempre tem um pensamento muito individual, msm não concordando sempre fica banaca o cast. Mas tem q ter o Ivan pra podar ele e deixar mais dinâmico.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Claro que não precisa, os religiosos já fazem tudo sozinhos não precisam que os ateus lhes ajudem.

        • Copo de Guaravita

          Stalin só fez merda… a revolução morreu com o Lênin :'(

          • kkkkkkkkkkk Careca e bigodudo, não tinha como impor mais respeito. Sdds Lenin :'(

  • Rafael Pereira

    Desnecessário.

  • zé do Desemprego

    esse podcast foi um exemplo de como ter uma discussao anacronica. na proxima semana : porque os homens do paleolitico eram mal educados por comer com as mãos,ou,porque os romanos eram idiotas por lutar com espadas ao invés de fuzis m16

    • Ou “Como é possível ainda ter gente que ignora que contemporâneos de Clarke e Asimov, e até escritores antes deles, já escreviam personagens femininas melhores sem apelar para fórmulas simples de ‘histéricas’ ou ‘gostosas mas inteligentes’ ou ‘mulheres que queriam ser homens’?”.

      Ou ainda “Como fazer personagens tão profundos quanto uma poça d’água usando um milhão de adjetivos preguiçosos que não significam nada e achar que isso é a melhor coisa que já houve na literatura de ficção científica”.

      Mimimi ruurrr duuurrrr <3

      • zé do Desemprego

        pode ter exemplos diferentes,mas voce querer que um livro de 50,60 anos atrás seja tudo o que voce exige de um livro lançado hoje é anacronismo puro.sim, tava cheio de coisa errada,mas na epoca era normal,se o cara não recebeu uma unica critica na epoca dizendo “acho que essas suas personagens femininas são uma merda” é claro que ele não iria melhorar e iria fazer como 80% dos caras fazia na epoca.é como ler romances de aventura do fim do seculo 19,é racista pra caralho,e sim,tinha gente lutando contra o racismo na epoca,mas voce entende que voce não pode crucificar os caras PORQUE A EPOCA ERA DAQUELE JEITO CACETE!!! A SOCIEDADE ERA DIFERENTE!!! LIDE COM ISSO!!!

        • Críticas ele recebeu, e expomos isso no programa. As próprias mulheres que era assediadas pelo Asimov em convenções se pronunciavam sobre isso.
          O problema, que daí sim é uma bela marca (de merda) do tempo deles, é que essas reclamações eram ignoradas.

          Pra piorar: se sairmos da ficção científica, temos desde pelo menos o século XIX personagens mulheres bem construídas, o que só reforça o que sempre critico em Sci-Fi: muitos escritores querem ficar falando sobre naves e viagens interplanetárias, mas não conseguem olhar ao seu redor.

          Mas tudo bem, vamos aceitar a justificativa furada de que no tempo do Asimov não tinha nada disso, e que foi do dia pra noite que mulheres começaram a ficar irritadas com a forma como são tratadas na ficção científica. Vamos ficar só na escrita, ok? Mantenho o que digo: Asimov e tantos outros clássicos da Sci-Fi só querem ficar fazendo coisa “massaveio” e escrevem mal pra cacete.

          Coisa do tipo “as viagens interplanetárias eram cansativas, demoradas, extensas, mas a belíssima paisagem tudo fazia valer a pena, especialmente nas colônias de Marte. Campos verdes, floridos, ao meio de arranha-céus gigantescos, que chegavam a tocar as nuvens, no meio de um ar muito mais puro do que aquele que tínhamos na Terra, já tão poluída e devastada”.

          Acabei de inventar esse trecho, inspirado em grandes mestres da Sci-Fi. Se marcar cada um dos adjetivos com uma caneta, o texto ganha luz própria. Pra construir personagem então, usando adjetivos como “seios empinados”, “inteligente”, “bunda firme”, “misteriosa”, “durona”, “triste”, etc., o indivíduo parece um adolescente escrevendo.

          Porra, é pedir demais pra saber construir um personagem de forma mais profunda? Pare de me afogar em adjetivos, Sr. Asimov, pelamor!

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Você citou no podcast que o escritor foi acusado de abusos mas nada comprovado e é exatamente esse o problema da ideologia, você fica caçando coisas que coadunem com seu ponto de vista mesmo sem serem verdadeiras.

          • seu Warner Sapiens

            Contador da Lei de Godwin : 5 réplicas

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Boa Warner, mas nesse caso foi comparado a dois regimes totalitários diferentes um de um livro de ficção cientifica e outro do nosso mundo.E se você for estudar o que eu disse vai ver que é verdade e se aplica a situação.
            O reichstag como qualquer regime totalitário atual, exemplo coréia do norte também cria sua própria versão da realidade.

          • Tô procurando aqui no meu livro de regras onde está escrito que sou obrigado a responder um apelão da Lei de Godwin. =)

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Não precisa ” Big Brother” seu jogo suas regras.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            O engraçado é que eu penso que nem você, mas acho errado ficar inserindo zilhões de notas de rodapé num contexto histórico qualquer sem citar que isso pode ou não ser verdade.
            Eu gosto de história e já ouvi inúmeras versões diferentes, umas com fundamentos outras nem tanto, o que me leva a pensar que o que uma pessoa fala diz muito mais a respeito dela e de suas intenções que algo que possa ter acontecido.
            Na minha opinião o Asimov e o Clarke poderiam muito bem ser machistas, mas vocês levantarem essa bola depois de tantos anos e sem muitas evidências a não ser a de uma pobreza literária risivel, diz muito mais sobre vocês do que sobre eles.
            No geral se o argumento que eu utilizei é pobre, é porque as pessoas é que são previsíveis e a história ironicamente se repete e não eu que estou tentando impor meu ponto de vista.

          • Eu aceito a discussão de “era questão de seu tempo” em obras anteriores ao século XX. Depois disso, ainda mais no período do Asimov, desculpe, mas não dá. Ele escreve mal, mas escreve sobre robôs, então a ~nerdaiada~ pira.

            Um cara que conseguiu imaginar o futuro de mil formas diferentes no aspecto tecnológico mas não conseguia ver o impacto disso em questões sociais, e que é venerado como um Deus por tanta gente que tem apenas ele e o Clarke como referência de ficção científica, como se não houvesse nada mais além disso – sim, isso tudo me enche o saco. Essa galera não gosta de literatura, ou pelo menos não pensa sobre ela tanto quando dizem pensar.

            E se os inúmeros relatos de mulheres dizendo “ele passou a mão em mim” não são provas o suficiente, desculpe, então não sei o que vale como prova de abuso. Tinha que ter foto? Vídeo? Processo judicial?

            Em momento algum eu disse que tinha que queimar esses caras. Eu os li, mais o Clarke que o Asimov, e aprendi coisas legais. Mas achar que eles não merecem essas críticas, mesmo no tempo em que viviam, tanto na questão de conteúdo quanto de forma, desculpe, não aceito. Não estamos falando da lenda medieval de Tristão e Isolda. Estamos falando de um cara que todo mundo fica postando vídeo no facebook sobre como ele ~previu~ a internet! Porra, sério que após todos movimentos feministas da década de 1960 esse cara ~fodão~ foi incapaz de usar isso de alguma maneira em suas obras? Por favor, né? A obra dele é assim porque ele era assim.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Eu li os livros do Clarke e gosto.
            Asimov nunca li.
            Eu te disse que nossas opiniões dizem muito sobre a gente, pois é, eu sou estudante de direito e já conheci alguns casos de pessoas incriminadas por suspeitas e depoimentos falsos depois derrubados com o surgimentos de novas provas.
            Tem o caso recente que até virou filme dos” 3 de West Memphis” sobre 3 rapazes que foram condenados ainda jovens pelo assassinato de um menino nos EUA e devido a cobertura dada ao caso é uma forma interessante de entender o porque certas coisas no comportamento humano são mal avaliadas.
            Mas obrigado Ivan, gosto muito do seu podcast.

          • cristiano

            Mas, Ivan, aí tu tá querendo decidir sobre o que o cara devia escrever. Se ele gostava de ficção científica e de escrever sobre naves e viagens interplanetárias, deixa o cara escrever sobre ficção científica e naves e viagens interplanetárias. Acho que ele era machista e tudo o mais, e que isso se reflete na obra, mas qual é o problema? a gente gosta pelo que ele escrevia e não pelo que ele deixava de escrever. E quem não gosta, tudo bem também. Que bom que tem escritores e livros pra caramba pra a gente escolher o que ler.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Não acredito que você seja machista, mas por ter discordado do politicamente correto, será assim que os outros o avaliarão.
            Essa é a situação de quem pensa diferente da manada hoje em dia.
            Sempre X versus Y.

            Lógica 1

            “Ahhh você assistia os trapalhões na década de 80 e gostava?”
            “Então você é racista por que havia piadas racistas lá, mesmo que você não tenha entendido na época ou lembre se riu ou porque riu”

            Lógica 2

            “Ahhh você gostou do que determinado grupo politico fez enquanto esteve no poder?”
            “Então você é como eles?”

            Lógica 3

            “Ahh então você lê livros desse homem supostamente culpado de ter abusado de mulheres?'”
            “Então você gosta de abusar de mulheres também?”

          • zé do Desemprego

            aí sim ,nesse ponto eu aceito e concordo com seu argumento.

          • michel

            Como diria o Eurico:O podcast foi chato, ponto.

        • Acho que uma coisa é contextualizar a obra para entender o porquê ela tem determinada característica. Outra coisa é criticar essa característica na obra.

          Foi essa segunda opcao o foco do cast. Apontar a fraqueza da obra nesse ponto e chamar atenção para esse ponto, chamando os leitores a conhecerem novas formas de Sci Fi.. E isso é valido para caramba! Qual é o problema disso?

          • zé do Desemprego

            se fosse só analisar a obra tudo bem,mas exigir que tenha um viés social do caralho ,que só teve mais destaque de uns tempos pra cá e que na epoca mal era discutido,ao invés de ser só uma historia divertida descerebrada qualquer,que é a minha impressao de que era a proposta das historias desde o inicio,aí é errado.é querer que a obra tenha algo que voce quer,e ficar bravo quando não tem,e xingar o autor porque não tem o que voce esperava

        • A Gente Duplo

          RESUME AI!

          • Sandro Valentim

            Resumo: TRETA

          • A Gente Duplo

            Obigrado!

          • Sandro Valentim

            Disponha.

      • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

        Olha Ivan, eu entendo seu ponto de vista e concordo com ele,mas a verdade é que existe muito mais no passado do que o machismo que se for analisado do ponto de vista de hoje simplesmente

        • Homem Smilinguido

          ‘Contra fatos não há argumentos’
          Soou um pouco olavariano

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            kkkk, tudo soa olavariano pra nossos amigos fakes

        • “Eu sou contra , mas…”

          Perdeu, próximo!

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Parem o que estão fazendo!, “emprego do futuro” juiz dos comentários, vagas disponíveis.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            O Ivan é adulto e sabe se defender não precisa dos puxa saco para isso.

          • Juiz_dos_Comentarios

            Precisar não precisa, mas a gente zoa de fanboy babaca só por prazer mesmo.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Que bom, continue assim, vai longe

          • Juiz_dos_Comentarios

            “Que bom, continue assim, vai longe” – que coincidência, foi exatamente o que sua mãe me disse ontem!!

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            A minha mãe morta?
            A perai você é religioso não é?
            Isso explica tudo.
            Sem mais comentários.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Essa é a profissão do futuro, juiz dos comentários, mas não espalhe, se não vai haver uma enxurrada de concorrentes e não queremos que você perca a boquinha.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Criou um fake só pra votar no próprio comentário, que lástima.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Roberto, como vai sua bandinha de Punk rock Gospel?
            Mó rebeldia esses 3 acordes né?

        • Malboro Vermelho

          Adianta sim discutir isso. A conversa desconstrói o mito do gênio, mesmo sem o reduzir (no fim do cast reconhecem que existe sim crítica social nos livros do Asimov) possibilitando que muitas pessoas explorem mais o gênero, seus autores e obras muitas vezes desconhecidas.
          Concordo que criticar as obras e até o morto parece estranho e inútil, mas fazer um programa inteiro lambendo um autor renomado sim não acrescentaria nada aos ouvintes, não nos traria nada de novo.

          • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

            Eu apenas disse que acho estranho discutir sobre o “nada”, inventar pautas, essas coisas.
            Estereótipos estão em muitos movimentos culturais, e estão corretos? Óbvio que não.
            Mas da mesma forma que um escritor de horror/terror não se torna um psicopata/assassino potencial por isso estar presente em seus trabalhos, não creio que em obras com estereótipos machistas de ficção científica o contrário seja verdadeiro.
            A primeira vez que li “Admirável mundo novo” do Aldos Huxley, aquilo me ofendeu bastante, na época, há uns 15 anos atrás, nem havia a discussão acalorada que existe hoje em torno dessas questões progressistas.A interpretação que eu tive daquele universo distópico criado naquela ficção foi de que os estereótipos racistas, machistas e etc faziam parte da “crítica” da história e isso tornou aquela leitura memorável ,como um tipo de realidade que eu espero que jamais aconteça. Em momento algum eu pensei algo do tipo “Nossa como esse escritor é isso ou aquilo”, eu comprei a idéia como ela é “uma obra de ficção de um tempo distante no passado onde havia muitas pessoas que pensavam e sentiam diferente sobre o mundo a sua volta”
            A bíblia, o Talmude e tantos outros livros religiosos me ofendem muito mais porque as pessoas envolvidas nessas crenças levam aquilo como uma verdade e não uma obra de ficção que de fato é.
            Espero que tenha entendido.Não sou dono da verdade, só acho que a discussão é tão rasa quanto os personagens dos livros de ficção barata.

          • Malboro Vermelho

            Não é unanimidade, mas acho interessante sim estas pautas trazidas pelo Anticast. Quanto ao estarem discutindo o nada, é questão de ponto de vista mesmo, sinceramente achei construtivo, me mostrou um lado de autores que não conhecia, e se a abordagem ou opiniões não me agradaram, com certeza o conhecimento sim.
            Este episódio deve ter doído em alguns, não estou dizendo que é o seu caso, por favor, tanto quanto o Ivan fala mal do Tolkien. Mas até isso acho legal. Conhecimento sobre a obra dele acho em qualquer lugar, endeusando ele por ter servido na primeira guerra também, mas uma critica à ele como autor e sua postura, desarmada de hiper relativismo, não encontro me todo lugar.

  • Sandro Valentim

    TRETA NOSSA DE TODA QUINTA …

    • A Gente Duplo

      Fair enough!

    • Tem treta no anticast semana sim semana não

  • Homem Smilinguido

    Não foi dessa vez sobre cyberpunck

    • Han Sola do Tênis

      Prefiro Daft Punk:

      • OTAKUltra BadeRnista

        DAFT QUE É PUNK ENCOXA A MÃE NO TANQUE!

        • Ancara “o capitalista”

          DE CAPACETE?

      • Homem Smilinguido

        hahahah quando li veio essa musica na cabeça.

  • Jung Justice Filho Das GUERRA!

    O Anticast ama uma treta.
    Já outros podcasts são contra tetas tretas em público.

  • Porque é dificil aceitar que um escritor classico manda mal em um ponto de sua obra né?

    • AllabamaMan

      Exatamente, desde quando ser “clássico” quer dizer intocável?

    • Né? Não sou fã de nenhum gênero específico, gosto de ler e ponto. Meu autor preferido é o Tolkien. Machista e racista. Sim, ele tem esses problemas. A obra tem esses problemas. Mas não deixo de ser fã, tem outras coisas na obra que eu amo. E é um racista que ODIAVA a Alemanha nazista. O mundo é um pouco mais colorido que preto e branco, um pouco mais complexo do que “ou é bom ou tem problemas”…

      • Saudosa época em que eu cornetava contra o racismo tolkieneano nos fóruns Valinor da vida nos anos 00′. :)

      • Ser Complexo

        Tragam um oscar para ela

      • Bruno Cerkvenik

        Anticast criticando Tolkien a nerdaiada pira! HABEMUS TRETA!

    • Ser Complexo

      Concordo. Isso n indica se foi ou não um gênio

  • Jessi Zanelato

    Lady Sibila, concordo com você sobre a autora de Garota Exemplar. É difícil se identificar não só com as mulheres, mas com todos os personagens que ela escreve. Talvez por eles serem tão problemáticos e com tantos defeitos.

  • AllabamaMan

    Ivan comentou sobre ter percebido um leve preconceito dentro do universo “nerd”.
    Basta ver comentários de qualquer notícia sobre: representação da mulher em jogos e novos uniformes de super heroínas.

    Além disso, para continuar as polêmicas.
    Tretas com Asimov esta semana e na próxima “Batman: um fascista superestimado”.
    Aguardo mais tretas.

    • Han Sola do Tênis

      “leve preconceito”??

      huahuahuahuaha

      • AllabamaMan

        Acho que ele não quis polemizar nesse ponto uahuahauhauhaa

      • Ser Complexo

        Não é leve, mesmo!

    • seu Warner Sapiens

      Claro, porque fora do universo “nerd” isso nom ecziste!

      • Ser Complexo

        Eu acredito que isso é tipo você ir num grupo de pentequinhas e se declarar homossexual

      • Ser Complexo

        Isso é tipo ir na torcida do flamengo, gritar Vasco e esperar civilidade

      • Ser Complexo

        Mas concordo contigo, o ser humano médio difere em muito pouco em raciocínio de outros animais

      • Aquaman, O Lego Emo

        Se está se falando do universo nerd…

        • seu Warner Cast

          Você com certeza entendeu o que eu quis dizer: o machismo não é um traço mais marcante nos “meios nerds” ( o que quer que essa generalização englobe )do que no resto da sociedade. Mas se quer sacrificar, ok.

          • Aquaman, O Lego Emo

            Mas se estamos comentando como é o machismo do contexto do universo nerd…

          • seu Warner Cast

            Ok.

    • Homem Smilinguido

      O que falar se no meio existe formador de opinião e escritor que é contra amamentação em publico

    • Atila Mendes

      O Batman é tipo um miliciano sofisticado.

      • Ser Complexo

        Você está dizendo isso como se fosse uma coisa ruim, cara!

    • Han Sola do Tênis

      Se o Anticast fazer um programa sobre o Batman…
      Olha, vocês acham que o Olavão, Romero Brito ou Tabela de Preços deu rolo?
      Esperem até o Cor… quer dizer, Inominável aparecer aqui!

      • Beto Magnun

        Seria o antagonista perfeito.

    • Luciano Vitoriano

      Pior que eu, fã do Bátima, quando li “Cavaleiro das Trevas” tive bem a impressão de que, realmente, se ele existisse na vida real, eu seria contra ele como a população em geral desta história. Dá um belo debate isso, mesmo :-)

    • Ser Complexo

      Não ousariam! Já basta o sr. Morrison chamando ele de homossexual pedófilo.

  • She-Male-Hulk #CatenaLindo

    Não ouvi, mas ouvirei!
    :)

  • NINJA SLAYER

    COMUNAS! IÇO FAZ PARTE DO PLANO DE DESTRUIÇÃO DA FAMÍLIA

  • NINJA SLAYER

    No MDM um podcast semelhante resultou num maravilhoso massacre de Bans…….

  • Robson Trindade

    Bayta e Arkady Darell mandaram lembranças ;) #Dika

  • NINJA SLAYER

    Lembrei que não li nada sobre esse Asimov. Não poderei ouvir.

  • Maiara Lizandra

    vcs <3

  • Florinda_das_Trevas-No_coffe!
  • Ezequias Campos

    Cast sobre FC com a Lady Sybylla, opa! Vou ouvir!

    O bom doutor não era muito generosos com as representações femininas… lembro de algumas

    A melhor de todas talvez seja a Dra. Suzan Calvin… mas eu não sei, ela é um personagem forte, mas depois do tratamento dela no robo mentiroso, não sei. Lembro daquela mulher do fim da eternidade (ela só tem conteúdo de verdade nas ultimas páginas, é ridículo), na fundação… nossa, acho que só tem uma personagem feminina de destaque. Nas sequencias da trilogia, temos aquela personagem de um determinado planeta supostamente escondido, super sem sal.

    De nome eu Só lembro da Dra. Calvin, putz!

    Em tempos, que diferença.. acabei de terminar de ler o Anciliary Justice… e putz… ali é um tratamento de gênero decente!

  • Victor Domiciano

    Não sou de ler livros de ficção científica, mas consumo bastante filmes e games do gênero, dada pela temática e ambientação que me agradam bastante.

    Infelizmente a realidade da figura feminina ser deixada de lado ou apresentada de maneira caricata, misógina e machista é uma constante. Em um nicho do nicho, os jogos dessa temática a situação só piora: é possível contar nos dedos a quantidade de jogos que abordam bem as personagens mulheres sendo realmente mulheres e a identidade de gêneros.

    O único que me vem a cabeça como exemplo bom seria a série Mass Effect, que por ser do gênero de RPG possui maior tempo para trabalhar com personagens e suas histórias pessoais.

    Mesmo abordando a já famigerada a jornada do herói, possui dinâmicas diferentes com relação as interações entre as raças e relacionamentos entre eles.

    Resumo da história: a humanidade descobre artefatos em Marte fazendo com que a tecnologia avançasse de forma muito rápida, nas explorações descobrem uma Estação chamada de Mass Relays que servem para dar saltos nos sistemas da Via Láctea. Nessas brincadeiras topam com os outros seres da galáxia mostrando o quão todos são parecidos, principalmente nos nossos defeitos – soberba, ganância, ciúmes, bebedeira, putaria e mais.

    A começar com o/a protagonista Shepard, que você pode configurar da maneira que quiser o visual e sua personalidade através das árvores de diálogos (o que gera consequências ás pessoas ao seu redor).

    As mulheres são bem trabalhadas na personalidade, muitas delas são bonitas mas é de longe o foco nelas apresentado. Não há essa de mocinha ser salva, nem mesmo de homem em avatar mulher .

    O mundo criado é tão rico que as histórias paralelas dos personagens enriquece tanto que tu cria empatia por eles, até mesmo os vilões.

    A identidade de gêneros, com já pensando “puxa que personagem bacana esse… pera, ele é gay… tá e daí? Ele é muito legal”. Também no avanço dos diálogos abrir opções de ser “parça” ou até ter um relacionamento sem restrição de homem = mulher.

    É uma obra sensacional e uma das melhores de ficção científica já lançadas. Mesmo o primeiro jogo ficar datado na jogabilidade os demais ainda são muito bons, com uma boa história sem os estereótipos dos clássicos do gênero.

    Keelah se’lai ou traduzindo “By the homeworld I hope to see someday.”

  • Thiago Spegiorin

    Eu sou maluco por Asimov e gostei de tudo que li até agora.
    Contudo, isso Não tira o de haver problemas na sua escrita e na construção dos seus personagens (e como isso era um reflexo de uma atitude pessoal do Asimov, o machismo).
    Longe de mim dizer que era assim e pronto, é um fato e foda-se.
    Longe de mim querer queimar os livros do Asimov por causa disso.
    É um fato da vida do autor que, gostando ou Não dos livros, não pode ser ignorada ou diminuída porque pega mal.

    Cagando regra, o que não deveria acontecer, aos que fingem ter bom senso, é achar que expor o autor como um Não Deus na terra se equivale a execrar tudo o que ele produziu.
    Depois que li a primeira trilogia da Fundação, eu percebi o quão fraca era a figura feminina ali e passei a ler seus livros com um tom crítico que não tinha antes. Melhorou minha leitura e meu posicionamento com sua obra.

    Por fim, DÁ PRA ELE ENTÃO e #stopthemimimi

    “““PS: Na segunda trilogia da fundação, algumas figura femininas aparecem com maior expressão, até com grandes cargos e poderes dentro dos livros, claramente importante para a construção da história e nem um pouco demente.
    Outra personagem dentro da série, agora na primeira trilogia, vira heroína da fundação ao tomar um ato que não importa explicar aqui.
    A outra grande figura feminina na segunda trilogia, não vou dizer quem é para não dar spoiler, tem um papel essencial também…mas é tratada de forma romântica ao extremo, de maneira meio moralista até.

    Foda-se. ABRÇ

  • Homem Smilinguido

    Comecei a ler sci-fi por influência do anticast ,
    comecei por Philip K. Dick

  • Tio Phill Origins

    O próximo será H.P Lovecraft

  • Gárgula Vermelho

    Lembrei de quando assisti sesse8 e descobri a personagem trans. Essas características dão sabor a obra.
    E a ficção tem que abordar esses temas sim , pois em certos lugares esses temas só conseguem entrar sob o véu do lúdico.

  • Jung Justice Filho Das GUERRA!

    É engraçado ouvir o programa dessa semana,outro dia vi no Twitter uma discussão sobre o nerd (e gamer) ser machista ou não. Dizem que estão generalizando e colocando a culpa em algumas atitudes separadas e tal. Falaram também sobre algum filme em cartaz que abordou esse lado.
    Na boa? Hoje foram em uma das raízes do problema. E o pior é ver tanta gente que se sente mal ao ter isso exposto. Ainda tem quem fale mal dos religiosos quando criticam a “fé” dos outros com alguma forma de sátira. Não é igual?
    Enfim, o discurso “Tem que entender que naquela época” ta errado e não é motivo pra ser utilizado como defesa.

    1 – A melhor frase foi da Lady, disparada.
    2 – Tretas literárias são tão divertidas quanto as políticas
    3 – Quem defende o machismo, independente da época, é machista e fodeu.
    4 – Lei de Ultra

    • Tem que entender a época sim. Não dá pra esperar certas posições atuais em outras épocas. O que não quer dizer que as obras são intocáveis. Mas estudar qualquer obra de arte sem contextualizar empobrece e muito a análise. Vou assim: “pros padrões atuais, e pra alguns contemportâneos à obra,esta tem tais e tais e tais problemas, mas continua válida, e por isso chamamos de clássico, por tais e tais e tais elementos”. Isso vale pro Asimov (que gosto do que li) e pro Tolkien (machista sim – pros meus padrões – mas não deixa de ser meu preferido). O que temos é que fazer obras relevantes para nosso entendimento, mas negar os clássicos não dá. Como julgar “é bom, é ruim”. Preto e branco assim empobrece muito.

      • Jung Justice Filho Das GUERRA!

        Contextualizar uma época faz parte de entender a obra. Mas isso não quer dizer que é necessário trazer um comportamento pra dentro de uma obra. Pelo menos pra mim. Mas não é esse o caso quando escrevi “Tem que entender que naquela época”. Logo, “Entender que naquela época” é muito utilizado por fãs que ficam ofendidos quando seus autores/ídolos fazem ou escrevem alguma besteira e tem sido MUITO utilizado por aí. O fato de viver num período onde era comum (veja bem, não é normal) alguém ensinar como beliscar uma bunda com discrição não me faz concordar que todos deveriam agir daquela maneira. Acho até que existiam pessoas (até homens, veja vc) contra esse tipo de comportamento. Não aceito que usem esse argumento hoje em dia tbm e nem to falando da coisificação feminina que é outro absurdo. Pq é tão difícil pra alguns parar pra pensar no que está sendo discutido sem ter que colocar o sentimento ou apego na frente como defesa?

        • Não é necessário que se entre na obra, mas é necessário que se entenda porque não é estranho ter entrado.

          Longe de mim achar que os clássicos são intocáveis. O que não gosto é de anacronismos. E muitas vezes a crítica foca-se na análise a partir de um anacronismo e é uma crítica que apenas destrói, foca num ponto problemático desconsiderando que às vezes na própria obra (e aqui não estou falando do Asimov) existem elementos que problematizam o foco, como trechos em que o autor entra em contradição… (num trecho é racista, no outro combate o racismo, por exemplo).

          Enfim, muito válido criticar qualquer obra. Desde que seja uma crítica levando-se em conta o todo, o contexto, que não seja apenas destrutiva. Aliás, o que gostei nesse episódio do podcast (e agora quero ouvir outros) foi justamente que em momento algum eles falaram pra jogar o Asimov na fogueira. Não suporto cruzadas contra clássicos. Vamos descontruir sim, mas negar importância, jogar na fogueira, não.

          • Jung Justice Filho Das GUERRA!

            MUDOU DE ASSUNTO, PERDEU!

            Brincadeira.

            Sim, os caras aqui são capitalistas mas acertam no bom senso. Também não concordo com esse lance de queimar livro a não ser o Espadachim de Carvão e entendi o seu ponto.

            Obrigado por ter discutido com meu lamentável fake sobre o assunto e não esqueça de pensar em pagar o Patreon do Anticast (um dia nos pagarão pra ficar aqui).

  • Yuri

    VIM AQUI DIZER QUE O ANTICAST É UMA BOSTA E SER XINGADO POR VCS. ADEUS

    • Han Sola do Tênis

      Escreve teu nome no banheiro da rodoviária, dizendo que dá o cu e chupa gostoso, e coloca o teu número.
      Vai ser mais eficiente!

      • A Gente Duplo

        Banco de ônibus também serve!

      • Yuri

        JA ATINGI MEU OBJETIVO COM A SUA RESPOSTA. ABRAÇO

    • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

      Isso mesmo Yuri, falando de bosta,parafraseando os antigos:
      A boca fala do que o coração está cheio.

      • Yuri

        DE NADA QUERIDO, AGORA VÁ OUVIR O NERDCAST HAUHAUDHAUDHODHAU

        • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

          Bem, nós falávamos de bosta e você me vem com essa?
          Credo me sinto sujo, vou ali me lavar.

    • Tristão Shandy, Badernista

      Yuri • um dia atrás
      VIM AQUI DIZER QUE O ANTICAST É UM ÓTIMO PODCAST

      • Yuri

        E SER OVACIONADO POR VCS. ADEUS

  • Victor Silva

    Tive aulas na PUC com o Fabio Fernandes, excelente cast

  • Keyser Söze

    Muita treta muita treta… fui ver fiz textão que nunca leio…

    Bom, primeiro vou deixar claro que sempre me incomodou a representação das mulheres na mídia em geral, desde quando era criança assistindo novela e filmes, eu sempre olhava aquilo e me perguntava como ninguém achava aquilo idiota, principalmente na questão das mulheres que fazem sexo serem putas e as que não santa (já tretei muito com familiares discutindo porque Maria não era virgem e sua virgindade não tem nada a ver com sua pureza, mas deixa pralá). Eu curto muito uma personagem fora dos padrões que encontramos nas mídias, fica mais real, mais humana e mais apaixonante e compramos suas alegrias e sofrimentos.

    …Feito os panos quentes…

    Asimov era machista e não tinha profundidade das mulheres? SIM. Sua obra fica menos interessante este fato? Depende. Por que depende? Pelo simples fato de cada leitor procura em uma obra determinados pontos para analisar se ela é de seu agrado ou não, para mim atrapalha porque eu quero uma mulher com profundidade, e pelo simples fato de eu amar as mulheres mais que amo qualquer outra coisa deva ajudar também, porém outras pessoas tão simplesmente cagando para construção de personagens femininos e se apegam a outros pontos, como ritmo, história, construção de universo e etc.

    Sobre o contexto histórico, vocês tentaram refutar esse argumento a favor do Asimov falando alguns dos seus contemporâneos, sinto informar que foi mal refutado, só porque existia exceções na indústria não o faz na obrigação de ser uma dessas mentes na vanguarda, exceções são exceções e sim Asimov era um produto de seu tempo.

    O problema que que vejo com as pessoas com uma “agenda”, é que em vez deles promoverem obras com seus valores morais eles criticam os que não tem, o julgando retrogrado, do passado, e se não tem sua agenda é logo ruim. Como já disse, nem todo mundo quer uma obra com esses padrões, como o Ivan está cansado de jornada do herói, minha mãe por exemplo só quer romance e coisa rasa e o mais clichê possível melhor, tenho certeza que ela não tem a mínima vontade de ler sobre uma transexual, ela está errada? Não, mas isso é algo que pessoas com “agenda” não conseguem ver pois seus padrões de gostos são esses e os cegam.

    Sexualização de mulheres? Sempre terá sexualização de qualquer coisa, nós gostamos de sexo, nós gostamos de putaria, criamos a internet só para isso, para mandar nudes, porém essas pessoas com “agenda” pegam qualquer mínima sexualização que uma obra tenha para a julgar sexista, usando a palavra de vocês mesmo, sejem menas, eu gosto de putaria e um pouco de sexualização não mata ninguém.

    Eu gosto de obras com bons personagens femininos, na realidade se eu pudesse só ler obra com mulheres, e jogar games com mulheres com profundidade, faria, como já disse, amo as mulheres mais que tudo nessa vida, o problema é a “agenda” crítica, diminui e querem acabar os que não tem, pouco promovendo ela mesma. “á você é sexista por causa disso e bla bla bla, logo é uma merda e tudo será desconsiderado”. sejem menas. Capitalismo é assim, se tem mercado vai ter alguém servindo, hoje os nichos estão sendo visados, se promoverem terá seus valores em varias obras.

    E Asimov sim era um mal escritor e todos sempre soubemos, mas não foi por esses motivos que suas obras ficaram famosas, e apesar de ser sexista e mal escritor, era um gênio com historias fantásticas.

    • Tauan

      Lembro dois contos que li do Asimov: Sonhos de robô e a Última Pergunta. Em nenhum momento liguei se tinha mulher ou homem na história porque os contos não tinham essa proposta e eu queria julgar se eram bons pela proposta que tinham. Realmente, às vezes escutando esse tipo de argumentação do podcast fica a impressão de que qualquer história que não tenha um “personagem feminino forte” é ruim.

    • Odilson – Son a bad legend

      Não que eu concorde com tudo, mas: Chamem essa pessoa para o próximo programa!

      • Keyser Söze

        Menas

    • Ser Complexo

      Cara. Esse comentário, faz muito sentido!

    • Ramon Vitor

      Não concordo com tudo (sou fã do Asimov por sua grande contribuição para a ficção científica, que aparentemente deve ser ignorada porque ele não era perfeito e, dentro de um contexto patriarcal, não conseguiu pensar personagens femininas mais profundas), mas é um excelente comentário, bem argumentado e vou curtir pra subir e todo mundo poder ler.

  • Lobo

    O que dizer sobre Asimov? Bem, acho que a melhor forma é em diálogo, mesmo:

    – E ai, ouvi falar de um Asimov, é bom?
    – Bem, ele é importante, sim.
    – Vale a pena ler?
    – Não acho que a leitura dele seja tão obrigatória. Mas se estiver afim, vá em frente.
    – Me falaram que é um dos escritores de Sci-Fi mais importantes.
    – Não duvido, ele é importante, sim. Acredito que pelas leis da robótica e outros contextos. Mas, existem escritores mais relevantes para se ler…
    – Tipo?
    – Philip K. Dick, Ursula K. Le Guin, Frank Herbert. Um recente: China Miéville!
    – Mas, o Asimov escreve bem?
    – “Porque as pessoas insistem em Asimov?” Ele é conhecido por não “reescrever, tanto, seus textos – Isso diz bastante de sua obra.
    – Tem algum personagem feminino forte?
    – Bem, por experiência pessoal, a unica demonstração feminina que li em Asimov foi uma dona de casa histérica, em Cavernas de Aço.
    – Entendi, complicado isso, né?
    – Sim, bem complicado. Mas, sério, leia Ursula K. Le Guin, vale a pena!
    – Obrigado pela dica! Mas, tenho que ir, tchau.
    – Tchau, até mais.

    • Diretor Coulson, O Filho Legal

      Opa, China Miéville conheço por Dial H! Chupa Marvel!

      • seu Warner Sapiens

        Foi cancelada por baixas vendas! CHUPA DC!

  • Chá Carioca

    Dois filmes do mestre David Fincher citados, só faltava terminarem falando de clube da luta. Excelente cast, finalmente entendi o porque de criticarem tanto o Asimov por ser machista .

  • Copo de Guaravita

    Após essas 2 horas de pós-modernismo’s finest (debate de gênero, orientação sexual e todas as minorias), o tio portador de bebidas de qualidade discutível aqui precisa cagar uma regrinha moderna. Nunca li Asimov, mas fui convencidão de que ele realmente não tinha grande apreço pelas mulheres (sendo educado, pra não chamar ele de babaca escroto machista). MAAAAASS, cêis pararam pra pensar que ele escrevia livros, e livros são produtos que as pessoas consomem e pagam dinheiro por elas? E que dinheiros trazem uma pá de coisa boa? E que o Asimov, portanto, poderia estar pouco se importando de estar trazendo representações femininas fiéis e estaria na verdade preocupado em escrever uma obra que vendesse, e nada mais que isso?

    Meus amigos, para mim está claro que a discussão de gênero aqui é secundária, e que o grande fator que faz uma obra ter uma representação X ou Y é o tanto que ela pode vender, o que muito provavelmente levou o Asimov a escrever da maneira que ele escreveu. Eu sei que é um reducionismo do caralho falar isso, porém o fato é que até mesmo nossas necessidades primárias (água e comida) viraram resultado da operação de meios de produção em busca da acumulação de capital, e não seria diferente com uma peça de ficção científica. Mas eu sou só um copo de plástico, então não precisa levar a sério.

    • Florinda_das_Trevas-No_coffe!

      Sua opinião é boa.
      Imagine alguém que escreve terror, nós teríamos que mandar prender essas pessoas ou atravessar a rua ao vê-las, porque sem dúvida suas obras são de carácter duvidoso, mas nem por isso representa a opinião do autor, são apenas ficção não um manual de como viver sua vida.
      “Ahh tudo bem esfaquear determinado personagem e fazê-lo ter uma morte horrível, o que importa é que não temos uma mulher estereotipada correndo e gritando para salvar sua vida”
      “Super normal alguém morrer assim desse jeito, difícil é engolir que uma mulher fugiria de uma situação dessas”
      Ainda bem que nisso as pessoas ainda tem discernimento, até quando não sei.

  • Assim… não sou leitor assíduo, mas vamos lá… A ideia de que a mulher seria meio masculinizada no futuro não é de toda ilógica. Em um tempo como o que o Asimov vivia fazia sentido imaginar que o poder exige uma postura mais masculina, e desenvolve-las dessa forma poderia indicar que ele queria sim que elas tivessem um papel mais destacado. Uma mulher masculinizada no futuro seria alguém que estaria mais perto do poder( e convenhamos seria um exercício lógico naquela época)

    E de certa forma isso aconteceu. Se você pega a entrada mais robusta das mulheres no mercado de trabalho no final dos anos 80 e início dos 90 as mulheres, principalmente em cargos executivos, assumiam, ou eram cobradas, a assumir uma postura meio masculinizada. Até na moda. Aquelas ombreiras e cabelos curtos representavam um pouco isso. Existem alguns relatos de mulheres dessa época que relatavam isso.

    Enfim, sei lá, pode ser piração minha também…

  • Lobo

    Só duas coisas:
    Eu disse que não me surpreenderia se citassem aquilo, e eles citaram.

    Meu avatar é o Thomas Hobbes com óculos “deal with it”.

  • Davenir Viganon

    Que vontade de estar no meio de vocês pra pitaquear também! Baita programa!

  • Leonardo Lopes Carnelos

    Concordo com a maioria do que foi falado no cast, mas senti
    necessidade de salientar alguns pontos:

    1- Concordo que Asimov escreve mal pra caramba. Ele não consegue fugir de
    estereótipos femininos e masculinos também. Seus personagens são bem mal
    desenvolvidos. Mas seus livros fizeram sucesso por conta de sua imaginação
    fértil e assertiva acerca das conseqüências da tecnologia avançada na
    sociedade. Qualquer tentativa de crítica social feita na época está realmente
    datada (lá se vão mais de 60 anos). Eu encaro seus livros como um exercício de
    imaginação e truques de lógica. Quando quero ler literatura bem escrita,
    prefiro Ray Bradbury, Carl Sagan e Stanislaw Lem. O lirismo deles é
    infinitamente superior.

    2- Achei que faltou falar de Gladia Delmarre (não tenho certeza da
    grafia), personagem recorrente da série Espaciais (ou Siderais, depende da
    tradução que você leu). Ela é uma solariana que começa como uma viúva indefesa,
    mas que tem desenvolvimento interessante no desenrolar dos 3 livros (Cavernas
    de Aço, O Sol Desvelado e Os Robôs de Aurora). Não darei spoiler aqui, a menos
    que discordem completamente.

    3- Achei que faltou mencionar que em Os Próprios Deuses, Asimov separou a
    parte “parental” (instinto materno) da feminina nos alienígenas que faziam
    parte da tríade (casamento alien) da segunda parte do livro. Ali fica claro que
    para ele a razão e dureza são masculinas e a emoção e sensibilidades são
    femininas. Isso explicaria alguns argumentos ditos no cast em relação aos
    estereótipos.

    4- No Fim da Eternidade o herói salva a mocinha indefesa? Acho que está
    mais para o contrário, mas concordo que o romance atrapalha um pouco a dinâmica
    do livro.

    5- Estamos sendo injustos quando dizemos que Asimov só escreveu jornadas
    do herói de homens brancos. A raça dos personagens nunca foi abordada nos
    livros por que nunca importava. Se os leitores só enxergam heróis da raça
    branca, o problema não está com o escritor. Aliás, escalar Will Smith para Eu,
    Robô foi um tremendo de um acerto do filme, apesar dele ter fracassado
    desgraçadamente em tornar a Dr. Susan Calvin, uma personagem tão interessante
    nos livros, uma mulher linda, sensível e frágil nas telas.

    6- Que tristeza descobrir que o cara era um beliscador de bunda de
    mulheres…. Chega a ser tragicômico que ele tenha adquirido AIDS numa transfusão
    e não ter divulgado o motivo de sua doença e morte por conta de medo do
    possível preconceito que teria sofrido. Ele mesmo desistiu de tornar isso tudo
    público depois do “escândalo” de Magic Johnson

    7- Tenho a impressão que Asimov era claustrófilo, e não claustrofóbico…

    8- Assim como Asimov fez com a tecnologia, Arthur C. Clarke escreveu
    ótimos livros em que descreve as conseqüências em nossa sociedade da chegada de
    alienígenas. Não consigo lembrar de nenhum personagem bem construído dele,
    homem ou mulher. Não consigo também articular uma palavra que seja em sua
    defesa, apesar de gostar de seus livros.

    É isso. Ótimo tema de podcast pessoal.

    Sds

    Leonardo Carnelos

    • Elton Rodrigues

      Gládia! Muito bem lembrado!

  • Elton Rodrigues

    O Livro “O Enigma de Rama”, de C. Clarke, tem uma personagem feminina, Nicole Des Jardins, muito interessante.

    • Sandro Valentim

      Ela é do segundo livro ?

      • Elton Rodrigues

        Sim. O primeiro é Encontro com Rama, e na sequencia vem O Enigma de Rama, que foi escrito em conjunto com outro autor alé do C. Clarke.

        Nicole é negra, independente, brilhante cientista no ramo dela, é a oficial médica responsável pela segunda expedição à Rama neste segundo livro. Ela tem ainda alguns vínculos com sua origem africana (em vários pontos do livro são descritos alguns rituais tribais do país de onde ela veio). E interessante é essa questão mística/tribal ainda coexistir em um futuro onde se espera que a tecnologia domine tudo. Em alguns trechos descobriremos que nesse futuro o racismo ainda existes, mesmo no futuro, embora não seja o enfoque do livro.

        Enfim, ela é praticamente a protagonista dessa segunda trama.
        Será que isso foi uma influencia de , visto dos poucos livros que li de Clarke as personagens femininas são realmente marginalizadas e esterotipadas. Até ouvir esse anticast não tinha parado pra pensar nessa questão em relação as obras de Asimov e de Clarke. Realmente foi muito valido esse papo.

        • Sandro Valentim

          Eu lembro dela. Personagem interessante.

          Eu comecei a ler, mas parei na metade. Tenho que retomar a leitura.

  • Aqualad/Muleque-Piranha

    poxa que podcast sacal. Adoro essa porra mas… (ouço desde os tempo do ‘expresso’, então acho que posso criticar um pouco né ?)

    2h de chutação de cachorro morto.

    Ao invés de ficar acusando escritores mortos de não estarem alinhados com pautas politco-ideológicas do panorama atual, bem que poderiam ter dedicado esse tempo e energia para indicar/resenhar/dicutir devidamente as obras e os autores que de fato produzem ficção cientifica agregadora das menorias e discuçoes comtemporaneas.

    Por exemplo, poderia indicar os quadrinhos e livros da personagem Yoko Tsuno, que na decada de 70 apresentava uma protagonista mulher, asiática, engenheira, envolvida altas aventuras de ficção cientifica cercada de outras personagens femininas.

    ou poderia ficar reclamando dos um milhão de quadrinhos machistas nas bancas desdes sempre e cagar regra a respeito da representação femina na Wierd Science.

    qual a proposta mais interessante. ?

    • Só escutei a leitura de comentários, mas não fizeram isso as uns casts atrás, no da polêmica do prêmio Hugo? (Não escutei esse cast todo kkkkk)

      • Aqualad/Muleque-Piranha

        pois é camara Fluffly

        pauta repetitiva, cagação de regra. estou chateado

        • Pô, então acho que você via odiar o meu podcast, o HQ Fan kkkkkkk

          • Beto Magnun

            Além do podcast sobre o Hugo Awards também teve o de Ficção cientifica e crítica social, que aliás foi citado.

          • Aqualad/Muleque-Piranha

            mas que merchan safado camarada !

            ~até parece coisa de comentarista do caralhinhos voadores~

          • Fazer o quê, é o meu dever kkkkkk E dizer que parece com o CV para mim é elogio.

      • Ser Complexo

        Cara, que bom que não é só meu ponto de vista.

    • Capeitão Caverna

      Pois num eh? Aguentei mto tempo não! Ainda mais esse jazz de fundo que me emputece, as vezes.

  • A Gente Duplo

    Ivan: … fui comprar o demonologista, por que achei tão lindo o design… paguei sei lá quantos milhões de almas…
    To de olho nesse Bloodborn, ein!

    • Estrela trágica pós moderna™

      Eu lí “Dermatologista”.

      • A Gente Duplo

        Ruim?

      • Tristão Shandy, Badernista

        O Design desse é muito bom, também. (a textura de pele é incrível)

  • Natan Andrade

    Gostei do episódio! Na real, não é que o Asimov seja ruim em personagens femininos, acho que ele não é muito bom com personagens at all. Mesmo no Eu, Robô você tem contos com personagens masculinos protagonistas que são rasos e até “masculinizados” demais. O bom é a situação, o universo em volta e etc. Não tem como deixar de ler Asimov, mas buscar novos rumos da Ficção Científica é sim necessário!

  • Aqualad/Muleque-Piranha

    gostaria de evidenciar aqui duas cagaçoes de regras que em encomodaram bastante durante o episodio.

    [acontecem durante minuto 25:00 a 26:30 e do 29:20 a 30:00]

    me parece que Lady Sybyla (endossada pelos demais) toma um atitude muito impositiva quanto a literatura.

    afirmando categoricamente (ou assim me soou) que todo escritor tem DEVERES para com as pautas progressistas.

    Pois bem. Embora eu considere as pautas progressistas muito interessantes de ser tratadas no campo literário, não cabe a ninguém impor paramatros no projeto estético alheio.

    o artista é livre para tratar dos assuntos que lhe são mais caros, e inclusive de não se arriscar construindo personagens fora de sua zona de conforto.
    questoes de alteridade servem como proposta, uma sugestão. Não uma OBRIGAÇÃO.

    partucularmente eu me considero progressista e feminista (e sou negro, EU SEI o que é não ser representado)
    -a reclamação é perfeitamente justa- mas o TOM da conversa não me agradou nem um pouco.
    sei lá
    me julguem

    • Acho que é normal ter-se essa impressão quando o assunto é este. Pelo menos de minha parte, sou o primeiro a dizer que o artista deve ser livre para fazer o que quiser. Se quiser fazer um personagem racista, psicopata, machista, etc., que o faça. Acho que deixei isso meio claro no papo, quando falamos sobre “Garota Exemplar” (que não li, mas gostei muito do filme e, ao que parece, ele foi bem fiel ao livro).

      Contudo, há uma diferença fundamental aqui nesta postura ao tema do programa: a incapacidade do Asimov (e outros) em montar personagens femininas com maior profundidade é tão presente que acaba mostrando-se não como uma escolha estética em criar “personagens (homens ou mulheres) ‘machistas'”, mas sim numa postura/ineficiência do próprio autor.Acho que é normal ter-se essa impressão quando o assunto é este. Pelo menos de minha parte, sou o primeiro a dizer que o artista deve ser livre para fazer o que quiser. Se quiser fazer um personagem racista, psicopata, machista, etc., que o faça. Acho que deixei isso meio claro no papo, quando falamos sobre “Garota Exemplar” (que não li, mas gostei muito do filme e, ao que parece, ele foi bem fiel ao livro).

      Contudo, há uma diferença fundamental aqui nesta postura ao tema do programa: a incapacidade do Asimov (e outros) em montar personagens femininas com maior profundidade é tão presente que acaba mostrando-se não como uma escolha estética em criar “personagens (homens ou mulheres) ‘machistas'”, mas sim numa postura/ineficiência do próprio autor. Dito de outra forma, não é uma escolha consciente, é algo que se evidencia por toda sua obra.

      Independente disso, o que mais me chama a atenção é o endeusamento que muita gente faz dele. Muitas vezes, dependendo da fala de muita gente que se diz fã de ficção científica, parece que a literatura Sci-Fi nasceu e morreu com Asimov, como se nada mais viesse depois dele. Isso, pra mim, só mostra o que discutimos: que, não à toa, a galera que consome (ou ao menos diz consumir) Sci-Fi é machista, não consegue se refletir sobre isso e, quando alguém vem criticar isso no Asimov, dizem que estão forçando a barra. Esse pra mim é o caráter mais “grave” de todo o cenário que expomos: a aparente falta de alternativas que esses ferrenhos fãs de Asimov buscam reforçar.

      Vou dar um exemplo: gosto muito do Philip Roth, um escritor americano que ainda está vivo. Há muitos personagens dele que são absurdamente misóginos, mas fica bem claro que isso é uma opção estética do autor. Se o Roth em si é misógino, de verdade, não me importa. Na sua narrativa, como no livro “O Animal Agonizante”, fica bem claro que o personagem ser daquele jeito é ponto central pra narrativa andar. Traduzindo: é bem escrito. Asimov escrevia mal e fazia personagens rasas sem ter sequer noção que estava fazendo isso. Some a isto o fato de muita gente defendê-lo a unhas e dentes e daí temos a motivação que pessoas como eu, o Fábio Fernandes e a Sybylla temos em mostrar que ele não é o único autor de Sci-Fi no mundo – muito menos o melhor, seja em questão de conteúdo, seja em questão de forma.

      A Sybylla é a primeira a dizer que não há obrigação alguma em todos os autores terem uma pauta progressista. Mesmo nos casos do Asimov e Clarke, ela disse que eles não devem ir pra fogueira. São clássicos e devem ser lidos sim. Mas endeusar o cara, como se ele fosse isento de críticas (de novo: tanto na forma quanto no conteúdo), ainda mais no período em que estava escrevendo, não faz bem a ninguém. Nem a leitores, nem a novos autores, muito menos à Sci-Fi.

      De minha parte, eu não leio simplesmente porque acho ruim, mal escrito pra cacete. Tem coisa que se salva? Claro que tem. “A Última Pergunta” é um conto foda. Mas olha o tamanho da obra do cara, quanto ele produziu, e olha o que realmente se salva. É muito pouco. Na sua maioria, são diálogos intermináveis, tramas com clichês, descrições carregadas de adjetivos. E isso porque só estou falando da forma. Se for falar do conteúdo, é só pensar no seguinte: o cara que criou as tão citadas Leis da Robótica e dar entrevista falando sobre o que um dia viria a ser a internet (aquele vídeo que tanta gente ama compartilhar no Facebook) foi ótimo em vislumbrar os avanços tecnológicos do século XXI, mas era incapaz de olhar ao seu redor, em seu próprio tempo (movimentos feministas da década de 1960, por exemplo) e introduzir tais questões em seus livros, dando novas dimensões aos impactos e desdobramentos tecnológicos. É de uma miopia social incrível, de um cara que obviamente se mostra um entusiasta fascinado pela tecnologia, mas esquece do mais importante: o ser humano – especialmente as mulheres.

      • Estrela trágica pós moderna™

        ERROU!!!!!!!!!!!!! O segundo e o terceiro paragrafo estão confusos. PERDEU!! PAU NO SEU CU.

        • Triplo Carpado Hemenêutico

          Ele deixou bem claro isso quando falou no meio do papo de “Garota Exemplar”.

        • Karlinhos Marques

          Ivan anda usando muito o Beccari Ipsum

      • Aqualad/Muleque-Piranha

        perfeita colocação seu Ivan

        o que me incomodou foi realmente a falta de uma contraposição naqueles momentos que citei. (e alguns outros que não vou me prestar a procurar agora)

        e quele deboche sobre Melville não poder escrever Moby Dick “porque nunca foi uma baleia”. Que é tosto e injustificável de tantas formas que nem vou citar aqui.

        quanto ao tom, me refiro que soou mais como um reclamação do que propriamente uma análise, (mais acusação do que problematização) como estamos acostumados aqui nesse podcast.

        no mais. não sou leitor de FC, e cago pro Asimov. Então não sou o publico alvo dessas “polêmicas” de qualquer forma.

        um abraço.

      • Ser Complexo

        Meça suas palavras, parça, ASIMOV owna.

      • Ser Complexo

        Brother, eu não preciso que uma música tenha uma técnica super rebuscada para ser incrível. Veja a trilha no ataque do Tubarão. ASIMOV é incrível! Cara “a violência é o último refúgio dos incompetentes” mudou minha vida! Hoje sou advogado e ganho bem. Isso moldou minha vida!

      • Caolho Vesgo

        Concordo com algumas coisas, porém não acho que Asimov seja uma leitura tão superficial assim. Não vejo problemas em repetir ideias já usadas anteriormente, desde que sejam BEM usadas… Quanto a questão social, de fato o autor não traçou um paralelo com o que ocorria em sua época (coisa que Jornada nas Estrelas fez muito bem), mas gosto do jeito em que ele faz um paralelo com o que aconteceu na história, como no caso da Fundação (comparando Roma com o Império). Asimov não deve ser endeusado, mas deve ser lembrado como alguém que ajudou a conquistar novos leitores para o mundo da ficção, inspirando novas obras.

      • Onemaster

        Ou talvez, ele quisesse escrever sobre a tecnologia que ele gosta tanto,e não sobre as pessoas.

        Afinal, é você que está dizendo que o mais importante é o ser humano. O autor talvez não ache isso.

    • Ser Complexo

      Inocente, bro

    • Gladson Pendragon

      Aqualad, percebi o mesmo que você na forma como Sybylla fala. Há uma certa raiva no discurso dela que, particularmente, não me agrada. Talvez seja uma construção de discurso inerente a marxistas, que só atenuam o discurso quando se referem aos crimes perpetrados por comunistas ao longo do Século XX, usando palavras como “equívoco” (um dos blogueiros usa essa palavra para citar comunistas da Cortina de Ferro) quando se refere aos crimes de socialistas europeus contra seus povos. Essa agenda impositiva é algo que fica bem claro, quando dizem que é preciso mudar, como se publicar livros à rodo de personagens das minorias fizesse o Mercado absorver essa literatura em detrimento do genérico. Sabemos que a maioria lê autores com dscursos genéricos e nem eu, nem a Sybylla ou qualquer crítico de literatura tem algo a ver com o que o indivíduo escolhe ler. Tenho uma opinião bem formada quanto a isso: quanto mais se evidencia as diferenças, mais se aumenta o abismo entre as pessoas. Quando leio Asimov, Clarke ou qualquer outro autor de SCI FI, onde a temática e o contexto são mais importantes que o personagem, não estou preocupado em saber se ele é homem, mulher, branco, negro, hetero ou gay. Para falar a verdade, prefiro nem saber isso, pois se não é relevante para a história, porque detalhar isso? Concordo quando dizem que há personagens mal construídos na SCI FI desses autores, mas ter a arrogância de dizer ( e o autor do blog disse isso) que se eles fizeram boas histórias eu, você ou o blogueiro também temos boas ideias todos os dias é menosprezar todo o conteúdo da obra desses autores e a contribuição que trouxe para a história da literatura de ficção científica. Outra coisa que ficou clara durante o podcast: houve uma espécie de lavação de roupa suja, com claro intuito de diminuir o autor e sua obra, misturando parcamente fatos concretos passíveis de serem analisados -personagens, enredos, temáticas – com excesso de notícias da imprensa marrom sobre condutas dos autores em vida, que NÃO foram provadas em tribunais como dita a lei, fofoca de editores que citam fatos pessoais após a morte do autor, entrando inclusive na seara da condição sexual doentia de Clarke, que nada tinha a ver com a proposta do podcast, que deveria falar sobre Asimov e/ou obras que Não trabalham bem personagens femininas. Aliás, pouco vi ser citado sobre personagens femininas de Asimov, como Noÿs ou qualquer outra, e ser analisado a psiquê da personagem e as falhas na construção das caracterizações delas. Em suma, é um programa para falar mal dos outros e criticar o que é feito, sem apontar o que pode ser construído ou o que um jovem autor pode trazer de novo. E dizer que “vocês devem conversar com mulheres, vocês devem conversar com adolescentes quando querem escrever sobre adolescentes”, soa mais genérico que os personagens criticados pelos blogueiros ao longo do podcast.

  • Frantiesco Bolson

    uma imagem nounsese mas cheia di signifcado.

  • Luciano Vitoriano

    Alerta de textão. :-)

    Os computadores mais poderosos das histórias do Asimov são descritos como máquinas com quilômetros de extensão. Asimov não previu a miniaturização da eletrônica.

    Julgar a ausência de vanguardismo feminista no Asimov é o mesmo que julgá-lo por ele não ter previsto a miniaturização dos computadores.

    É um ser humano, limitado. Podemos, sim, observar este ponto em sua obra, mas isso não serve como critério de valoração. Muito mais me incomodam os personagens femininos de Hollywood (ver Jurassic World) ou de autores como Eduardo Spohr e André Vianco, por serem escritores contemporâneos e, ainda assim, não conseguirem incorporar em suas obras as múltiplas facetas da mulher (sempre há um amor por um homem dando o tom das suas ações).

    Eu acredito que o fato de existir Susan Calvin já é um grande abono para o lado do Asimov. É só você comparar a Susan dos seus livros e a Susan do filme do Will Smith. A do filme, contemporânea, só existe para ser salva pelo mocinho. É burra e uma das tomadas mais longas que se tem dela é, justamente, ela tomando banho… A do livro, de tantos anos atrás, é uma das maiores cientistas de seu tempo (a US Robôs e Homens Mecânicos sempre cita três principais cientistas na sua hierarquia, dois homens e ela, mas eu nem lembro o nome dos homens, porque ela se sobressai muito quanto a importância para todas as histórias). Ela é tão importante que, quando Asimov escreve o livro “Eu, Robô”, as histórias separadas são unificadas através de uma entrevista, onde os contos são apresentados como memórias contadas por ela e não por nenhum outro personagem que ele criou.

    O argumento de que “ela é a única” é meio complicado de aceitar, pois, se for assim, outro ícone da ficção científica, a ST original, não poderia ter reconhecido seu mérito de ter, em sua ponte, uma mulher negra, no meio dos anos 50. É só uma e ainda numa posição secundária. É pouco, se olharmos com os olhos de hoje, mas muito para a época! Oras, precisamos chegar nos anos 90/00 para ter uma mulher ou um negro como Capitã/Capitão (Janeway/Sisko)!

    A história de vida dele pode, sim, estar na origem desta limitação. Não só ele não sabe muito bem construir mulheres, como ele também não sabe construir relações amorosas (o livro O Fim da Eternidade é ótimo, mas o romance que permeia a história é de dar vergonha).

    Sua incapacidade, entretanto, é permeada por tentativas de se libertar (com sucesso ou não) desta barreira, coisa que não podemos dizer de Arthur C. Clarke. Por exemplo, quando constrói um “robô não determinístico”, ou seja, um robô capaz de ter ideias novas, que não só obedeça ordens, ele o constrói como tendo (o que é o título do conto) “Intuição Feminina”. Vejo como um jeito meio desajeitado de reconhecer o valor da mulher no meio científico pois, afinal, ele poderia simplesmente nem levantar essa questão e fazer, simplesmente, um robô não determinístico.

    Por fim, a “masculinização” de Susan Calvin (termo que eu não concordo, pois, só porque o centro da vida dela não são os homens não significa que ela é masculinizada) também deve ser relativizada. Numa época em que as mulheres tinham como horizonte basicamente ser donas de casa ou, no máximo, postos menores de trabalho, ele não deve ter conseguido conceber uma mulher colocada no topo da hierarquia corporativa sem que ela se endurecesse. Em verdade, até no mundo real vemos isso: eu já tive muitas chefes mulheres e quase todas elas sofrem essa pressão de ter que ser duras para se impor. Se esse absurdo se repete hoje, imagine como seria imaginar isso nos anos 50.

    Em suma, concordo que ele tenha essa dificuldade e credito isso à sua história individual e, principalmente, ao contexto em que se insere. Acredito que Susan Calvin seja, sim, um abono em seu favor e, aqui e ali, ele fez outras tentativas (mesmo que fracassadas). Rejeito o termo “masculinização” da Susan e, acima de tudo, não acredito ser possível valorar uma obra do passado tendo por base valores atuais. Podemos perceber e apontar, mas não julgar.

    • Aqualad/Muleque-Piranha

      li o 1° e ultimo paragrafo e fez sentido. é nois (a menos que tenha cagado no meio)

  • Jefferson Dos Santos Ambrosio

    Anticast com participante “petralha/comunista” e “feminazi”?
    Adorei!
    hahaha
    Curti muito o programa, vou ver se consigo achar alguns dos livros indicados.
    FLW
    VLW

  • Fernando Galdino

    Pra mim nem teve muita [MAMILOS] polêmica não, meio lugar comum… O meio Nerd é machista mesmo. Mas também… sempre foi feito por homens, brancos, bla bla bla.

    Mas aí diria que nem só o que é rotulado como ficção científica tem esse problema, quase toda a produção literária cairia nessa e não passaria no teste de Bechdel [http://bechdeltest.com/]. Se aplicar um pouco de empatia histórica dá pra ver que TODO MUNDO era machistão e etc. Isimov e outros caras só deram o “azar” da obra deles sobreviver…

    Um contraponto legal é ver as obras originais dos clássicos Disney e as versões em animação / longa. Os originais dos Irmãos Grimm por exemplo eram gore total. Quem sabe more aí uma oportunidade de releitura, “adequação” aos valores atuais.

  • Sharon Caleffi

    “e aí a filha do Asimov resolveu não ter filhos”
    “nossa”

    ahahahha, achei engraçado colocar como uma questão “talvez decorrente de problemas familiares decorrentes de alguma coisa que o pai dela fez”

    mas eu queria é pedir para vocês colocarem uma lista das indicações da Lady Sybylla pra gente encontrar mais facinho por aí

    • seu Warner Cast

      Todo mundo tem pereba, Ivan. Foi isso que ela apontou.

  • Ser Complexo

    Cara… Sinceramente, não acho que um livro adjetivado seja ruim. Ele só acrescenta pouco.

  • Ser Complexo

    Deixe ver se entendi. Ela não lê mais clássicos porque não se sente representada, mas não entende pessoas que param de ler pq tem gay? Inocente…

    • melkorcg

      Acho que não entendi a sua analogia.
      1 – Ela parou de ler pois não se sentiu representada (pela ausência de mulheres uteis para a trama, ao invés de só serem gostosas). Ok.
      2 – “Pessoas param de ler pq tem gay”. Mas só tem gays? Ou o fato de ter um personagem gay, irrita tanto que o sujeito hetero não se sente mais representado mesmo pelos personagens heteros? Esse ponto realmente não compreendi.

  • Ser Complexo

    Cara… Que programa merda! Chega Ivan. Saco cheio de Podcast de guerreiro social. Vocês estão pregando pra crentes. Tudo que se fala é muito óbvio nesses programas. Desenvolve conteúdo novo, faz um Podcast sobre o projeto humanos.

    • Karlinhos Marques

      e uma coca pra viagem, senhor?

      • Ser Complexo

        não, vou beber agora.

        • Karlinhos Marques

          você não veio pra caçar, né?

  • Ser Complexo

    Parem de achar que jazz é milles Davis, está datado, tem coisa melhor sendo gravado hoje. Comprem isso. Sim. Suas sugestões são surreais, Fábio. A maioria dos livros que recomenda são cansativos. E olha que leio Platão

    • Tristão Shandy, Badernista

      Por que você não muda seu nome para “Ser Chato”?

      • Ser Complexo

        por que sua mãe gosta de gritar isso na cama! TDFW!!!!

  • CH3COOH-Against the Skepticism

    Acabo de retornar e vejo um monte de comentário sério?
    QUE PORRA É ESSA!?

    • Sandro Valentim

      TRETA

    • Karlinhos Marques

      é a volta às aulas que deixa todo mundo inteligente culpa do petê

  • Raposo

    Eu já tinha saído incomodado do outro cast sobre o Hugo, apesar de concordar em grande parte com o Ivano e o Fábio. Também é muito o Ivão ter chamado uma mulher para gravar esse cast.
    Mas, como o coleguinha falou em algum comentário aí, virou 2h de chutação de cachorro morto.

    Veja bem, deve SIM se criticar tais questões em, afinal, se não criticarmos, não evoluiremos, mas não se pode abandonar a sensatez em prol de uma agenda, por mais relativo e discutível que seja essa “sensatez”.

    Pra começar, qualquer personagem do Asimov era arquetípico e raso, e pouco importa, já que suas historias são completamente plot driven, em embora pudessem se beneficiar de personagens melhores desenvolvidos, acho que faria pouca diferença, não podemos deixar de analisar a proposta do autor e achar ruim que um peixe não voa.

    Agora vamos a parte que revelo todo meu machismo, misogonia, transfobia e racismo de um homem branco cis heterosexual.
    Eu não torço o nariz pra scify como faço com fantasia na literatura, porém leio bem pouco. Me dói repetir o que os sad puppies, ou coisa que o valha, mas a impressão que vocês passam é que a agenda vem antes da arte, duvido que seja esse o caso e concordo com o que o Fábio falou no outro cast que estas questões hoje em dia são indissociáveis à arte, mas cuidado com o discurso. Quando vejo a Sybylla -Que é uma ótima participante- falar que sua personagem é negra e transexual, não me deixa de soar panfletário e me lembra do risco de se usar questões de gênero e sexualidade como características definidoras do personagem e não constituintes do mesmo, o que é algo grave e trata estas características como o bizarro, o diferente, afinal, o que impede que algum personagem do Asimov seja transgênero e negro? Não digo que esse é o caso na obra da Sybylla, não lí o material e provavelmente estou falando bobagem, mas há sempre a armadilha de tratar de uma questão de maneira propagandista e rasa, e isso é bem comum em fantasia e scyfi. Isso sem falar que a possibilidade de empatia parece variar de acordo à conveniência, eu sou ~determinado opressor~, não sei pelo que uma ~determinada minoria~ passa todo dia, mas devo saber escrever como um/a.

    Enfim, como dito, seria mais interessante um cast com ênfase nos bons trabalhos que tratassem destas questões do que ficar duas horas batendo em autores só por serem famosos. É fácil criar uma ojeriza por coisas que fazem muito sucesso e se tornam lugar comum, mas as vezes devemos pensar o quão é simplesmente má vontade para com a obra. Tirando o flooder ali, ninguém vai chamar vocês de social justice warriors, e espero o mesmo tratamento só por ter uma opinião divergente.
    E pau no cu do Ivan, Beatles é uma merda.

    • Triplo Carpado Hemenêutico

      Eu acho que você falou uma coisa coerente aqui, outra ali. Cagou umas regras.

      Mas concordo totalmente: Beatles é uma merda.

      =)

      • Raposo

        Era o único objetivo da postagem mesmo

      • CH3COOH-Against the Skepticism

        Só li: Beatles é uma merda. E concordo!

    • Aqualad/Muleque-Piranha

      tirando a parte dos Beatles, eu assino embaixo

    • Keyser Söze

      eu assino embaixo e Beatles é uma merda

    • Henrique Tavares

      Podcast chuta-cachorro-morto é a pior coisa de se ouvir (ainda mais por 2h), mesmo quando concordo.

  • Tristão Shandy, Badernista

    Não sabia que o Alexandre Frota manjava tanto de Ficção Científica.

  • Capeitão Caverna

    Que preguiça (dor de cabeça da vodka de ontem) de comentar sobre tanta bobagem a respeito de um escritor que cresceu em um período em que a mulher não tinha tanto espaço na sociedade/mercado de trabalho.

    • Karlinhos Marques

      Então a vodka foi o melhor herança que os comunistas deixaram pro seu raciocínio. Próxima vez beba pepsi antes de ouvir o programa vai que de repente o Ivan se transforma no Olavão e passa a te representar melhor…

      • Capeitão Caverna

        alegar q todo mundo (maioria das pessoas do mundo) que dao contra essa ideologia asquerosa eh ouvinte/ leitor de olavo de Carvalho eh nova imbecilidade do momento. Se sou contra pt eh pq devo ser psdb.
        Caraca, q mundinho bosta.

        • Karlinhos Marques

          Você tem toda razão o mundinho é bem bosta mesmo

  • Caolho Vesgo

    Susan Calvin em Eu, Robô não era gostosa… pela descrição, eu imaginaria a Fernanda Montenegro fazendo topless

    • Sandro Valentim

      Ele meio que faz o esteriótipo inteligente e por isso não assim muito bonita.

  • WilliamSilva

    Será que a gente não esta esquecendo do contexto Histórico?(Asimov).

    • Sandro Valentim

      Foi comentando a questão do contexto histórico no episódio. No momento que eles falam “Eles são filhos de seu tempo” é uma forma de argumentar a relação com tempo em que ele vivem com a forma como escrevem. Só que isso não é assim muito válido, pois foram citados escritores da mesma época que tinha uma pegada totalmente diferente na hora de retratar mulheres.

      • Karlinhos Marques

        O Fábio passa por esse ponto quando comenta o racismo do Monteiro Lobato em contraste com outros contemporâneos como o Mario e o Oswald de Andrade..

        Quando falam que são frutos do tempo, são também de suas histórias e vivências. O Hergé tem uma situação polemica parecida também com o volume do TinTin na África. Estupidamente racista, anti ambientalista, etc.Um festival de estereótipos. Chegou a ser censurado em alguns países. É um recorte da época sim apesar de não ser um recorte generalista. Funciona historicamente assim como um Memorial ao Holocausto, por exemplo, para nos lembrar das estupidezes humanas…

        • Sandro Valentim

          Por isso que eu falo que o mais indicado é dizer que “eles são frutos de seus pressupostos” no que se refere a suas histórias e vivencias.

  • Gustavo Ribeiro Alves

    Saindo de FC, mas ainda ligado ao programa por causa do título e capa, a trilogia Millennium foi o primeiro livro que li que uma personagem feminina teve um destaque maior do que o masculino, e foi excelente. Lisbeth se tornou minha referência para qualquer personagem feminino interessante. E ela dentro da trilogia não é a única. Toda mulher dentro da história tinha sua relevância.
    Depois de se envolver tanto com uma personagem feminina assim, fiquei bem incomodado em ler outras obras que a retratam as mulheres de forma tão estúpida.

    • Karlinhos Marques

      Sempre achei que se o Stieg Larsson não tivesse morrido por ataque cardíaco com certeza seria de morte matada. Apesar de Millenium ser uma ficção ele denuncia e muito as violências sofridas por mulheres na Suécia, cita nomes de pessoas reais como políticos e relaciona elas com instituições sinistraças com aquele pezinho no nazismo e tudo mais. Ele escancara o lado mais obscuro da sociedade sueca de uma forma bastante impactante. O cara teve teve muita fibra mesmo.

      e a Lisbeth Salander é muito Phodona. Excelente personagem.

  • Henrique Tavares

    Ué, quem eu vejo defendendo que homem não sabe escrever sobre negros e mulheres e etc e isso não tem como mudar porque ele nunca foi negro ou mulher e etc, são justamente negros, mulheres e etc…

    • Alípio Apolinário

      Tipo… Não, kra. Eles foram bem enfáticos quando tocaram nesse assunto ao falarem sobre pesquisa. Claro que um autor pode escrever sobre mulheres, negros, homossexualidade, etc, sem necessariamente pertencer a nenhum desses grupos. Basta que para isso seja feita uma pesquisa ampla e abrangente. Veja. Se quem reclama são justamente negros, mulheres, etc, você não acha que são as pessoas mais qualificadas para dizer se foram ou não bem representados nas respectivas histórias?

      • Henrique Tavares

        Olha, eu acho mais que justo dizerem quando não forem bem representados, ou que deveria haver mais negros e mulheres e trans escrevendo. Tudo bem, não é aí que estou falando.

        Mas já vi sendo dito que um homem branco é INCAPAZ de escrever sobre essas coisas por não ter essas experiências. E também até aí é justo, não é um playboy do leblon que consegue escrever bem sobre a vida na favela fazendo umas pesquisinhas, com certeza uma experiência vivida em primeira mão faz muita diferença. Mas há sim (inclusive há um episódio antigão do MDM onde discutem isso) gente falando que tem que deixar só quem tem essa experiência falar dessas coisas, porque fora disso nem adianta que não fica convincente. É gente extrema e talvez não devia levar em conta? Não sei, não sei.

        • Karlinhos Marques

          escrever chorume na internet e escrever literatura são coisas diferentes. Apesar de que seria muito bom se desenvolvessem mais empatia nos dois casos, aí não teríamos esse problema..

          • Henrique Tavares

            Do que exatamente você está falando? :S

          • Karlinhos Marques

            Você tá falando sobre protagonismo certo? Na maioria das vezes que o movimento sociais como o de pessoas negras ou feministas diz que deve-se respeitar o lugar de fala, aparece alguma pessoa privilegiada para cagar regra. Nesse ponto é foda mesmo quando um homem branco-cis-hétero-classe-média tenta “ensinar” opressão para quem já é cotidianamente oprimido.

            No caso da literatura pontuado nesse episódio estão dizendo que um escritor precisa saber “calçar os sapatos” e se colocar no lugar de outras pessoas ou suas personagens vão virar apenas representações rasas de sí mesmo projetada no mundo. Isso é um problemaço. Sabe quando todas as personagens parecem ser exatamente a mesma pessoa?

            Praticar a empatia para a criação, nesse ponto, dá ao menos a potencia de expandir as ambientações, histórias, interações e personalidades para algo além de um prisma unidimensional, como os denunciados nesse cast no caso de representações femininas. Essa é uma bagagem útil não só para a arte mas para lidar com a diversidade das pessoas de forma positiva.

            Nesse caso se praticassem mais a empatia como pontuada pelo cast ao menos fazendo uma pesquisa conversando com pessoas, talvez a cagação de regra dentro e fora da ficção pudesse deixar de ser um problema…

          • Henrique Tavares

            Ah, entendi. Valeu!

          • Karlinhos Marques

            Disponha :)

  • Karlinhos Marques

    affe tava ouvindo o anticast na rua e tocou esse preview do Projeto Humanos e tive que me segurar pra não chorar no ponto de ônibus…
    sefoder Ivan!

  • Sergio Prando

    Ótimo podcast, discordo de alguns pontos da Sybylla, especialmente em relação a reconstrução da Lara Croft, cara ela é uma personagem super feminina e forte, a jornada do herói que ela enfrenta achei muito diferenciada.

    • Karlinhos Marques

      Acho que a Sybylla se refere ao começo da Lara e não nesses reboots.
      E o começo era basicamente uma caricatura de muié-gostosa-massa-véio.

      E nem por limitação gráfica porque os outros jogos só atualizavam o fetiche mesmo…

      • rubber&soul

        Ahhh, peitinhos triangulares. Minha única fraqueza.

        • Karlinhos Marques

          A minha é bolo de fubá com café e pão de queijo ¯_(ツ)_/¯

  • Fernando Galdino

    Artigo da Atlantic sobre a falta de mulheres na área de futurologia [domidada por brancos velhacos]. http://www.theatlantic.com/technology/archive/2015/07/futurism-sexism-men/400097/

    E tem essa parada que é impressionantemente recente. Quase todo o conhecimento sobre psicologia construído [incluindo os TED talks super compartilhados] se baseiam em pessoas WEIRD [Wetern, Educated, Industrialized, Rich e Democratic].

    Pior que isso é perceber que quase certeza que todo mundo nessa discussão encaixa nesse perfil.

    http://www.slate.com/articles/health_and_science/science/2013/05/weird_psychology_social_science_researchers_rely_too_much_on_western_college.html

  • rubber&soul

    Uma coisa que eu gosto em ASOIAF do George R. R. Martin é que eu não consigo me identificar com nenhuma personagem feminina, mas acho todas elas fascinantes e adoro vê-las se ferrando e/ou ganhando na história.

    Acho que seria joínha ter mais personagens femininas assim na Ficção Científica.

    Keep mamilando on

  • Ramon Vitor

    Considero Arkady, por exemplo, uma personagem feminina interessante do Asimov. Tem seus problemas na construção, mas certamente é a personagem mais importante do terceiro livro da Fundação.

  • Ser Complexo

    Cara, creio que a maioria das pessoas que não buscam coisas novas, não o fazem porque não suportam ler sociologia. Eu vou ler ficção porque quero ler sobre objetos do futuro. Não ligo ou ligo muito pouco para os humanos. A menos que sejam ETs. No próprio fundação, Sr. Mizanzuk, há um ser que possui os dois sexos, na verdade há dois seres assim é eles são expostos como seres de verdade. Completos. Enxergam todos como incompletos, meio seres. São preconceituosos com homens e mulheres.
    Sinceramente continuarei dispensando toda ficção que insistir em aprofundar algo que não seja ciência, tecnologia. Ponto. Não preciso de personagens profundos, estou cagando para se o personagem transa, fuma, bebe, cheira, come a menos que tenha tecnologia e ciência.

    • Malboro Vermelho

      É, ficção cientifica boa tem que ser bem rasa mesmo. O importante é robô e tecnologia e arma laser e viagem no tempo. Esse negócio de crítica social é tudo frescura!

  • Artner

    A melhor parte é quando a convidada fala que os leitores julgam o escritor porque gostam das obras, mas percebemos que ela julga as obras porque não gosta da pessoa do autor

  • Cesar Kayanoki

    Falar pra ler mulher é fácil.Daí eu dei uma chance pra Patrícia Mello e me fodi.Péssima.Fraquíssima.

    • seu Warnercast

      Sua amostragem não é muito significativa. Você acha suficiente para qualificar as escritoras mulheres?

      • Cesar Kayanoki

        Achei o suficiente pra ficar com o saco cheio.

        • seu Warnercast

          Das mulheres em geral?

  • Diego Camilo

    Gostei muito deste episódio! Um dos melhores sobre literatura FC!

  • Plinio de Andrade

    Pessoal … Gostaria de uma indicação de vocês de um livro tipo “matador”. Quero começar a ler FC mas não sei por onde começar. Qual livro, eu deveria ler? Desses que não dá pra parar, entendem? Valeu …

  • Boa tarde, meus queridos!

    Antes de mais nada, devo dizer que já li Asimov e que sou fã de carteirinha do cidadão.

    Dito isso, também devo dizer que vim ouvir este programa por indicação da Aline Cristina, ouvinte de vocês. E, acima de tudo, que vim ouvir o programa torcendo o nariz.

    Felizmente foi uma grata surpresa. A discussão foi muito saudável e construtiva.

    Concordo que o Asimov era muito ruim em construir personagens femininas, uma das que me lembro é a Loa Maren, do 827 Era Galáctica, que faz parte da família de um idoso que deveria se apresentar para ser “extinguido”.

    Me parece um personagem razoavelmente bem construído.

    Devo dizer, porém, que acredito que esta falha do Asimov se deve ao período histórico. Acho que em sua época sequer havia este tipo de questionamento. A cobrança pela presença de mulheres nas histórias, etc.

    Acabei de ler Nas Montanhas da Loucura, do Lovecraft, e nem me lembro de alguma personagem feminina.

    Isso não me incomoda pelo simples fato de que quando consumo um livro, estou muito mais preocupado com o entreteninento que ele vai me proporcionar do que em estar representado nele.

    Sinceramente isso me parece um tipo de carência bem característico dos nossos tempos.

    Porque eu deveria estar representado em um livro? Sou assim tão importante???

    Prefiro que o livro tenha um bom ritmo. Que seja divertido. Que acabe logo, para que eu possa partir para outro livro, do qual esperarei as mesmas coisas.

    Não espero encontrar um produtor gráfico especializado em Dry Offset em nenhum livro que estou lendo.

    Se quisesse, iria ler algo do Ricardo Minoro e pesquisar sobres PDFs X1-a. Porque fora deste segmento, nunca estarei totalmente representado!

    Abraços.

    aLx
    Os Comentadores

  • Tha

    Olás, eu acabei de ouvir o episódio 193. É a primeira vez que ouço o Anticast, e o descobri procurando podcasts que abordem temas de cultura e/ou nerds e que tenham participação feminina. Gostei muito do podcast e a partir de agora pretendo acompanhá-lo.
    Enfim, um pouco dentro do assunto, mas não completamente (e um pouco atrasada também), gostaria de saber se vocês já leram algum livro da autora Anne Rice (Entrevista com o Vampiro, A Hora das Bruxas, etc). E qual a opinião de vcs sobre ela enquanto representante feminina como autora de livros fantásticos e de suas representações em termos de minorias (lgbt e feminino)?

  • Paul Muadib

    Então que fui ouvir a primeira vez esse tal de Anticast. Poxa, legal, vão falar de Asimov. Gosto de Sci-Fi, imagino que eles também e vão criticar um aspecto da obra que talvez ninguém até hoje chegou a aprofundar. Vou baixar, acho que vale a pena. Vamos lá ouvir. Começando, umas propagandas de Patreon pedindo uma grana, pois o podcast precisa sobreviver. Totalmente válido. Se o mendigo da rua pode, porque não vocês? É mais um querendo ganhar igual ao Jovem Nerd, mas também não tem problema. Se for bom é justificável. Porém ao menos o JN informa tempo onde o podcast de verdade começa, como opção de pular a publicidade e os recados. Pulei eu mesmo eu mesmo pra lá, pelos 12:00 começaram a falar sobre o tema. Asimov e as mulheres subestimadas em sua obra. Mas… aí que vão se fazendo as confissões: o apresentador do podcast não leu nada sobre Asimov… a tal da convidada, Lady Sybilla também só leu alguns livros, o outro não chegou a ler… Não entendi, o Anticast é um podcast da zoeira? Continuei ouvindo, pra ver se entendia o porquê de se levantar o tema. Em poucos minutos facilmente conclui que ninguém ali conhece um mínimo do tema do próprio podcast. Como pode, um site como o Brainstorm9 ter um podcast tão raso como esse? Será que esses caras querem copiar o MdM? Poxa, Change e Hell e os caras adoram malhar uma pá de coisas, mas fazem isso de coisas que manjam, da órbita dos quadrinhos e derivados. Eles são escrachados e divertidos, mas vocês? Não tem conteúdo pra falar, não façam. Caramba, não sabia que era tão ruim. VÃO PRA PUTA QUE LHES PARIU!

  • anti-nerd-brain

    Sobre isso de pedofilia, não sei nada específico das alegações dos casos, mas tem que ser distinto isso de estupro estatutário, não é a mesma coisa (e nem pedofilia é sinônimo de abuso infantil, é só a parafilia, mas isso é ainda outra questão). No Brasil mesmo se poderia dizer que “é legalizada a pedofilia” se comparamos com os padrões americanos de idade de consenso. Se a vítima do Roman Polanksi tivesse fosse só um ano mais velha, e fosse no Brasil, ele não tinha pegado nada, por ter sido sexo consensual.