Campanha protesta contra objetificação das mulheres na publicidade e na mídia

“Adoro distribuir boquete em troca de sanduíches”

26.jan.2016
Editor's Pick

A linha entre sensualidade e objetificação não parece ser muito clara, se considerarmos algumas peças da publicidade mundial passaram longe do bom senso.

No protesto acima, criado pela agência Badger and Winters, mulheres exibem anúncios ofensivos que foram encontrados com uma simples busca no Google por “objectification of women”.

O vídeo assina com uma hashtag, “We are #WomenNotObjects”, e lembra que mulheres são mães, filhas, colegas de trabalho, amigas, gerentes e CEOs.

Mais uma prova de que não é o mundo que tá ficando muito chato, nós é que estávamos de olhos fechados.

Women

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  • Luccas Forta Vassoler

    Não acho essas propagandas tão ruins do ponto de vista machista. Mostra mulheres servindo de isca para homens. Mostra que nós também não buscamos nada além de uma mulher gostosa e para isso gastaremos um monte de dinheiro em qualquer coisa. Na verdade, denigre a própria marca, associando o valor dela as mulheres que possivelmente serão conquistadas.

    Para mim, as propagandas mais perigosas são aquelas que mostram isso de forma subliminar. Aquelas que colocam mulheres na cozinha, fazendo faxina, cuidando de crianças etc, como se apenas um gênero pudesse exercer tal função.

    Claro que esse tipo de propaganda não ajuda em nada, mas sinceramente? Não é uma briga apenas das mulheres. Gostaria de ser representado por mais do que um acefalado tarado.

    • Fernanda Saul

      mas é bem isso q o machismo é, uma forma de enquadrar homens e mulheres num papel pré-definido e arcaico: o homem como o tarado q só quer sexo e a mulher como o pedaço de carne… machismo é ruim pra todo mundo, não só pras mulheres.

      • Luccas Forta Vassoler

        Machismo é a ideia de que o gênero masculino está acima do feminino.

        Essas propagandas não vendem isso. Elas simplesmente utilizam o sex appeal para venderem. Não acho uma propaganda perigosa para nenhum gênero, apenas extremamente preguiçosa.

        O que me estranha um pouco é essa briga entre feministas sobre a parte sexual da mulher. De um lado eu vejo uma revolta em tudo que representa o desejo masculino pelo feminino, no outro eu vejo uma briga para que esse desejo não seja rotulado, porém amplamente explorado.

        Sinceramente? Não vejo problema em apelar para a sexualidade de um público, contanto que seja exatamente isso, uma apelação. O problema é quando tentam mascarar isso.

  • Djansley Siriaco

    Aí o vídeo termina com “Não fale desse jeito comigo, porque eu sou sua mãe/filha/colega/chefe”.
    Isso não acaba por reforçar a ideia machista de que ‘a figura feminina só é vista da perspectiva do homem’ ou ‘a mulher só tem valor quando tem alguma função para o homem, como a de mãe, filha, esposa etc.’?

    • Juliana Mendes

      Não. É uma campanha que tem os homens como público alvo, por isso direcionam o discurso a eles. Acho que se colocar como “sua mãe/amiga/chefe” é só uma forma desse homem ver uma conexão direta consigo a ponto de suscitar algum tipo de empatia (ou, no mínimo, entendimento da mensagem).

      • Djansley Siriaco

        Eu entendo teu argumento, mas ainda assim questiono. Não deveria ser simplesmente “Me respeite porque eu sou um ser humano”.
        É deprimente que você precise criar uma conexão com a pessoa pra que ela passe a ter algum respeito, é aí que mora o problema

        • Juliana Mendes

          Bom, eu ainda acho que é só uma das frentes de comunicar a questão e não causa problemas porque está até implícito “me respeite porque sou um ser humano e, além disso (que já devia ser básico) também sou essa pessoa que tá do seu lado nas relações de vida” :)

  • capixaba

    E o homem e seu falo? reduzidos a um sanduíche…triste…

  • Mauricio Fleury da Silveira

    Uma campanha dessas na época do Carnaval…tem até um certo tom irônico.

  • Karl Marx

    Eu concordo que algumas marcas destroem sua própria imagem através de um discurso machista, objetificando as mulheres. Porém, a propaganda não tem função de educar ninguém, por mais que hoje possa parecer que tenha. Ela tem o objetivo de vender, de atingir um público-alvo, de seduzir o seu target, esse é seu objetivo. E se o seu target/público corresponde a uma estratégia machista, porquê ela irá fazer o contrário? Dá para pensar em outras alternativas? Claro, é só colocar a cabeça pra fritar que sai um monte de ideias, porém, em um cenário econômico instável, será mesmo que as organizações têm coragem de sobra para mudar a sua comunicação eficiente por uma que talvez não seja assertiva? Vide a Itaipava, o Verão da Aline Riscado, foi um sucesso entre a grande massa do target atingido. Virou cultura popular o termo “vem verão” representando mulheres gostosas no verão. Por mais que milhares de reclamações chegaram na caixa de entrada e caixa postal da Cervejaria Petrópolis, cá estão eles novamente com sua garota propaganda sendo objetificada novamente. Infelizmente essa é a propaganda, doe a quem doer.

  • Quem pensa politicamente correto pode fazer qualquer coisa, menos propaganda… Afinal não fomos nós que criamos a libido e nossa função não é educar o mundo e sim vender a marca/produto do cliente…

    Sejem menas e aproveitem para tomar uma maracujina, lexotan, sei lá…

  • Catena’s Beauty Atelier

    Prefiro pirocas a sanduíches gordurosos.

  • Guilherme Giordano

    não vejo problema algum nesse tipo de propaganda, elas não representam o sexo feminino, nem o masculino, elas representam segmentos desses dois grupos, sim existem homens que só compram um carro caro para impressionar as mulheres, ao mesmo tempo que existem mulheres que só saem com os homens porque eles tem um carro caro, as pessoas precisam aceitar a conviver com as diferenças, porque é errado ser dessa forma? entendo perfeitamente o movimento feminista, as mulheres ainda sofrem muito com nossa cultura arcaica, muita coisa ainda precisa mudar, mas está mudando, está evoluindo, só que o que o movimento feminista precisa entender é que existem mulheres que querem ser tratadas dessa forma, deve-se lutar para assegurar o direito das mulheres que não querem ser tradas assim de não serem tradas dessa forma, mas também devesse assegurar o direito de outras mulheres gostarem de ser vistas desta maneira, aposto que as modelos expostas nas campanhas, por exemplo, não estão se sentindo oprimidas nem nada semelhante, temos que tentar enxergar de todas as perspectivas, de maneira diferente, sempre existirá um lado prejudicado, a diversidade existe e ela deve ser respeitada.

  • Daniel H. G. Mescoloto

    A propaganda consegue chamar a atenção da pessoa para seu produto ou serviço.
    Não tem o dever de reeducar o pensamento errado.

    Imagina se tivesse que passar por uma comissão feminista, para ver se elas estão de acordo. Claro, já que incluímos uma comissão feminista, vamos incluir uma comissão anti-racismo, também uma comissão anti-homofobia e outras até que nenhum seja ofendido/excluido.

  • gandralf

    “Objetificação”
    Mais um capítulo da série #PorqueSim