Vamos começar 2016 do jeito certo: Chega de comercial manifesto hipster

Pelo próprio bem da criatividade e dos negócios

26.jan.2016

Jovens felizes que curtem a vida com outros jovens felizes, rindo a toa enquanto celebram sua individualidade fazendo coisas artísticas muito coloridas e sem sentido. Essa é uma receita que a publicidade torceu até dizer chega nos últimos anos.

Veja bem, jovens podem e devem ser felizes (mesmo aqueles que jogam tinta nas coisas sem motivo aparente), mas agências e clientes precisam parar de insistir em fabricar isso como cultura. Pelo próprio bem da criatividade e dos negócios. Afinal, grande parte desses comerciais poderia ser assinado com qualquer logo no final.

Criado por Peggy O’Brien e Steven Rosenthal, o vídeo acima é uma brilhante paródia desses comerciais. Oferece legendas em inglês.

Claro, lobbistas estão mudando a legislação bancária e ganhando uma tonelada de dinheiro (que deveria ir para professores). Mas nada disso faz você ser um floco de neve menos especial. Pois o que realmente importa é você ser feliz.”

Tenho certeza que você se lembra de ter visto muitos comerciais assim. Sinta-se a vontade para relembrá-los nos comentários.

Comente

  • Thiago Morgado

    As propagandas do Pega Bem da Vivo

    • Priscila Thaís

      LOL
      Iria comentar tb sobre as propagandas de telefonia no Brasil.

  • Andrea

    Vivo, Bradesco, Itaú, Santander, Coca-Cola, Renner, Boticário, Natura … :D

  • Priscila Thaís

    Acho que qualquer uma de cosmeticos das marcas brazucas, se encaixam neste perfil. Hahaha

  • Super Trend
  • O que as marcas fazem basicamente é prometer algo ao seu público. Se o que esse público deseja é um mundo de gozo permanente faz sentido que a estratégia das empresas se apoie nessa estética.

    De certa forma todo mundo faz um pouco dessas coisas divertidas de vez em quando, seja uma vez por semana, uma vez por mês, sei lá. Então você consegue identificar algum aspecto da sua vida nesses videos. Vocês sabe que a parte normal existe( trabalho, contas vencidas, caos no trânsito, compromissos sociais indesejados) mas também acaba se lembrando que uma hora ou outra você vai relaxar um pouco.

    Enfim, achei a paródia justificável, nas acho que ainda veremos muito desse tipo de vídeo por ai. rs

  • Carlera

    O mundo virou uma propaganda de margarina ao som de ukulele, eu desisto.

  • João Carlos Amador

    O que mais me irrita mesmo são as musiquinhas com vocal infantiloide, tipo Malu Magalhães. Argh!

    • Adilson Porto Junior

      Essas são foda.

    • Christian Gonzalez

      Mallu Magalhaes e Clarice Falcão…argh!

  • Luccas Forta Vassoler

    O problema não é esse tipo de propaganda. Ou qualquer tipo.

    O problema é a preguiça humana em inovar, fazer diferente. A mediocridade está em todos os lugares e isso gera uma onde de repetição bizarra. No mundo em que nada se cria, tudo se transforma, temos que replicar o existente milhares de vezes antes do próximo passo.

    O ciclo é bem obvio –> inovação –> repetição –> protesto –> inovação.

    • Adilson Porto Junior

      Não acho que seja mera preguiça. Estamos falando do trabalho duro de agencias. Agencias trabalham por resultado, que implica em aprovação, que implica em dinheiro. Esse “resultado” significa muitas vezes fazer a entrega adequada* que as vezes não é a inovação. As vezes o que nós criativos vendemos não é inovação: é solução – e solução por vezes significa mais do mesmo. Agencias criam tendências, criam cultura e criam estilos de vida pra depois vender o máximo possível disso que virou um produto. Quem tem preguiça é o público – preguiça de ser autêntico e gosta de se identificar com o que não passa de mais uma tribo urbana por vaidade porém travestido de originalidade.

      • Luccas Forta Vassoler

        Mas aí entramos na discussão do que veio primeiro, o ovo ou a galinha.

        De um lado temos o cliente, do outro temos a agência, o que um não quer, dois não fazem. Temos um template de idéias que deram certo e muitas vezes simplesmente aplicamos ele em um novo produto afim de carregaçar uma venda. O cliente não é o profissional, é trabalho da agência convencer quem quer que seja de que existe formas mais adequadas de se fazer uma campanha.

        Eu não acho que a preguiça está na hora de se produzir o material, claro que isso é trabalhoso, a preguiça está na hora de vender o material. Adotasse uma postura passiva diante de um cliente, que não tem ideia do que quer, apenas do resultado que ele deseja.

        Mais fácil falar do que fazer? Obviamente, mas é a verdade.

        • Adilson Porto Junior

          bom, a arte não copia a vida há algum tempo. As agências doutrinam a vida a copiar a arte. E sim, concordo que as agências podem ser mais competentes e inovadoras, mas não me surpreende que pensando em otimizar tempo e produção as agências se acomodam com os templates, os projetos de gaveta por ter medo de mexer em time que tá ganhando. Isso hoje é muito taylor-made pra velocidade que elas vendem.

      • Guilherme Giordano

        cara, excelente comentário, concordo plenamente.

    • Adriano Marques

      Na faculdade, o professor chamava isso de cultura do remix.

  • Vinicius Zaghetto

    Se você pega um comercial do Itaú e coloca um audio da Vivo, ele fica a mesma coisa. E vice-versa.

  • Lucas Siqueira Cesar

    Engraçado como não é muito diferente daqueles comerciais de cigarro Free, do começo dos anos 90. Só que agora health-friendly.

    • Jonathan Simões

      ah a estética dos anos 90…

    • Laura

      Uma diferença é que, hoje, cada palavra amor, paixão, tesão, liberdade, etc, não seria apenas falada. Sobre a cena correspondente, e bem no centro, ela viria escrita, tal qual uma apresentação dinâmica de ppt.

  • Daniel

    Trabalho com propaganda e na minha ótica ela não entrega o que comunica, a telefonia não entrega, o banco não entrega, a concessionaria de carros não entrega, além de estar cada vez mais repetitiva entra as marcas e pré formatada. Quando se apresenta um briefing ele já tem soluções prontas, é só adaptar. Não estou generalizando, mas o que vejo em muitas agências.

  • Rafael

    E as propagandas de perfumes? São inovadoras vai.

  • Feco Porto

    Nada me irrita mais do que as propagandas da Colgate.

  • Júnior Silveira

    Depois de dois pontos, nunca letra maiúscula.

    • Desobedeço essa lei sempre que posso, com orgulho :P

  • Guilherme Giordano

    brother, quem sabe olha pela janela do escritório para enxergar la na rua vários jovens de classe média-alta vivendo de maneira semelhante a estes comerciais, talvez a marca esteja tentando se comunicar com o seu público, não??