Campanha “Digitau” do Itaú será julgada pelo Conar por induzir crianças ao erro

Órgão vai julgar propaganda no começo de março

27.jan.2016

Este mês o Itaú começou uma nova campanha para destacar suas funções digitais. Para isso, a campanha une o nome do banco à palavra “digital”, criando uma esquisita “digitau”. O vídeo principal da campanha, que você pode ver acima, não agradou todo mundo – de fato, recebeu tantas reclamações que o Conar abriu hoje um processo para julgá-la.

A campanha, criada pela agência Africa, recebeu 15 reclamações no Conar por que, segundo os reclamantes, induz crianças a escrever “digital” de maneira errada. E como o comercial tem a participação de diversas crianças, isso fica ainda pior. O órgão aceitou as reclamações e vai investigar a campanha com base no seu Código Brasileiro de Autorregulamentação Publicitária, que tem regras bem determinadas sobre propagandas para e com crianças e jovens.

Até o momento a propaganda continua circulando normalmente. Ela só deve ser julgada pelo conselho de ética do Conar no começo de março.

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  • leoleonardo85

    Se eu fosse criança e visse um comercial desse, certamente ia achar que “digitau” está correto.

    • Discordo… Creio que estejamos jogando a culpa para o lado errado da equação…

  • Julio Costa

    Pela lógica corrente, Maurício de Souza teria que desistir do Cebolinha, porque induz as crianças ao erro.

    • Paulo Oliveira

      Pobre Chico Bento e seus “ocês”…

  • Ramón Pedrosa

    Em Teresópolis tem uma loja muito tradicional de material de limpeza chamada Fachinas com CH. Até hoje para escrever faxina corretamente preciso pensar antes.

  • Thiago Montandon

    Ah Conar, sempre sendo um pé no saco ;)

  • Marcelo Bauducco

    Reclamar com o Conar por algo que se resolveria com “não, filho, é só uma brincadeira da propaganda” é foda.

  • Leão de Bronze

    É, amigos, sei o que estão pensando. Se fosse minha agência que tivesse criado essa ideia, primeiro, nunca seria aprovada e, segundo, se desse esse problema, estaríamos convocando os redatores para redigir uma desculpa qualquer para o cliente que aprovou apresentar internamente e tenta salvar nossa pele. Mas, no caso do Nizan, qualquer ideia tosca tá valendo e enche o cu de dinheiro.

  • Roberson Gramosa

    Para quem achou as reclamações ao Conar uma bobagem, gostaria de lembrar que até hoje existem pessoas que cresceram escrevendo Maisena, com “Z”. Sendo que Maisena, com s, se refere à farinha de amido de milho usada na culinária e Maizena, com z, se refere ao nome de uma marca registrada que comercializa esse produto.

    • Bruno Caldeira

      Qual o problema? Para de ser chato! Reclamações sem fundamento algum! É mais fácil reclamar com o Conar do que explicar a diferença entre algo sério e uma brincadeira!

      • Roberson Gramosa

        Sinto muito não concordar! Vivemos numa sociedade onde escrever errado se tornou algo completamente banal. Entendo a brincadeira com as palavras, mas duvido muito que um pai vá ao menos imaginar que seu filho assimilou que a palavra “digital” está escrita de forma errada. Isso é óbvio para o adulto e não para a criança em formação. Tão pouco este pai irá corrigi-la a tempo dela cometer um erro numa redação, por exemplo. A campanha em questão nem se deu ao trabalho de colocar um acento agudo no “U”, assim como no nome da empresa. O que reforçaria mais ainda essa diferenciação das palavras. E olha que este Banco tem vários projetos sociais ligados a Educação! Sei que estamos na época do “mimimi”, mas cada caso precisa ser tratado com o devido discernimento.

        • Guilherme Giordano

          cara, existe uma coisa chamada escola, lá as crianças irão aprendera norma padrão de se escrever (PADRÃO, não correta, o correto para um é incorreto para outro, e isso deve ser respeitado).

    • Concordo e discordo… Isso acaba caindo no conceito de usar “Leite Ninho” como sinônimo de leite em pó… Também há casos de regionalismos: Água Sanitára é mais conhecido em São Paulo como “Cândida”, já em Fortaleza chamamos de “Q-Boa”…

    • Guilherme Giordano

      tu entende ao que as pessoas estão se referindo? se tu compreende que estas pessoas estão se referindo à farinha de amido de milho, a palavra, mesmo escrita de forma incorreta perante a norma padrão, teve o mesmo sentido, então qual o problema? alguém resolveu chamar a farinha de amido de milho de Maizena, assim como uma marca decidiu chamar a Maizena de Maisena, quem és para me dizer qual é correto, só porque alguém decidiu chamar algo de uma forma, não me tira o direito de chamar de maneira diferente. A língua está em constante mudança, as regras só existem para melhor compreensão da língua, evitando ambiguidades e outros problemas, mas uma marca, assim como qualquer indivíduo, tem o direito de alterar uma palavra, para esta ter a conotação que estes desejarem. É ignorância pensar que se existe um modo correto de se fazer algo, pois este método foi criado por alguém, então nada tira o direito de outro alguém usufruir de método diferente.

      • Roberson Gramosa

        Meu caro! O que eu entendo é vivemos numa sociedade onde escrever errado se tornou algo completamente banal. Entendi a brincadeira com as palavras na campanha, mas duvido muito que um pai imaginar na hora que seu filho assimilou que a palavra “digital” está escrita de forma errada. Isso é óbvio para o adulto e não para a criança em formação. Tão pouco este pai irá corrigi-la a tempo dela cometer um erro numa redação, por exemplo. A campanha em questão nem se deu ao trabalho de colocar um acento agudo no “U”, assim como no nome da empresa. O que reforçaria mais ainda essa diferenciação das palavras. E olha que este Banco tem vários projetos sociais ligados a Educação! Sei que estamos na época do “mimimi”, mas cada caso precisa ser tratado com o devido discernimento.

  • Bruno Caldeira

    Que povo chato do caramba! Primeiro, seu filho não deveria estar aprendendo a escrever com a televisão. Segundo, é só explicar que isso é um trocadilho com a palavra!!!!!!!

  • Luccas Forta Vassoler

    Cade a galera do “o mundo está chato demais”? Esse é um belo exemplo do lixo que estamos nos tornando.

    Fico imaginando o gente fina que denuncia uma campanha dessas.

  • Não tem problema. No celular ou tablet tem corretor.

  • Gente, não é que o mundo tá chato, nem que o trocadilho não seja bom.
    O lance é que o Itaú tem todo um posicionamento de marca que se reflete em todas as suas campanhas, e muitas deles envolvem o Itaú Social, que envolve crianças, leitura, cultura em geral… daí o mesmo banco pega todo o conceito e ‘joga fora’ ao utilizar crianças cantando o jingle e em PLENAS FÉRIAS ESCOLARES. É muito maquiavélico da parte do planejamento, o que acaba enfatizando todo o mimimi. O trocadilho é bom, funciona, mas não deveria utilizar crianças, não se vc é o Itaú, não sendo férias, não no meio do desenho animado.

    Quem acha que é bobagem, que o Conar não presta e que se irrita com gente problematizando, vcs estão no lugar e talvez na área errada do conhecimento/profissão. Olhem o todo, não só o trocadilho pelo trocadilho.

    Só uma boa sacada não ganha um jogo todo.

  • Guilherme Giordano

    Ridículo.

    • Guilherme Giordano

      a língua esta em constante metamorfose e serve para comunicar, a partir do momento que o locutor fala e o ouvinte compreende, não existe erro. Os “letrados” ainda não compreenderam que as regras linguísticas são para facilitação da comunicação e não para complica-la.

  • Daviksson H.

    Achei muito boa a propaganda. E se ‘induz a uma escrita errada’ das crianças, simples, que os pais apresentem o certo (como já aparece no próprio comercial) e estreitem os laços com os filhos. Não é função da propaganda educar, muito menos quando é apenas uma brincadeira com o nome da empresa. Apenas isso. E se a criança escrever errado, ela aprende depois com pais, professores e, hoje em dia, corretores ortográficos ou um bom dicionário.

  • fulvioramos

    o que eu acho pior é o Conar abrir processo por 15 reclamações das dezenas de milhões de visualizações que já ocorreram

  • Fabiano Amaro Costa

    Claro, tirando esse comercial do ar as pessoas não falarão nem escreverão mais nada errado. #sqn. Brigar pelo investimento em ensino, ninguém quer né. Cadê o orgão que pune a falta de investimento em educação?

  • Ed Zign

    Fico indignado da discussão girar em torno do ‘u’! Pra começar criança não devia ser target de banco mas sei lá… A visão deles é mais a longo prazo do que parece.

  • Ed Zign

    Meu filho não vai escrever errado, isso posso garantir. Mas ajudar a escolher o banco, quando for o momento, é impossível depois dessa.

  • Mas era fácil evitar isso e manter o posicionamento. Era só usar um recurso gráfico qualquer e destacar o “itaú” na palavra.
    Por exemplo escrever: digITAU ou então uma cor diferente no “dig” e no “itau” ou mesmo pesos diferentes na tipografia.

  • Caio Lopes

    Não tem nada a ver com frescura ou chatice. Essas 15 pessoas provavelmente odeiam o Itaú e procuraram qualquer coisinha pra poder prejudicar o banco.

    • Ed Zign

      Claro que eu odeio o itaú. É o banco que eu uso. Não tem como odiar outro…

  • Diogo Montecarlo

    Como gostaria de ver o Banco Itaú pronunciar-se assim: “O Banco Itaú convida essas 15 pessoas que acreditam que o jogo de palavras, a brincadeira, a “titulação” de raiz, moleque… enfim, convida que eles se retirem do país com suas respectivas famílias, para que possamos avançar mais rápido e nos concentrar em formar pessoas mais inteligentes. O país não necessita de pessoas que desconsiderarão todos os 17 anos de educação (ensino médio) e nunca mais escreverão corretamente por ver um comercial de 30 segundos. E se ainda tiver o mimimi de que uma parcela da população não chega a ter os 17 ou os 14 anos de formação fundamental, te digo que escrever “Digitau” é o menor dos seus problemas…” Abram a temporada de caça aos chatos!

    • Ed Zign

      Oq vc tentou dizer velho? Primeiro q o itaú nem está aqui. Nem precisa trazer ele pra conversa na boa…Pega essa: “Quando o esperto aponta, o idiota olha pro dedo…”

    • Felipe Romao

      Diogo nao liga para o Ed zign nao, eu entendi o que vc disse e voce esta certissimo
      Nao é possivel que 15 pessoas seja um numero consideravel para acabar com uma campanha… aff

  • Danilo F

    Essa Conar como outras tantas agencias reguladoras q existem nesse país deveriam ser extinta;