Capa Mamilos 61, usando o template do programa (as capas são sempre iguais, com o logo do programa, só personalizadas com nome, número e fotos). Título: Libertação animal e paternidade.  Na capa constam também as fotos de Rodrigo Hilbert e de um pai negro segurando seu bebê.

Mamilos 61 – Libertação Animal e Licença Paternidade

Jornalismo de peito aberto

18.mar.2016

Sim, a semana foi muito doida, sim aconteceu muita coisa na política e justamente por isso não deu pra falar a respeito. Mas aconteceram outras coisas também sabia? E é disso que vamos falar, da polêmica Rodrigo Hilbert x Ovelha e também e a Licença paternidade de 20 dias. Relaxa, e vem conversar com a Itali e o Marco Túlio

Dá o play nesse Mamilos.

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Leia o programa na íntegra aqui.

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Trilha sonora desta edição – Karol Conka
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MERCHAN
Cannes Lions, em parceria Unicef, vai promover o Young Lions Health Award, um prêmio dentro do Lions Health que desafia jovens criativos a desenvolver uma campanha para sensibilizar aos profissionais de saúde sobre a importância de brincar para o desenvolvimento infantil. E para quem não tem ideia de como trabalhar este tema, a Fundação Maria Cecília Souto Vidigal, especialista em Primeira Infância, pode ajudar. Este ano, eles vão lançar o longa-metragem “O Começo da Vida”, em parceria com o Instituto Alana, Fundação Bernard van Leer e a Unicef, sobre o assunto.

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GIRO DE NOTÍCIAS

Start-up francesa usa bactérias para iluminar fachadas e ruas sem gastar eletricidade

Karol Conka “tomba” no Lolla

As manifestações de domingo

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TT

Rodrigo Hilbert e a Ovelha

Sobre o caso e caos do abate de ovelha

Textão de contra-ponto ao caso da ovelha e do Hilbert

Um olhar vegano sobre a situação

Pedido de desculpas do Rodrigo Hilbert

Licença paternidade de 20 dias

Entendendo a licença paternidade

Notícia do Senado sobre a lei da licença paternidade

Qual o custo da licença paternidade?

Netflix dá até 1 ano de licença paternidade para reter talentos

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FAROL ACESO

Ju Wallauer
Podcast Radio Lab Episódio Debatable

Livro Livro 13 Mandamento

Cris –
Artigo Como a guerra ao ‘politicamente correto’ explica ascensão de Trump

Itali –
Canal de Youtube Justicando

Site Jogo de Damas

Marco –
Estudo Teaching Data and Computational Journalism

Curso online: Python Para Zumbis

Livro O nome da Rosa (Umberto Eco)

Playlist Forrozêra Xamegada

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Comente

  • Sávio Lorenzoni

    eu como carne e senti falta de representatividade, e isso se deve pelo discurso, não pela quantidade de pessoas que tem a mesma opção alimentar que eu, mesmo amando vocês, devo dizer que me responder que, não faltou representativa, só porque todos ali comiam carne, como foi no tt, foi como a resposta de um racista que diz que não é pelo fato de ter um amigo negro, fiquei primeiramente decepcionado com a polarização, e muito mais depois com a resposta dada pelo tt, espero que tenha me expressado bem, sinto que meu primeiro comentário, depois de tanto tempo escutando vocês, seja uma critica, mas não pude deixar essa passar.

  • Thiago Amaro

    Eu queria muito um Mamilos sobre política de novo, igual da semana passada de 2 horas, mas tipo na última hora…opss últimos 30 minutos aconteceu tanta coisa, que o programa ficaria desatualizado!!! Ouvindo!!! Parabéns!!

  • Patrícia

    Sobre a polêmica com o Rodrigo Hilbert: é, fica complicado ser onívoro e achar que a carne dá em bandeja. Saber que é um animal que já esteve vivo é o mínimo. Então também achei ridículo pessoas que comem carne surtarem ao ponto que surtaram.

    Agora, todo o debate sobre isso ser crueldade e sobre direitos dos animais, eu entendo o seguinte: “Direito Animal” é algo que existe para NOS confortar. Animais não filosofam. Acho importante que se entenda que qualquer coisa que se decida sob esse aspecto é somente para satisfação e bem-estar moral do ser humano. Os animais não tem – e jamais terão – consciência e nem voz para participar desse debate. Não é sobre eles, é sobre a gente.

    E é por causa disso que eu considero veganismo apenas uma escolha pessoal, e nada além disso. Veganismo nada mais é do que fazer aquilo que lhe deixa mais confortável. Assim como permanecer onívoro.

    Sobre “mas você TEM QUE VER como a carne que você consome é produzida”, eu creio então que quem se veste TEM QUE VER as condições horríveis de produção no campo, pra depois ver as condições terríveis nas fábricas. Quem consome eletrônicos TEM QUE VER asiáticos sofrendo semi escravizados pra produzir mais barato, e assim por diante. Quer dizer, todo mundo é um FDP – a Eliane Brum pra variar tem um textão sobre isso: http://brasil.elpais.com/brasil/2016/02/29/opinion/1456756118_797834.html

    Meu ponto de vista a respeito desse problema colocado por ela é que no mundo em que vivemos isso no momento é inescapável, e só nos cabe cobrar pelo que vemos pontualmente na mídia – porque tem muito mais que não vemos e nem veremos, mas tomaremos parte sem saber. Deveríamos então no mínimo ter mais empatia uns pelos outros, no que tange o nosso consumo irresponsável, ao invés de sair trocando acusações de hipocrisia e crueldade.

    Sobre o tema da paternidade: a única coisa que eu realmente acho disso tudo é que o mercado de trabalho ensandeceu; e a procriação não é a única coisa que ficou prejudicada no processo. Precisamos dar uns passos atrás no fenômeno do “downsizing” e regulamentar o trabalho pra que ele seja humano novamente. Quer dizer, 2016 e as pessoas são obrigadas a trabalhar das 8h às 22h porque existem celulares pra isso, porque as equipes são cada vez mais enxutas pra maximizar os lucros, porque “pega mal cumprir só as suas horas contratadas”. Isso parece a reinvenção das condições toscas de trabalho da revolução industrial.

    A realidade é que nossas necessidades fisiológicas e familiares não vão mudar porque o mercado não quer saber delas. Pergunte pra atendente de telemarketing com infecção urinária porque nem no banheiro a infeliz pode ir.

  • gandralf

    Quando morei no Chile, tive contato com a legislação sobre a licença paternidade/maternidade. Achei bacana.

    Lá é dado um número total de meses para o casal, sem especificar o quanto fica para cada um. Eles são livres para decidir de acordo com suas peculiaridades.

    Não me lembro quantos meses são no total, mas suponha que sejam 6 meses para o casal. Daí eles podem escolher 3 meses para cada um. Ou dois meses para um e quatro para o outro. Ou um/cinco.

    Fofo, não?

    • Pra mim esse seria o formato ideal. Se um dia a gente conseguisse viabilizar como sociedade 1 ano compartilhado, seria o ideal, pq é a fase de construir o sistema imunológico. Conversar sobre part time job, meio período também seria um imenso avanço. Não faço ideia de porque aqui seja um tabu tão grande.

  • Tisco

    Sou onivoro do interior e criado em roça, desde pequeno tive contato com os animais da fazenda. Soube desde criança que as carnes que comia no almoço e na janta eram animais mortos e que nos serviam de alimento. Para os onivoros escandalizados recomendo que virem vegetarianos. Porém não me sinto menos humano por matar um animal para comer, não excluo o ser humano do reino animal.

  • Michele Souza

    O interessante é a frase da Chris quando a Itali fala sobre a produção de leite: “É muito desumano…”
    A grande incoerência de veganos, defensores dos animais e carnívoros é justamente essa. Enquanto humanizamos alguns animais, fofinho, peludinho, de olhos frontais, desanimalizamos outros.
    Duvido que haveria essa comoção toda caso o apresentador tivesse, pescado, matado, limpado e cozinhado um peixe ou um caranguejo. Se o prato do programa tivesse sido tanajuras (formigas) por exemplo, comumente consumidas no nordeste do Brasil, o discurso não seria “Nossa, qual a necessidade de se comer esse ser vivo?” e sim “Comer formiga. Eca!”
    Eu como bióloga aprendi que a vida deve ser respeitada, independente de sua classificação ou grau de complexidade. A alimentação é algo natural e bastante violenta em grande parte das vezes (vide qualquer documentário do Discovery Channel). Humanizar os animais é tão ingênuo quanto achar que seres humanos não são animais. Questionar os métodos da industria alimentícia é válido. Pensar que, o fato de sermos dotados de inteligencia torna imoral o ato de matar para comer, seja qual for a forma de vida, é mistificar demais os nosso mero status de primatas onívoros.

    • Patrícia

      Fato. Só nos ressentimos e criamos teorias sobre “Direito Animal” pra falar de mamíferos. E não é qualquer mamífero. A Luisa Mell só montou operação de resgate porque tinha “Beagles fofinhos” naquele laboratório. O que incomodou é que eram cachorrinhos, pets. Não tem vídeo de resgate em laboratório, em parte nenhuma do mundo, com resgate de camundongos. Tem pra resgate de cachorro, de macaco.

      Toda essa retórica vem sempre em cima de uma humanização dos animais. Em um dos artigos citados na publicação, o autor chega a falar: “Imagina se fosse um ser humano pendurado no lugar da novilha?”. E é isso, não é um ser humano. Então inferir que a vida de um animal é igual à nossa, superior ou inferior é apenas uma avaliação moral de ordem subjetiva.

      • Meninas vale uma teta sobre o assunto pra aprofundar a discussão, porque quem fala de Libertação Animal tá discutindo especismo mesmo e questiona o sofrimento de todos os animais que sentem medo e dor como os humanos.

        • edujakel

          só queria deixar aqui meu elogio em sobre como vc conduz as discussoes no programa (estou falando num geral, de alguns que já escutei). Tenho muita admiracao em como vc enxerga as coisas num contexto geral, apresenta um contraponto (mesmo qdo nao é essa a sua opiniao), e sabe dosar e “managear” os convidados. Parabens.
          Ps. Antes de entrar no site qdo só escutava vc falando, eu achava q seu nome era um apelido: Juva Lauer….rs

  • fagner

    Meninas, sobre o giro de noticias 1: concordo em muito do que foi falado, mas discordo principalmente da frase de Marcelo Paiva. o povo já está nas ruas a muito tempo, professores, estudantes, trabalhadores e usuários da saúde… todos fazem atos que na grande maioria planejamos que sejam tranquilos e sem violência. o problema é que ao contrário do ato de domingo, não conseguimos “combinar com os russos”, não adianta organizarmos uma passeata tranquila com tudo que é de direito, se nessas passeatas que citei a policia atua com truculência (na grande maioria das vezes) sem ser provocada. temos que analisar muito bem o que ocorreu domingo, quem sabe não descubramos o que aquele movimento tinha que faltou em movimentos como o dos professores do paraná ou das manifestações de julho principalmente no RJ e SP.

    • Na minha opinião TODOS os olhos da opinião pública voltados atentamente para a reação da polícia.

  • Surfista Aluminado

    As coisas nesse país só acontecem de quinta pra frente… isso prejudica a sincronia das pautas do Mamilos.. hehehehee
    mas acho que essa pauta serviu pra dar um respiro nas de politica que foram bem revisitadas nesses últimos programas… mamilos é o melhor podcast de todos.

  • Jean Carlos Oliveira

    Acabei de assistir o novo filme da Disney, Zootopia, e ele é uma aula de como falar de preconceito de uma forma leve e tão linda! Estou simplesmente apaixonado em como eles conseguiram tratar um assunto tão complicado em um “filme para crianças” de uma forma que não fica em hora nenhuma piegas.

  • Gabriel E. Bruna Zilki

    Pessoas nada contra vegetarianos, cada um come o que quer contanto que não “encha o saco do outro”, mas esses argumentos apresentados no programa foram muito fracos, me pareceu discussão de filosofia de primário.

    Com relação à necessidade ou não de comer carne, se derem uma olhada nas ultimas tendências, a pirâmide nutricional está se invertendo, colocando a proteína e lipídios com maior destaque, justamente pq a anterior dava ênfase nos carboidratos e isso provavelmente é responsável pela pandemia de obesidade que enfrentamos no mundo hj…

    Com relação à ordenha de vacas, não vou dizer que não há abusos (onde há um ser humano haverá abusos…), mas uma vaca estressada “não dá leite” da mesma forma que uma mulher. Isso é fisiológico é só dar uma olhada na cascata da prolactina…

    Quando ao “enfiar a mão no rabo das vacas”, isso é feito para se verificar se a vaca está prenha, em caso negativo pode-se fazer nova inseminação artificial. Bem eu não sei se quem comentou isso já teve algum filho, mas é procedimento normal e necessário fazer o toque vaginal nas mulheres para se verificar a dilatação na hora do parto e o processo de inseminação artificial em humanos e animais não é tão diferente assim. Sem contar que se está assegurando que aquela vaca ira passar seus genes adiante (explico no próximo parágrafo).

    Outro abuso que não foi citado é injetar silicone no ubre das vacas para ganhar campeonatos e etc (como qualquer outro aparente abuso, a lógica é a mesma)… Pensando bem isso poderia ser uma coisa chocante pra maioria das pessoas, mas por outro lado, pensando por um viés evolucionista, se essa vaca ganhar a competição (mesmo sendo abusada pelos humanos) ela ira espalhar seus genes em centenas de milhares de proles no mundo todo, ou seja, será bem sucedida “evolucionisticamente” falando.

    Só mais um argumento (pq sou chato mesmo), alguns aminoácidos essenciais só vem de origem animal, então mesmo querendo ou não uma hora ou outra vc terá que “usufruir” de um animalzinho (eu sei esse foi fraco, mas escrevi só pq sou chato mesmo, mas não deixa de ser verdade).

    Obs: acho q é valido questionar a industrias e seus abusos e etc, mas por favor, vamos aprofundar isso…

    • Gabriel pra aprofundar a gente faz uma teta sobre Libertação Animal, esse programa era só opinião sobre a polêmica do Rodrigo Hilbert ;)
      Mas esse assunto rende muito e já tá na fila há algum tempo. Não rasgue seus cupons que tem bastante contraponto ao que você colocou aqui.
      Bjs

      • Gabriel E. Bruna Zilki

        kkk, Ju, depois pensei em editar meu comentário, quando escrevi tinha chegado em casa umas 2 da madruga, cansado de uma semana estressando e com umas cervejas na cabeça… Me desculpem se o tom não foi muito amigável, “juro” que estou tentando melhorar ( o mamilos ta me ajudando nisso, mas pelo jeito vai um tempão ainda kkkk).

        De qualquer forma ficam minhas reflexões sobre o tema, só não levem o tom muito a sério. Abçs

  • André Eggers Muniz

    Oi menina, eu queria falar que eu amei o programa e dizer que como vegano dei a minha aprovação nos comentários de vocês sobre a questão do abate animal. O que eu vi na comunidade vegana que o pessoal ficou mais chateado nesses últimos tempos não foi com do programa do menino (eu não me lembro o nome dele hahahahaha) que matou a ovelha, mas sim um episódio da malhação. Recentemente, a malhação teve uma menina que era vegetariana no programa. Pasmem, eles só criaram a menina para fazer uma propaganda de venda de carne no estilo “friboi, nossas carnes são tão boas que nem os vegetarianos resistem”. Isso realmente me incomodou, porque eles poderiam fazer um trabalho muito bom com o personagem dessa menina para passar a mensagem do vegetarianismo/veganismo. Eu me lembro que quando eu era pequeno o primeiro contato que eu tive com o vegetarianismo foi o episódio dos Simpsons em que a Lisa virou vegetariana (acho que o nome é “Lisa, the vegetarian”). Foi um episódio tão bem feito que fez o meu eu de oito anos querer virar vegetariano (sem sucesso na época, porque eu não comia salada. E achava que bala de goma verde era considerado salada, obviamente hahahahaa).
    Outra coisa, eu adorei o comentário da Ju sobre o como pessoas ficam bravas pelo simples fato de você ser vegetariano. Eu nunca tento impor o veganismo para outras pessoas, mas por algum motivo muitas pessoas acham que podem me convencer a parar de ser vegano. E não são nem bons amigos. São simplesmente conhecidos! É muito estressante. E o pior é que todo mundo acha que tem direito a fala sobre o que você come. Eu sinto uma empatia muito grande quando eu converso com alguma amiga minha que ficou gravida e ela fala que todo mundo decide que eles tem o direito de te falar o que comer! Eu sempre falo um grande “SIM! ESSA É A MINHA VIDA, ESSE É O MEU CLUBE!”. É um todo o dia ouvindo gente te falando sobre “mas se você não comer carne você não vai conseguir proteína, ou então um “mas nem peixe?”. E dá muita agonia ter alguém que você nem conhece te dizendo “mas os animais foram feitos para morrer”, ou “mas Jesus comia peixe. Você está dizendo que Jesus era uma pessoa ruim?”. Eu só quero comer a minha lasanha de carne vegetal e queijo de mandioca em paz hahahaha. Não estou querendo ofender a religião de ninguém.
    Beijão de Foz do Iguaçu, amo o programa*
    *ah, mais uma coisinha hahahaha. Eu estou tão viciado no programa que eu puxei assunto com uma mãe na minha academia sobre a escola do porto por causa de vocês hahahaha vocês são o meu vicio do bem <3

    • André Eggers Muniz

      lembrei de mais uma coisa. O veganismo é estranhamente visto por muita gente como uma doença. No bem estar esse ano uma nutricionista que se considera especialista em vegetarianismo e veganismo disse que o veganismo está um passo a baixo da anorexia! Isso cria um estigma sobre o movimento muito grande… E é muito estranho ouvir isso, porque eu como muito haahahaha

    • hahahaha sei super o que você passa André. obrigada pelo carinho. :*

  • Victor Souza

    A OMS não dispensou o uso de carne, ela pede um consumo bem moderado. Moderação não é proibição. Inclusive eles citam as vantagens que a carne possui na dieta. O que a OMS pediu para que não se consuma, ou reduza muito são os embutidos. Mas vocês disseram corretamente: O que não se sustenta é a grande indústria de produção e consumo massivos de carne e derivados. Isso realmente precisa acabar.

    Eu não concordo de jeito nenhum de levar as visões e direitos humanos aos animais. Animais não são seres racionais e não fazem parte da sociedade. Ele merecem claro TODO o nosso respeito, merecem dignidade, tratamento adequado minimizando ao máximo sofrimento e principalmente respeito a natureza e ao equilíbrio ambiental. Mas eles não são pessoas. Ponto. Nós que botamos essa visão humanizada e moral nos animais, mas eles são apenas animais. A cadela não cuida dos filhotes porque é boazinha, ou o leão não mata a gazela porque é malvado. Animais não devem ter o mesmo nível de direitos que pessoas.

    • Eu acho que essa discussão é mais profunda e pede uma teta ;)

  • Fernando Medeiros do Nasciment

    A pedido da Ju Wallauer, copio aqui meu comentário que eu fiz no grupo Mamilos Melhores Ouvintes:

    Eu falei por alto num post meu, isso pra mim tá relacionado com a higienização das relações, principalmente com a morte. A gente não quer mais saber, nem ver, nem lembrar, que podemos morrer um dia. Então a gente afasta isso da gente o máximo possível. Cada vez mais os idosos, os doentes, são postos na margem da nossa sociedade (em hospitais, asilos), pra que a gente não lembre, já que eles são prova da nossa finitude. Ver alguém morrer, ou ver algum ser sendo morto, é o ápice disso. Não velamos mais nossos parentes em casa, não matamos mais os bichos que comemos. E detestamos ser lembrados dessas coisas.

    uma palestra do Karnal que eu adoro:

  • Madinha

    Sobre a licença paternidade: Trabalho diretamente com o “chão de fábrica ” que é um meio predominantemente machista e o entendimento deles dessa licença paternidade de 20 dias é : “20 dias de descanso e cerveja comemorando a chegada do muleque”.
    Nao adianta ampliar a licença se o entendimento da maior parte da população é de que quem tem que ajudar a recém mae sao as mulheres da família(avo, sogra, irmas, tias…) ou mesmo a vizinha ou amiga, mas isso não é papel de homem.
    Quanto as férias a maioria nao quer “perder” as ferias com recem nascido em casa…deixam pra tirar quando o bebe “ja fizer alguma coisa”.
    Ou seja, entendo que pra classe social que mais precisaria desse benefício, que nao tem dinheiro pra pagar babá e empregada esse benefício será quase inócuo se não houver concientizacao do papel do pai nesses primeiros dias.

    • Mas quem vem primeiro, o ovo ou a galinha? Adianta o pai ter consciência, vontade e responsabilidade se ele não tiver meios de ajudar em casa? Aqui está um passo BEM pequeno. 20 dias pra ele ajudar quando o perrengue é maior, que ele pode juntar com 30 dias de férias. Se rolar essa conscientização a partir disso, podemos discutir outras formas. Eu acho. ;)

  • Sergio Augusto Do Nascimento T

    Ju, queria só registrar q eu achei sensacional a sua explicação do argumento econômico sobre a licença paternidade, pois a galera q tem uma visão mais de esquerda, tende a colocar a visão liberal sempre como sendo os malvadões q só se preocupam com o lucro e isso nem sempre é verdade. Eu achei q devido as opiniões dos dois convidados (Itali e Marco) o programa estava tendendo mais para esse lado (de esquerda), mas ai entrou vc, com sua excelente explicação. Quase levantei e aplaudi em pé…kkkk. Achei bem legal mesmo, parabéns!
    No meu ponto de vista, o problema dessa visão mais de esquerda, de estado mais paternalista, é q ela dificilmente se preocupam com as consequências q essas intervenções do estado podem causar. Muitas vezes uma intervenção bem intencionada, pode prejudicar justamente a quem se tentou ajudar, e se aparece um liberal contra a intervenção, as pessoas o pintam de malvadão. Se desse para resolver tudo na canetada, era só colocar um salario minimo de R$10.000,00, auxilio maternidade e paternidade de uns 2 anos pra cada, e pronto estaria tudo lindo, seria o Brasil perfeito. Sqn! E pq as pessoas não defendem isso? Pq elas sabem q não funcionaria. E se elas entendem q não dá pra fazer uma intervenção desse tamanho, pq será q elas não entendem q as medidas de intervenção menores tb tem o seu impacto? Qualquer intervenção, por menor q pareça, tem q ser muito bem pensada e muitas vezes nem avaliando muito bem a situação é possível prever seu impacto.
    Bom é isso ai, só queria dar meu pitaco liberal. Bjos, e parabéns pelo programa.

    • Obrigada <3 O que a gente tenta no Mamilos é justamente mostrar que embora a gente possa chegar em conclusões bem diferentes existem pontos de partida compartilhados. Todo mundo quer um mundo mais confortável, mais próspero, mais seguro, mais justo. A gente se perde é no caminho de como conseguir isso. hehehe

  • Paloma Delgado

    Um programa que fala de libertação animal e nenhum vegetariano na mesa? Cadê Merigo geeeemtxi?

    • Tava em Austen, no SXSW nesse dia ;)

    • Leandro Aleixo

      bem como nenhum representante da produção animal, nós saímos como vilões nesse programa

  • Mike Lopes

    Olá Meninas, ótimo programa, pelos temas e para arejarmos a mente tão bombardeada de Lulas, Moros e etc.

    Em relação a licença paternidade e paternidade ativa eu vivi os dois extremos, um quando eu era freela e precisava recusar ou negociar alguns horários para ficar com minha filha e as pessoas me viam com um alien, e hoje como funcionário público onde vez por outra preciso trocar um horário ou me ausentar pelo mesmo motivo e tudo é visto com naturalidade. Estamos avançando e o aumento da licença faz parte disso.

    Quanto à racionalidade do debate, ou “quem vai pagar a conta”, é um debate importante e que deve sim ser feito, mas não pode ser feito somente do lado de cá. Salvo engano a Itali falou que o mercado não tem nada de racional e eu concordo.

    Na momento de definir salários, deslocamento, alimentação, cuidado com crianças na ausência dos pais entre outros pontos nunca o argumento da racionalidade é colocado na mesa.

    Então, se for (e deve ser) pra racionalizar os direitos, temos um longo caminho paralelo para racionalizar todo o funcionamento do mercado, sobretudo no que tange a condições mínimas e dignas de trabalho.

    Xêros e até a próxima ;)

  • Luccas Forta Vassoler

    Primeiro gostaria de adicionar um ponto que eu acho que não foi debatido com clareza. Tenho 4 pessoas próximas na família que são vegetarianas e tem uma dificuldade enorme em compensar a falta de ferro. Na boa, não cheguei a olhar a nota que a OMS soltou sobre ser possível ter uma dieta balanceada sem comer carne, mas eu posso dizer que existir uma possibilidade não significa que ela seja “de boa”.

    Sobre a parte das pessoas não quererem ver a morte da ovelha, eu fico dividido nessa opinião. Por um lado, eu concordo que o fato das pessoas terem ficado tremendamente horrorizadas é uma prova clara da alienação que podemos chegar. Por outro, comer carne não significa que eu queira ver num programa sobre culinária um animal sendo morto. Porque quando eu quebro a perna eu gosto muito de ser tratado por um ortopedista, mas isso não quer dizer que eu quero assistir o procedimento. Me soa meio sem lógica esse argumento.

    Ainda sobre a carne, é engraçado ouvir que um vegetariano não condena você por estar comendo “um animalzinho indefeso”. Não sei em que mundo isso não acontece. O fato de você ver muito mais um lado do que o outro, parece ser bem mais por uma questão de quantidade de pessoas defendendo um lado e não o outro.

    De fato, parece ridículo que ainda tenhamos que comer esta quantidade absurda e insustentável de carne, e mais ainda, discordo da maneira que fazemos isso. Existe uma crueldade absurda nos métodos atuais de estoque de matéria viva, no processo de abate, etc… e isso tem que acabar. Mas ter dó de comer um animal? É apenas negar a sua essência humana, de que fazemos as coisas porque gostamos e não porque precisamos.

    Trocando de assunto, a questão da paternidade é mais complicado. Quando a Itali coloca a questão da Dinamarca, precisamos pensar o que significa ter um filho lá e um filho aqui. Conceber um ser no nosso país não é motivo de comemoração para ninguém, se não para as pessoas ao redor daqueles pais. Ainda mais em regiões mais pobres, onde é sempre aquela história de “dona Socorro teve 8 filhos e não consegue criá-los.”

    Tirando a questão social de lado, ainda tem a questão financeira. Não vamos nos enganar achando que o Brasil é um país bom para as pequenas e micro empresas. Não é. Isso força o empresário a sempre pensar na máxima eficiência, e por questões que são uma mistura de ignorância e medo, ter decisões equivocadas sobre um determinado assunto. Cabe sim ao governo incentivar, para variar, a situação oposta. Fica meio feio continuar com essa ideia do empresário malvado que só pensa no lucro.

  • Cônka ou Conká

  • Isis César Dalla Costa

    Oi gente. Deixo como sugestão o documentário do Netflix “Cooked”. Só assisti o primeiro episódio, “Fire”, que fala sobre essa nossa relação com o alimento e o fogo. Como isso foi evoluindo com as tradições e a nossa relação do animal como alimento. Os outros episódios também parecem bem interessantes, de maneira bem tranquila p/ assistir!
    Beijos Chris, Ju e Caio!! Adoro vocês!

  • André Eggers Muniz

    oi meninas, eu queria dar uma recomendação. Uma querida amiga minha fez um infográfico para o tcc dela super maravilhoso sobre doação de cabelo: http://forcanaperuca.esy.es/ . Tem todas as informações necessárias para quem que doar o cabelo e foi feito com muito amor, carinho e suor hahahahha. Eu realmente tenho que compartilhar, porque está ótimo!

  • Vanessa Dantes Santos

    Acabei de ouvir o programa e concordo com vc Michele Souza (abaixo). Mesmo porque há umas semanas atrás ele fez caranguejo e, como todos sabem, pegou os bichos vivos, adormeceu no gelo e cozinhou. Mas não vi tamanha comoção.

    Eu como carne, porém convivo com 1 irmã vegetariana (de boas) e 1 irmã e 1 irmão veganos ( que ficam fazendo discurso em todo churrasco família rss). Além disso, meu filho é alérgico à leite, o que me fez aprender muito sobre alimentação e entrar no universo vegano nos últimos 3 anos, porque é um alimento 100%seguro pra ele. Ao meu ver e toda a discussão que tenho com meus irmãos “radicais ” é sobre isso, podemos e devemos discutir sobre a indústria da carne e do leite, mas achar um absurdo alguém comer uma galinha que ela mesma matou no quintal já é demais pra mim. É ter uma visão muito míope e autocentrada do mundo. O que é questionável pra mim é a indústria, seus métodos e até que ponto ela é sustentável, mas não o fato de comer a carne em si. Isso, acho bem natural pro leão e pra gente.

    Outra questão que gostaria de levantar foi o vídeo citado pela Ítali. Eu assisti esse vídeo justamente por conta de uma discussão com minha irmã e meu irmão e, esse vídeo, especificamente, não dá pra ser levado à sério. Primeiro porque não é um documentário, com preocupação de mostrar ambos os lados da indústria, as que trabalham direito e as clandestinas. É um vídeo panfletário e quem estudou um pouquinho de comunicação saca na hora. E digo isso sem defender a indústria do leite, porque mesmo que esse produto seja veneno na minha casa (meu filho pode ter choque anafilático se tomar ou encostar em leite), eu sei que existem normas, regras, vigilância sanitária. A coisa toda não é um mar de rosas, mas também não é a escrotidão que aparece no vídeo.
    Acho que vale uma Teta mesmo meninas! Tem muitos aspectos para serem abordados…rsrsr
    Beijos

  • Vinicius

    Minha namorada e eu nós sempre falamos Karol Com K

  • Uma coisa que muitos esquecem do que aconteceria se a humanidade inteira passasse a ser vegana é algo bem simples. A área plantada de vegetais necessária para gerar energia para um humano é MUITO maior que a área necessária para gerar energia para um humano com carne, ainda mais por causa do sistema de confinamento usado hoje, inclusive a humanidade não passa fome graças aos novos sistemas de criação animal industrial que permite gerar comida para toda esta gente, para via agricultura você gerar comida para todo mundo, seria preciso literalmente desmatar o mundo todo, e ai eu acho que não iam ter muitos animais fofinhos felizes com isto.

    Além disto a terra de plantio não se mantém útil infinitamente, infelizmente depois de alguns anos a terra tem todos os seus recursos esgotados e nada mais cresce ali por séculos.

    Quer você queira ou não, carne é necessária para a civilização.

    E outra, eu como filho de agricultores e cresci em fazenda só digo que uma pessoa é vegetariana pois nunca viu um plantio de perto. Acha que o que come é natural? Olhar fotos é uma coisa, trabalhar nisto é outra, a quantidade de veneno usada é algo surreal, inclusive muitos venenos proibidos são contrabandeados e usados simplesmente por que os que tem no mercado não dão conta do recado, são venenos que cheirar é o suficiente para te matar, e muitos se impregnam nos alimentos a ponto que pode lavar a vontade, aquilo não sai. Afinal eles são proibidos e existe uma razão para isto.

    Sobre consumir produtos orgânicos então, vou dar uma dica para você. A gigantesca maioria do que é vendido por orgânico aqui no Brasil não é orgânico, é usado muito agrotóxico também. Para reconhecer algo orgânico a melhor forma é seguindo esta regra: Está bonito? Está grande? Está suculento? Se tiver qualquer um dos três ou mais de um, não é orgânico.

  • mstrey

    Eu me considero um Onivoro, daqueles que come de tudo, como carne bovina sim, mas menos de meio kg por semana.

    Sobre a cena de abate do programa, eu estava assistindo “ao vivo” quando o episódio foi ao ar. Levando em conta que ele vai ao ar por volta do horário do almoço, o que mais me causou asco foi mostrar a sangria neste horário. Eu estava com o prato de comida em minha frente e achei a cena totalmente desnecessária, em fazendo trocar de canal e não terminar de assistir o episódio. Minha esposa demonstrou grande revolta com o episódio e na mesma hora em que trocava de canal, me virei pra ela e disse:
    – Mas qual o problema em ele matar o bicho? Ele já fez isso inúmeras vezes, mas eram peixes!

    Enfim, creio que temos uma proximidade com mamíferos em geral e incomoda ver um destes nossos “semelhantes” sendo mortos. Talvez consigamos nos ver ali. Mas não apresentamos o mesmo comportamento com peixes, por exemplo. O Rodrigo Hilbert já pescou e eviscerou inclusive uma peixe fêmea cheia de ovas, que ele aproveitou a situação para preparar um Ceviche.

    Enfim, assim que defendemos o uso da medicina e não abrimos mão de seus métodos, mas não gostamos de ver cenas com fraturas expostas ou de cirurgias que exibem abertamente as entranhas, gostamos de comer carne mas não achamos agradável ver um animal sendo sangrado e carneado. Não se trata exatamente de hipocrisia.

    Enfim, eu sou do time que pensa que bicho é bicho, mas também acredito que uma alimentação com base em carne é insustentável para toda a população. Que sigamos comendo carne de forma mais consciente e economicamente produtiva, pois isso faz menos animais serem mortos, mas ainda nos permite uma alimentação balanceada sem radicalismos.