“The Internet Ruined My Life”, série do canal SyFy, é exatamente o que seu nome implica

Série aborda histórias reais de pessoas que passaram por maus bocados na web

24.fev.2016

O canal americano SyFy publicou esta semana uma prévia de 10 minutos da sua próxima série “The Internet Ruined My Life”. A série conta a história de 12 pessoas que tiveram experiências horríveis com a web, seja por publicar um comentário infeliz que foi mal interpretado ou por provocar a ira de fãs de celebridades.

No primeiro episódio, que você pode assistir em parte no vídeo acima, vemos a história (dramatizada) de Suey Park, ativista asiática-americana que publicou um tweet sobre uma piada possivelmente racista no programa “The Colbert Report”. No tweet ela pedia o cancelamento do programa, o que acabou gerando ameaças de morte e até um sniper na sua janela.

Além de Park, a série também vai contar a história de Leigh Van Bryan, que publicou um tweet que foi interpretado pelo governo americano como uma ameaça ao país, Brianna Wu, que deu início ao polêmico #gamergate, e Allyson Pereira, vítima de “revenge porn” por parte do seu ex-namorado. Veja mais detalhes neste site.

A série estreia nos EUA no dia 9 de março e a julgar pela quantidade de dislikes no vídeo acima é possível que não passe nem da primeira temporada. Não há uma definição ainda se a série vai ser exibida no canal SyFy Brasil.

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  • gandralf

    Lição 101: o serumano é o pior tipo de gente.

    Isso inclui mentiras.

    Vai ter gente exagerando. Vai ter sensacionalista aproveitando isso. Vai ter gente comprando a história.

    Assim, cuidado com as histórias tristes que você ouve. Visão crítica e exigência por evidências é uma prática recomendada. Considere contrapontos, mesmo que pareçam desagradáveis à primeira vista.

    De qualquer forma, isso esfrega em nossa cara o quanto nosso senso de justiça é tosco. É comum pedir a cabeça de alguém por um deslize. E mais comum ainda pedir a cabeça de alguém porque não concorda contigo.

    Menos justiçadas, mais ceticismo e tolerância.

    Ex de um vídeo crítico (bem ácido, mas que certamente levanta pontos válidos) a um destes “episódios”:

    Já este aqui faz mais sentido

  • A culpa não é da internet.

    Naturalmente, há sempre repercussão (positiva, neutra ou negativa) quando expressamos a nossa opinião num espaço público. É uma tolice pensar que receberemos palmadinhas nas costas por tudo aquilo que escrevemos online.

    Certamente, há opiniões que irão ofender ou irritar alguém e essa pessoa irá reagir da forma mais adequada à sua personalidade, aproveitando a falta de empatia que um dispositivo ligado à internet gera.

    Cuidados e caldos de galinha, nunca fizeram mal a ninguém.