Batman vs Superman

Desorganizado e barulhento, “Batman vs Superman” é um monstro sem forma definida

O que significa o projeto mais ambicioso da DC nas mãos de Zack Snyder?

24.mar.2016

⚠ AVISO: Pode conter spoilers

A produção de “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” foi anunciada em junho de 2013. Envolvidos com o projeto desde o princípio, o diretor Zack Snyder e o roteirista David S. Goyer, assim como os responsáveis pelo marketing da Warner Bros. Pictures, passaram os últimos anos construindo o filme diante de nossos olhos — há uma porção de compilações reunindo esse material internet afora, inclusive em ordem cronológica.

Teasers e prévias, explorados à exaustão durante meses a fio, hoje significam muito e nada ao mesmo tempo. Primeiro e último trailers diferem tanto que não parecem saídos do mesmo planeta. A relação entre espectador e obra, três edições da Comic Con e diversas divulgações e vazamentos depois, parece mais confusa do que nunca. O produto final, movido pela imponência do blockbuster de heróis e o gigantismo de seu universo, precisa dar conta de um número interminável de demandas e expectativas. É natural, portanto, que a saída da sessão seja marcada por mais dúvidas e especulações do que certezas.

Ben Affleck e Zack Snider no set

Ben Affleck e Zack Snider no set

Batman vs Superman

A expectativa exagerada afeta a experiência? O que é “Batman vs Superman”? Snyder merece mais crédito do que recebe? Mesmo deixando de lado questões como fidelidade da adaptação e previsões de bilheteria, somente uma perspectiva não seria capaz de dar conta de tanto. Acompanharemos tais questões aos poucos, crentes de que a junção dos três argumentos poderá construir uma linha de raciocínio mais ou menos delimitada.

Em primeiro lugar, deve-se reconhecer que um filme desse tamanho nunca existe sozinho. Mais importante, deve-se compreender que mesmo a mais emblemática das criaturas (e das marcas: Batman, Superman, DC etc) não se vende sozinha. É preciso convocar o público, sob o risco cada vez mais comum, ao menos nesse gênero, de a campanha publicitária ser mais marcante do que a recompensa. Não falamos apenas das peças de divulgação do longa-metragem em si, diretas (fotos, vídeos oficiais, capas de revistas) ou indiretas (rumores, imagens de sets), mas da maneira como as demais mercadorias da recém-estabelecida franquia se comunicam com o que é visto na sala de cinema.

Existe tanta informação disponível antecipadamente, que as novidades surgem justamente quando contrariam ilusões construídas pelos trailers

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Nos Estados Unidos, por exemplo, as latas de refrigerante Dr. Pepper, ilustradas com os personagens, acompanhavam cinco edições em quadrinhos que formavam uma espécie de prelúdio ao filme. A alternativa para conhecer esse arco sem investigar profundamente as histórias de origem seria a revista incluída no pacote família de Doritos, também uma edição especial, mas em volume único. Existe tanta informação disponível antecipadamente a respeito da trama (e das sub-tramas e dos visuais e de tudo) que algumas novidades percebidas durante a projeção não são novidades graças ao seu ineditismo, por trazerem algo externo à divulgação anterior, mas, ironicamente, por contrariarem ilusões construídas justamente pelos trailers — é o caso da carta que o Batman recebe, cuja autoria não é quem certas teorias cogitavam ser.

Batman vs. Superman
No limbo entre trailers que entregam tudo e fãs que rejeitam mesmo os menores spoilers, é difícil encontrar um equilíbrio

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Por vezes, no entanto, é negativo o descompasso entre o que fazem as equipes de divulgação e de criação, no sentindo de que elas causam danos umas às outras. O primeiro time tem seu trabalho diminuído quando o filme não cumpre as expectativas alimentadas, ou seja, quando o segundo grupo não realiza com qualidade sua parte do acordo; e o mesmo ocorre no sentido contrário, quando longas sofrem tanto pelo excesso de ansiedade quanto pela frustração de promessas anteriores e externas à própria exibição.

No limbo entre trailers que entregam/precisam entregar tudo e fãs que rejeitam mesmo os menores spoilers, é difícil encontrar um equilíbrio — “Star Wars: O Despertar da Força” parece ser o melhor caso de sucesso recente, embora o apelo mais direto à nostalgia tenha alterado um pouco essa dinâmica. Para entender se “Batman vs Superman” trai ou confirma sua construção de quase três anos, é preciso olhar atentamente para a construção do projeto no cinema.

Capítulo mais importante da nova cronologia da DC no cinema, fundada com “O Homem de Aço”, também de Zack Snyder, o filme surge de uma relação dupla com passado e futuro.

A um só tempo, o roteiro de Goyer e Chris Terrio (de “Argo”) deve se articular como continuação do primeiro filme do Superman (Henry Cavill) e como prólogo do vindouro filme da Liga da Justiça, além de buscar se construir como algo minimamente independente. Também é preciso contar, uma vez mais, as origens do Batman (Ben Affleck), para em seguida fundar/resolver seu conflito com o salvador kryptoniano e trabalhar as demais peças, novas ou não, envolvidas nessa disputa: vários vilões, alguns heróis coadjuvantes, familiares vivos e mortos, interesses amorosos e uma boa porção de personagens menores.

Batman vs. Superman
“Batman vs Superman” é mais interessante, em si e com relação ao seus colegas de categoria, na forma como investe na vulnerabilidade dos protagonistas

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Dessas relações derivam algumas das questões que mais interessam ao filme, e que costumeiramente interessam ao seu diretor. Temas como a responsabilidade dos heróis pela proteção a civis, a necessidade (ou não) de um poder superior capaz de controlar essas novas forças e a santidade dessas criaturas integram o repertório do cineasta, inspirado pela mitologia própria da companhia e, mais especificamente, da Liga da Justiça.

O componente Batman propicia embates interessantes entre divino e terreno, bem e mal, dia e noite — algo que o último Superman até esboçava antes de se render à meia hora final de explosões gratuitas e mortes sem consequência. Há dois heróis em xeque: o homem que agora abandona seu código (quase) religioso de não-matar e por vezes age (quase) como vilão, e o ser vindo dos céus que tem sua divindade questionada após uma catástrofe sem precedentes.

“Batman vs Superman” é mais interessante, em si e com relação ao seus colegas de categoria, na forma como investe na vulnerabilidade dos protagonistas, não por uma questão de humanidade, mas porque eles não se conformam nem se encaixam na realidade em que existem. Filmados de maneira crua, os pesadelos estão ali para gerar terror, demonstrar a crise interna absoluta. Mas as coisas vão além e invadem um plano prático, que envolve tanto a kryptonita quanto as aparições pontuais de Diana Prince/Mulher Maravilha (Gal Gadot). Nesse espaço, os demais personagens conspiram contra o homem de aço, cuja divindade é colocada em questão o tempo todo.

Batman vs Superman

A quantidade de elementos em pauta, porém, faz com que o longa abandone constantemente seus aspectos mais interessantes por ter uma série de outras obrigações a cumprir, várias delas auto-propostas. A relação com Lois Lane (Amy Adams), por exemplo, sufoca e é sufocada dentro dessa crise interna do herói. A grandiloquência, aqui, faz tudo parecer novelesco demais, com núcleos inteiros servindo de justificativa para os propósitos mais básicos e desinteressantes da trama. Os segmentos envolvendo a senadora Finch (Holly Hunter) e o ex-funcionário das empresas Wayne (Scoot McNairy) são casos claros dessa falta de foco.

Desorganizado e carente de coesão interna, o filme é sustentado apenas por repetições escancaradas do roteiro e lutas grandiosas

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Ao alongar-se de um lado, o filme se encurta de outro: exceção feita aos trechos com Lex Luthor (Jesse Eisenberg, sempre muito falante), há uma economia de diálogos que não se justifica. A narrativa parece indecisa, oscila de um personagem para o outro movida apenas por confrontos físicos e frases de efeito que reduzem mesmo as temáticas mais valiosas — a dualidade homem x deus, por exemplo, parece mera desculpa para que Batman diga o já famoso “Você sangra?” ao rival.

Em termos estruturais, um combate é sempre acompanhado por três ou quatro palavras de ordem que levam a ação até um novo cenário e, usualmente, um novo combate. O ritmo é menos fluido e mais atabalhoado do que a descrição pode sugerir, parcialmente em decorrência das voltas que o filme dá para espalhar os elementos básicos de uma franquia em surgimento. Como se olhasse o tempo todo para o futuro, para as dicas que farão sentido nos próximos capítulos, o longa deixa de lado sua lógica no presente.

Torna-se, sobretudo, desorganizado, carente de coesão interna, sustentado apenas em repetições escancaradas do roteiro (do nome Martha, por exemplo) e lutas grandiosas que ainda carecem de maior senso de consequência. Nesse sentido, é importante observar com mais atenção o trabalho do diretor.

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Os filmes de Snyder são como um gato, quase sempre caindo de pé, mas ele própiro é como uma torrada, quase sempre caindo com a manteiga virada para baixo

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Nas últimas semanas, surgiram diversos artigos que propunham um tipo de reavaliação da carreira do cineasta — sem muita pompa ou metodologia, apenas como uma nova maneira de encarar seus filmes, inclusive este, que ainda estava por vir. “Ele reinventou o cinema baseado em HQs” e “ele filmou o infilmável” são apenas dois trechos que exemplificam essa recente tomada de posição.

O argumento é de que, historicamente, os longas de Snyder são como um gato, quase sempre caindo de pé (em termos de atenção e recepção do público), mas que ele é como uma torrada, quase sempre caindo com a manteiga virada para baixo (em termos de recepção crítica). Seu estilo — e “Batman vs Superman” — confirmam essas ideias, mas não necessariamente a reviravolta proposta na análise do conjunto.

Existe uma constância de estilo inegável na trajetória do diretor. Basta colocar “300”, “Watchmen” (o melhor deles) e “Sucker Punch” em um mesmo conjunto para identificar similaridades óbvias. Mesmo em seu “Madrugada dos Mortos” e em “A Lenda dos Guardiões”, um pouco mais distantes desse eixo central, as associações aparecem com facilidade. Por outro lado, há uma inconstância muito clara dentro dos próprios filmes: momentos preciosos seguidos por sequências decepcionantes, ou inseridos em contextos bem menos impressionantes.

Batman vs Superman
Podendo observar “O Homem de Aço” no retrovisor, Zack Snyder parece querer compensar os problemas anteriores no grito, sendo ainda mais alto e impositivo

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Não é diferente em relação à abordagem diante de Clark Kent (e, agora, de Bruce Wayne). Podendo observar “O Homem de Aço” no retrovisor, o diretor parece querer compensar os problemas anteriores pelo grito, sendo ainda mais alto e impositivo. A trilha sonora de Hans Zimmer também aposta na grandiloquência, servindo ao menos para balancear a falta de tempo em cena da Mulher Maravilha com um tema imponente, digno da personagem.

O jogo com o slow motion segue uma lógica parecida, entre acelerações intensas e reduções drásticas de velocidade em momentos-chave da ação. No limite, trata-se de um visual de planos pensados para promover dinamismo muito mais por suas próprias composições e pela recorrência de close-ups fortes do que pelo recurso a cortes incessantes. Nesse sentido, o personagem que mais se beneficia é Batman, capaz de se destacar dos antecessores pela longa duração dos planos de combate físico, no sentido de ser, em geral, mais ruidoso e bruto que suas demais representações.

Snyder abrevia tudo às formas mais fundamentais. Os símbolos básicos dos personagens segundo sua visão — o morcego e a relação do alienígena com a divindade — surgem seguidamente. O retorno, aqui, é múltiplo: nas referências, ele se volta para a mitologia antiga, pegando emprestados enquadramentos da arte sacra para montar planos ou explicar as dinâmicas em jogo.

Batman vs Superman
O resultado final é um monstro sem forma totalmente definida que, no pior sentido possível, se completa como todos os outros filmes do diretor

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De modo semelhante, o texto é simplificado, resumido em poucas palavras, enquanto o subtexto é transformado em imagem (Superman = encarnação de Deus é uma metáfora bastante escandalosa, desconstruída visualmente com imagens de cruz em repetição). A própria ação, por um instante, parece querer voltar ao básico das coisas, quando uma pia vira arma em substituição a equipamentos ou aos próprios punhos. Contudo, no momento derradeiro, Snyder se rende novamente a explosões ainda maiores, proporcionadas pela alta tecnologia e o poder dos carros e naves futuristas.

Novamente, o diretor quebra a lógica interna de seu filme em prol de simplesmente mais. Mais ruído e mais barulho, que se somam a mais personagens e mais conflitos e mais responsabilidades (dos protagonistas e das tramas e da franquia). O resultado é um monstro sem forma totalmente definida que, no pior sentido possível, se completa como todos os outros filmes do diretor: carrega momentos de muita potência visual, mas possui um conjunto bastante irregular.

Comente

  • gandralf

    Parece que saíram pensando em cenas e frases “massa véio” para vender o trailer e depois é que resolveram pensar em como ligar uma coisa na outra.

    O resultado: parece um loooongo, pretensioso e tedioso vídeo clip mal editado em as coisas geralmente acontecem #porquesim.

  • Giliard Gomes

    A critica já começa errando o mês da Comic-Con onde foi anunciado o filme.

  • Marcos Vinícius

    Uma grande bomba, a edição é confusa, a montagem estranha, o roteiro mais raso que vaso sanitário…

    • KaosNihil

      hauahuhuahauhau todo mundo é genio em avaliar isso já reparou? algum filme da Marvel tem roteiro menos raso que vaso sanitário? tu realmente gostou de vilões como Mandarim, Ultron e Jaqueta Amarela? esse último então foi sofrível já na mesma p#rra de formula de 10 anos,

  • THETHALES

    Lá vem o pessoal que espera filme de caras com capa profundidade freudiana…. não aproveitam nada.

    • Precisa ser profundidade freudiana não. Bastasse eles terem desenvolvido o mínimo daquele tanto de coisas que eles jogaram na tela.

  • KaosNihil

    “NO LIMBO ENTRE TRAILERS QUE ENTREGAM TUDO E FÃS QUE REJEITAM MESMO OS MENORES SPOILERS, É DIFÍCIL ENCONTRAR UM EQUILÍBRIO”

    Ainda acha que os trailers entregaram tudo? kkkkkkk

    Esse filme muito evidentemente é a base para a Liga da Justiça como vende o subtitulo.

    Eu quero ver esses críticos depois que ver Guerra Civil falar o seguinte… “Capitão, as pessoas estão com medo, vocês agiram com poder ilimitado e sem supervisionamento” <<< falou o general que criou um vilão no filme do Hulk… "Nós precisamos ser controlados" <<< falou o cara que criou o Ultron kkkkkk e por ai vai…. é pra buscar coesão certo?

    • Adriano Marques

      Verdade.

  • Guilherme Damiani

    Parei de ler quando eu vi que era uma crítica do Virgilio Souza. Só besteira pra variar.

  • KaosNihil

    Hater do Snyder escancarado, fico imaginando Watchmen sendo lançado hoje, ia ser muito odiado também.

    • Adriano Marques

      E o Watchmen é FODA.

      • Z é

        Também acho ele foda(tipo ser atropelado por um carro)!

        • Adriano Marques

          Acho ele foda de bom mesmo.

    • Z é

      Igual ele foi na época do lançamento dele(o filme)! Seria um complô cercando o Snyder, ou alguma falta de competência dele? Oh duvida cruel!

      • KaosNihil

        Eu acompanhei Watchmen desde que começaram a fazer ele até o lançamento, não teve nada disso que você está falando… aliás, o termo precoce “visionário” surgiu durante o marketing ele, segundo a própria midia.

        • Z é

          O “visionário” surgiu depois do filme 300. Tanto que o Watchmen foi anunciado como um projeto do “visionário diretor de Watchmen”.

          • KaosNihil

            Releia meu comentário com mais atenção, eu disse que o marketing de watchmen foi anunciado com este termo… presta atenção.

          • Z é

            Eu não discordei de você, cara. Até concordei, e citei especificamente quando o termo ocorreu. Releia o que eu e você escrevemos(respectivamente)!

  • Han Sola

    Zach Snyder deveria ser preso em uma jaula nos estúdios da Warner Bros, com uma placa de advertência:

    Não alimente o animal com cargo de direção.
    Libere apenas em cenas de ação, videoclipes e trailers.
    Não nos responsabilizamos por eventuais acidentes, como Batman V Superman e Man of Steel.

    • Gilles Maciel

      Perfeito… o que ele fez é digno de prisão perpétua realmente.

    • Sinceramente, nem mais em cenas de ação. Putz, aquele excesso de close up nas cenas de lutas é de cair a bunda

  • Marcos Vinicius

    Desisti de ler na metade. Poderia ter resumido as 40 primeiras linhas em: “A publicidade excessiva criou um Hype muito grande e atrapalhou aquele clima de surpresa.” muito texto pouca informação.

    • Marcos Vinicius

      PS: Quem teve preguiça desse textão pode fazer como eu e ir ler a critica do Omelete. 1000x melhor

      • duendeamarelo

        Omelete? AHUAUHAUHAUHAUHAUHAAUHAUHAHUAuhA

  • LUIZ

    Não ligo para esses defeitos. Só acho os filmes do Snyder muitos chatos

  • Pirulito no Cynar

    O filme tem falhas, principalmente no ritmo, as cenas dramáticas não são bem balanceadas com as cenas de ação, tentam entregar muita coisa mesmo com 2:30 h, há uma certa urgência em mostrar coisas para o próximo filme, provavelmente da Liga da Justiça. Mas não foi nada que estragasse a experiência. Os personagens são bem construídos, a Mulher Maravilha é o melhor exemplo, com pouco tempo de tela já sabemos para que ela veio e qual a sua personalidade. Outro exemplo é o Batman, que pelo contexto conseguimos deduzir que é um veterano, amargurado, que tocou o foda-se e não é o mesmo Batman dos quadrinhos ou dos desenhos animados, não precisa ser explicado em um flash back, por exemplo. Ao que o filme se propõe, que são as cenas de ação, é muito bem feito, com um visual deslumbrante e efeitos bem construídos.
    Esperar profundidade de um filme de super heróis é no mínimo ingênuo. Uma discussão mais profunda sobre o papel de um semi-deus e um justiceiro espantaria boa parte do público, que esta lá pelo simples fator de diversão, que o filme cumpre a meu ver.

  • Wilson Gustavo

    textão desse pra dizer que o snider “enrolou enrolou e não disse nada”pqp

  • Dymitri Mazurkiewicz

    Textão pra falar que o filme é ruim, mas depois é bom, o diretor é ruim, mas é bom. Os pseudos críticos me cansam. Na boa pega, o seu escudinho e vai brincar lá fora!

  • Jotafar

    Por que não relaxa e goza? é só um filme baseado em gibis, eu gostei porque entendi que é feito para quem curte os quadrinhos, se assume desta forma e prepara o terreno para os filmes futuros, simples assim.

    • Vinicius

      Verdade, por isso que teremos Transformers 5, 6, 7… 24.

    • Z é

      Essa do “curtir quadrinhos” é furada, uma vez que muitas pessoas que curtem hqs não gostaram do filme. E outra: Filme é filme, hq é hq! Um tem que ser capaz de se sustentar sem o outro.

  • Eros Cabral

    Querer que esse filme não tenha explosões onde tem um ricaço detetive gênio, um alienígena que tem potencial pra ser a criatura mais forte do universo, uma amazona com poderes divinos e um clone desse alien virtualmente imortal, é pedir demais.
    Até seria interessante se todas essas criaturas sentassem num bar e discutissem durante duas horas as filosofia da religião e do sacro frente a banalidade do humano, mas acho que ficaria melhor para um seminário, e não para cinema.

    • gandralf

      Moisés, é você?

    • Z é

      “…um ricaço detetive gênio…”

      Não! Ele é bem burro, uma vez que o Lex enrola ele boa várias vezes no filme!

  • Renato Rocha

    Nada como ter baixas expectativas não é mesmo? Depois de dias da crítica massacrando fui conferir e me diverti um monte.

    Gostei do Affleck, gostei do novo Batman, gostei da dinâmica Lois e Clark, gostei da dinâmica do Planeta Diário, gostei inclusive do Luthor meio louco. E adorei a Gal de MM…um tapa na cara dos fãs punheteiros que queriam uma gostosona no papel. Ela foi muito bem e carismática. Curti o Irons e as tiradas do Alfred e melhor piada do filme com a Martha. Sem contar o fanservice de Cavaleiro das Trevas e A Morte do Superman…dá pra se divertir tranquilamente vendo o filme.

    Me desculpem os spoilers, mas o que me incomodou um pouco foi mesmo a duração (poderiam ter uns 15 min a menos no começo, sintetizar um pouco aquela intro gigante até os heróis se enfrentarem) e a necessidade de um vilãozão final para a luta da trindade….o CGI porco padrão da hollywood atual (desisti de reclamar disso), achei um exagero de “sonhos” e “visões”…a inserção dos demais da liga achei ok (exceto o ciborgue que achei meio qualquer nota), mas é besteira reclamar de um filme por ele não ser como eu gostaria que fosse. O filme é o que é e é bem divertido.

    Dito isso, me parecem muito injustas as críticas absurdamente negativas. Estou achando de um rigor imenso, beirando a perseguição. Parece que esperavam que esse filme fosse mudar a maneira de ver filmes de heróis, parece que achavam que ele seria O Poderoso Chefão dos filmes de heróis…pura besteira ou talvez seja o ônus de se ter a chancela DC, as pessoas esperam mais.

    Sinceramente, nunca que BvS é pior do que qualquer Thor, não é pior do que Homem de Ferro 2 ou 3… não é pior que Ultron, não é pior que um Homem-Formiga da vida (todos estes cravados como fresh no RT)…. sejamos justos, é mais um filme blockbuster de super heróis (sem o excesso barulhento de MoS)… nem tanto ao céu e muito, MUITO longe do inferno que a crítica está pintando.

    Nota: 3,5/5

    • Adriano Marques

      Muito longe mesmo. A crítica pegou bem pesado com esse filme.

    • Raphael Lamour

      Exagero mesmo. Não é tão ruim quanto pintam. Cheio de defeitos, mas é melhor que muitos filmes da marvel. Que por sinal, são poucos bons.

    • Sensacional tua avaliação, Renato. Concordo muito. Também me incomoda o vilãozão para a luta final. Achei aquele momento excessivamente pirotécnico, o CGI ali incomoda (e faz com que, frente a um vilão de tal dimensão, o Batman fique ridículo, tendo que se esgueirar pelos cantos e esconder até a poeira baixar, já que não pode pensar em confrontar tal monstrengo).

      No mais, está havendo uma reação exagerada contrária a Snyder e ao filme. Um excesso de expectativas que, no entanto, não parecem ter sido dadas nem pela campanha. São expectativas muito pessoais. O filme entregou exatamente o que vinha sendo promovido a tanto tempo. Tirando início muito longo, me diverti muito e continuo achando o diretor um grande realizador e este um ótimo filme.

  • Luiz Guilherme Santos

    Sabe o que tenho reparado? Críticas mal construídas de pessoas que querem filmes de heróis coloridos, lutinhas fracas e histórias péssimas, e uma grande parcela de pessoas que curtiu demais o filme, pois são fãs dos quadrinhos. Então entre concordar com um qualquer e um fãs dos
    quadrinhos ,queira me desculpar mas fico com aqueles que são fãs. Não há crítico melhor para esses filmes do que aqueles que conhecem as histórias. ;)

    • Vinicius

      Exato… Michael Bay gênio incompreendido… opa, espera!

      • Marcos Vinícius

        kkkkkkkkkkk

    • Bruno Xavier

      A maioria dos que curtiram muito, já gostavam dele antes de ver o filme. Porque pra fechar os olhos pros erros dele assim…

    • Johnny Pereira

      Vou compartilhar seu texto cara, é exatamente isso.

    • gandralf

      Quer ver o que fãs de quadrinhos acharam do filme, então?

      Que tal começar com o maior site/podcast sobre quadrinhos do Brasil? http://melhoresdomundo.net/gente-vimos-batman-v-superman-por-lojinha/
      Veredito: 5.5/10

      Ah, não gosta do Lojinha? Então ouça o podcast que gravaram sobre o assunto.

      Ou então do Pipoca e Nanquim? https://www.youtube.com/watch?v=z1DBeP-4Mdc

      “Ah, mas eles não são fãs de verdade”
      Tá bom. Fique com seu escocês.

      • Mega Mendigo

        Excelsior!

      • KaosNihil

        Vi a critica de 8 deles, cada coisa besta que ficam reparando.
        Guerra Civil nesses quesitos ai já vai ser uma bomba então… Tony Stark faz o Ultron e quer que todo mundo seja controlado, ah não quer não, então vamos lutar até a morte ahauhauahua O general do filme Hulk, aquele mesmo que criou o Abominável obrigando os herois a serem supervisionados.. será que por ele? ahauhauahuahauahu FUROOOOOOOO

      • Podegoso Shumy

        maior site de quadrinhos ? eles são tudo marvel no MDM! só um ou outro gato pingado que é DC naquela pocilga

  • Luiz Augusto de Barros

    Alguém notou como os planos do Lex e do Batman, de acabar com o Superman no final, se cruzam e se completam sem eles terem combinado nada!? Pensem nisso.

    • Mega Mendigo

      Nem tanto. O Lex já vinha cercando o Wayne desde o começo do filme, fazendo citação até da família dele(vide os cheques que voltaram daquele funcionário das empresas Wayne que perdeu as pernas).

  • Sergio Silva

    Pra um segundo filme do novo universo DC ta ótimo, a responsabilidade desse filme era brutal. Acho que o trabalho de divulgação do filme foi ruim demais, Venderam o BVS como uma luta de Box ou UFC, quando todo mundo se deu conta que era um filme, ferrou tudo.

    • Mega Mendigo

      Concordo contigo. Não acho o filme horrível, mas ele caga no pau comigo(e com muitas outras pessoas) no que diz respeito a sua “venda”: Parece que será um puta épico, que mostrará a batalha de dois titãs, mas que na verdade é mais um no meio dos filmes de superheroi(e isso não é necessariamente ruim).

  • Vinicius

    O omelete disse que o filme é muito bom… ignora as cacetadas de publicidade do site kkk critica com a mesma honestidade que dona dilma.

  • Roberson Gramosa

    Eu amei esse filme! E f-o-d-a-se os que não gostaram!

  • Marcelo Bauducco

    É um filme legal, perfeitamente assistível. Quem detestou é porque criou uma expectativa muito alta.

    Mas sim, as críticas à narrativa e roteiro são merecidas. É tudo muito jogado.

    As motivações do Lex Luthor nunca ficam claras e são muito mal desenvolvidas. Parece que simplesmente vira “do mal”. Ele passa de Mark Zuckerberg à Coringa, basicamente.

    • Raphael Lamour

      Lex é desnecessário mesmo.

  • peru papudo

    “Existe uma constância de estilo inegável na trajetória do diretor. Basta colocar “300”, “Watchmen” (o melhor deles)…” é sério isso?

  • Raphael Lamour

    Alguém aí faz um escala de filme fodástico ao xurume com filmes do novo universo da mavel + dc?

    Quero ver onde se encaixa na escala, dark knight, avengers, ironman, thor, BvS, man of steel e etc.

    Aí consigo ver se o crítico tá pegando no pé de um filme específico ou de todos do gênero super heroi.

    • Mega Mendigo

      No geral filme de superheroi não é bem visto pela crítica. Mas é mais interessante se focar no que é argumentado como ruim ou fraco num filme, independente duma possível viciada tendência.

  • Guilherme Miranda

    Ótima resenha, parabéns.
    As lutas ‘grandiosas” sustentam mesmo, tanto que gostei muito apesar de todos esses problemas.

  • Claudio Alexandre Oliveira

    kkkkkkkkkkk…marvetes !! chupa segundo escalão!!!!