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Para mostrar prejuízo da desigualdade social, crianças jogam Monopoly com regras injustas

Para mostrar prejuízo da desigualdade social, crianças jogam Monopoly com regras injustas

Nem todo mundo ganha o mesmo dinheiro, nem tem acesso às propriedades, e alguns ficam mais tempo na prisão do que outros

por Carlos Merigo

Todo mundo conhece bem as regras de Monopoly, ou do Banco Imobiliário para os brasileiros pré-globalização. Os jogadores começam com a mesma quantidade de dinheiro e seguem as mesmas instruções.

Porém, nesse experimento social criado pela associação Observatoire des Inégalités, da França, as coisas são um pouco diferentes. Alguns jogadores ganham mais dinheiro do que outros, alguns podem comprar propriedades com mais facilidade do que outros, e alguns, até mesmo, vão pra prisão com muito mais facilidade.

A ação, organizada pela agência Herezie, é a epítome do falacioso discurso da meritocracia, abordando algumas desigualdades da França: minorias étnicas tem mais dificuldade de negociar imóveis; pelos mesmos crimes, pessoas de baixa renda tem três vezes mais chances de serem condenadas; o salário das mulheres é 23% menor do que o dos homens; atualmente, apenas 30% das estações de trem são acessíveis para deficientes; crianças carentes progridem bem mais devagar na escola, 35% repete uma série até os 14 anos.

Segundo Baptiste Clinet, diretor criativo da agência, o experimento foi pensado para impactar justamente no período eleitoral francês, que vai decidir o próximo presidente do país no dia 7 de maio: Marine Le Pen, da Frente Nacional, ou Emmanuel Macron, do En Marche!.

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