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Público espera que marcas promovam conexão humana nas redes sociais, aponta estudo

Público espera que marcas promovam conexão humana nas redes sociais, aponta estudo

Relatório da Sprout Social também conclui que consumidor espera maior transparência das marcas nas redes sociais que dos políticos que elege

por Pedro Strazza

As redes sociais hoje se tornaram um terreno fértil para as marcas, servindo de espaço para as grandes e pequenas empresas melhorarem sua relação com potenciais consumidores e a face pública capaz de impulsionar os números presentes em seus relatórios trimestrais. Mas ainda que plataformas como Twitter, Facebook, Instagram e Snapchat tenham seu potencial econômico testado e comprovado pelo mundo dos negócios, este talvez não compreenda o quanto esta via pode ser de mão dupla para ambas as partes envolvidas – clientes e vendedores.

Este foi o tema de uma pesquisa recente encomendada pela Sprout Social, uma plataforma de gerenciamento de marcas. Intitulado “Creating Connection: What Consumer Want From Brands in a Divided Society”, o documento buscou se aprofundar na questão a partir de entrevistas com mil consumidores de origens distintas, tentando entender como esta relação se dá frente o clima tenso de polarização que se vê nas redes atualmente e que vem intensificando o claro racha nas populações de todo o mundo.

Os resultados são curiosos pois deixam claro que a opção pela isenção nos temas espinhosos não é nem de perto a melhor estratégia. De acordo com a Sprout, quatro a cada cinco entrevistados afirmaram que gostariam de ver as marcas tomando posições ativas na sociedade, especialmente quando para auxiliar pessoas a se conectarem e se ajudarem. Uma condição, aliás, que parece ser única das grandes empresas: 81% dos consumidores que se submeteram à pesquisa acreditam que só elas são capazes de proporcionar esta condição.

Os motivos para o porquê deste exclusivismo são diversos, mas giram em torno de três bases distintas: as marcas tem forte apelo a grande parte da população, suas plataformas são capazes de alcançar um número gigantesco de pessoas e a cobertura midiática que recebem é enorme.

Por mais arriscado que uma medida destas possa parecer, uma eventual tomada de consciência sobre a responsabilidade da empresa perante a sociedade pode render frutos bastante positivos, segundo o estudo. Entre os entrevistados, 76% declararam que, quando devidamente enlaçados com os valores e as metas dispostas pelas marcas, eles se sentem mais predispostos a comprar seus produtos ao invés dos do competidor, ao passo que 68% recomendariam a marca a amigos, 64% se tornariam leais à empresa e 57% até gastariam mais com a marca.

“Isto não é tão surpreendente se você pensar o ponto em que estamos.” escreve a CMO da Sprout, Jamie Gilpin, sobre os resultados da pesquisa; “É a clássica retórica de todos os marqueteiros hoje. O poder mudou para os consumidores. Nós não podemos mais forçar uma mensagem e esperar que eles acreditem – eles realmente querem estar no controle. É nosso dever como negócio que não apenas passemos a entender mas também buscar e exceder as necessidades de nossos consumidores.” escreve a executiva, que ainda reforça como o público espera mais responsabilidade das marcas na hora de serem “transparentes” que dos políticos.

Mas o que exatamente a população quer das marcas neste processo? O relatório aponta que as principais expectativas em teoria são que as empresas conectem pessoas de mesmas ideias (55%), proporcionem o público a oportunidade de conhecer indivíduos diferentes delas (52%), ensinem novas habilidades (42%), construam uma comunidade (36%) e – porque não – não as deixem se sentirem solitárias. Nestas horas, ajuda que as redes sociais das marcas conversem sobre assuntos relevantes da indústria, notícias do momento e eventos da cultura pop com igual parcimônia.

“Eu não acredito que você deva apenas fazer pronunciamentos para entrar na conversa da mídia e ter o clickbait. O principal de tudo isso é entender os valores e crenças, ouvir sua audiência e entender onde seus valores corporativos se alinham com seu público” conclui Gilpin sobre o estudo.

Você pode baixar e ler o documento na íntegra aqui.

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