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Medalhas das Olimpíadas de Tóquio serão feitas de lixo eletrônico reciclado

Medalhas das Olimpíadas de Tóquio serão feitas de lixo eletrônico reciclado

Iniciativa foi criada há três anos para chamar atenção para o problema e já tem todas as demandas de coleta praticamente atingidas

por Pedro Strazza

Há três anos, o comitê responsável pela organização das Olimpíadas e Paraolimpíadas de 2020 em Tóquio anunciou um plano de produzir as desejadas medalhas de ouro, prata e bronze à partir dos metais encontrados em restos de aparelhos eletrônicos descartados. A ideia por trás da iniciativa era de promover a consciência sobre o lixo eletrônico, uma questão um tanto importante para a população japonesa dado que 16% do descarte do tipo vem do país.

O projeto, pelo visto, deu certo. O comitê anunciou hoje (8) que espera atingir a meta estipulada de concepção das medalhas à partir dos dejetos depois de uma grande onda de apoio “do público e empresas japonesas” junto dos atletas do país e de outras nações.

De acordo com a organização, cerca de 47,488 toneladas de lixo eletrônico foram coletados pelas autoridades municipais ao longo destes últimos três anos. A maioria do material veio por meio de doações de smartphones das lojas da empresa de telefonia NTT Docomo, mas postos de coleta foram instalados em prédios públicos de toda a Tóquio para garantir que não faltasse “matéria-prima” no esforço.

As medalhas de bronze, porém, são por enquanto as únicas cuja demanda já foi atendida, com a organização conseguindo os 2700 quilos do metal para confeccionar as honrarias no último mês de junho. As de ouro e prata estão quase lá: enquanto na primeira o comitê já obteve 93,7% dos 30,3 quilos necessários, a segunda possui 85,4% da meta de 4100 quilos.

De acordo com a entidade, o programa de recolhimento de lixo eletrônico para confecção das medalhas será encerrado no dia 31 de março, enquanto a revelação do visual dos prêmios das Olimpíadas e Paraolimpíadas deve rolar no meio do ano.

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