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YouTube restringe acesso a vídeos de temática LGBTQ+

Clipes de Lady Gaga e Katy Perry também tiveram o acesso restringido

20.mar.2017

Uma nova política de restrição de vídeos no YouTube pode deixar o site menos amigável para quem quer publicar conteúdo LGBTQ+. Desde a quinta-feira passada o YouTube passou a restringir acesso aos vídeos dessa temática para quem tem o Modo Restrito ativado no site.

O modo restrito é uma ferramenta usada, pelo menos até a semana passada, para impedir a visualização de vídeos considerados potencialmente ofensivos ou sensíveis demais, mas que ao mesmo não infringiam os termos de serviço do site para serem removidos. Muitos pais ativam essa ferramenta como forma de impedir que seus filhos vejam conteúdo potencialmente ruim.



Mas desde a quinta-feira vídeos contendo tópicos LGBTQ+ foram incluídos no filtro do Modo Restrito automaticamente. Dessa forma o YouTube praticamente disse que qualquer conteúdo desse tipo é potencialmente ofensivo, por mais leve que o vídeo seja.

A restrição foi notada por YouTubers que constantemente publicam vídeos nessa temática mas eles não foram os únicos afetados. Como aponta o Papelpop, canais de música como os da Lady Gaga, Katy Perry e Rihanna também tiveram dezenas dos seus vídeos restringidos nesse modo.

No vídeo abaixo a YouTuber Rowan Ellis aponta os problemas com o Modo Restrito.

Segundo o YouTube, o Modo restrito é uma ferramenta opcional e os vídeos podem ser acessados normalmente pelos usuários que tem esse modo desativado, o que indica que a decisão não será revertida tão cedo. Eles também dizem que “são muito orgulhosos da comunidade LGBTQ+” e “são uma parte fundamental do que o YouTube é”.

Mesmo assim, a comunidade de YouTubers LGBTQ+ não vê com bons olhos essa restrição. O principal argumento deles é que isso pode impedir acesso de crianças e adolescentes LGBTQ+ a conteúdo informativo ou que pode ajudá-las a passar por essa fase difícil na vida.

A decisão teve um timing no mínimo esquisito – no dia seguinte à restrição ter sido percebida, a Havas do Reino Unido anunciou que congelaria toda a verba de anúncios de grandes clientes tanto no YouTube quanto no Google.

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