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Estudo mostra que pessoas usam Snapchat para se sentirem felizes e Twitter para ficarem deprimidas

Estudo mostra que pessoas usam Snapchat para se sentirem felizes e Twitter para ficarem deprimidas

Pesquisa da Murphy Research também revela que o Facebook é a rede social mais usada para passar o tempo e ficar em dia com as novidades da família

por Pedro Strazza

A empresa de pesquisa de marketing Murphy Research recentemente conduziu uma pesquisa para o Snapchat para descobrir o que exatamente os usuários sentem ao acessar e manusear as principais redes sociais do mercado. O estudo, publicado na Snap Business com o título “Apposphere: How the Apps You Use Impact Your Daily Life and Emotions” (algo como “Appesfera: Como os aplicativos que você usa impactam em suas emoções e no dia a dia” em português), revela não só o que leva grande parte dos usuários às redes mas também o que elas depreendem de cada uma das cinco analisadas – no caso o Facebook, o Instagram, o YouTube, o Twitter e o próprio Snapchat.

Os resultados obtidos pelo grupo, gerados após entrevistas com 1005 usuários de idades entre 13 e 44 anos, são três. Além do estado emocional das pessoas ser impactado pelos apps que elas usam e as redes terem sua hora e lugar de uso, cada um dos aplicativos mencionados na pesquisa é usado por motivos diferentes e muito específicos. O Twitter, por exemplo, geralmente é associado a uma tentativa de se manter atualizado com os últimos acontecimentos e seguir discussões interessantes, enquanto o YouTube abrange o aprendizado sobre novos produtos e tópicos de interesse.

O Facebook e o Instagram, enquanto isso, são usados respectivamente para ficar em dia com a família e celebridades, com o Snapchat servindo de terceira via para conversar com amigos próximos – além de brincar com filtros e lentes novas.

Dado estas funções cotidianas, não é muito difícil imaginar qual rede se saiu melhor e pior no espectro emocional desenvolvido pela Murphy Research. O Snapchat é a rede que mais foi atribuída a valores positivos pelos entrevistados, sendo classificada como um aplicativo que desperta o lado criativo, atraente e feliz dos usuários. Logo atrás vem o YouTube e – curiosamente – o Instagram, que carregam emoções tão positivas quanto, incluindo “inspiração” e “entretido”.

Já o Facebook e o Twitter são as plataformas que carregam o fardo do outro lado da tabela, em especial o microblog que é associado a termos como “depressão”, “solidão” e até “culpa” pelos usuários. A principal criação de Mark Zuckerberg, enquanto isso, escapa da bad vibes completa com termos como “entretido” e “curioso”.

Por fim, a pesquisa da “Apposphere” revela que o Snapchat e o Twitter são os apps mais usados quando as pessoas estão em pleno deslocamento, socializar e mesmo comprar. Em eventos sociais, vale acrescentar, o Snapchat é a principal plataforma, sendo preferência de 14% dos entrevistados – seguida de perto pelo Twitter, com 10%.

Já para “passar o tempo”, como bem classifica o grupo, o Facebook e o Instagram (seguidos de perto pelo YouTube) são os apps de preferência. O Face foi apontado por 76% dos usuários como a rede social usada para gastar tempo em casa, com o YouTube vindo em seguida com 72% das escolhas.

“Os resultados do estudo ‘Apposphere’ ilustram que o consumidor abre seus aplicativos por diferentes motivos, incluindo aqueles movidos pelas emoções que esses despertam.” escreve a vice presidente da Murphy Research, Devora Rogers, sobre a pesquisa, ao qual ainda comenta que há “oportunidades significativas para os anunciantes usarem as emoções associadas a estes apps em benefício de sua marca”.

Já para Ariana Battle e Khalil Grell, integrantes da equipe do Snapchat, o lado mais importante do estudo é a revelação que este faz sobre nossos hábitos com estas plataformas: “Entender como e quando você abre diferentes redes – e seu impacto individual – pode lhe ajudar a fazer escolhas que são corretas para você.” concluem.

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