Giphy quer publicidade em chats privados

Em evento, CEO da empresa buscou propor novo tipo de marketing voltado para mecanismos de buscas presentes em plataformas como WhatsApp e Messenger e num esquema parecido com o do Google

por Pedro Strazza

Durante a apresentação da Giphy na Brandweek: Challenger Brands, evento realizado anualmente pela Adweek em Nova York, o atual CEO da empresa Alex Chung palestrou sobre o atual estado da publicidade nas redes e como a atual disposição de marketing no meio virtual tem sido tudo menos produtivo para as grandes empresas.

Para o executivo, a publicidade hoje é “algo que toleramos” nas redes sociais e nas plataformas. “É tudo interruptivo. Você está navegando pelo celular e fazendo coisas e assistindo TV quando este anúncio aparece. Se a propaganda for boa o suficiente nós toleramos, mas não é algo que você procura.” declarou Chung na apresentação; “Não é algo que você realmente quer. E a maioria das pessoas não estão sendo sinceras quando dizem ‘ah, eu amo publicidade’.”.

A solução para este problema, aos olhos do CEO, estaria em chats privados como o WhatsApp, o Messenger e o Telegram, que são hoje as plataformas mais populares de discussão e tem nos mecanismos de busca de GIF da empresa uma de suas principais ferramentas. O Giphy, no caso, se tornaria uma espécie de Google destas redes, trazendo anúncios entre os resultados das procuras empreendidas pelos usuários: “Se você tem um mecanismo de busca para mensagens, então você tem uma plataforma de anúncios para mensagens” afirmou o executivo no evento.

Ainda que queira centralidade ao Giphy neste novo negócio, Chung procurou mesmo vender a ideia de anúncios em mensagens privadas na Brandweek. Não chega a ser uma má ideia em termos de negócios: de acordo com o CEO, cerca de 70 trilhões de mensagens foram enviadas só no ano passado, e conforme as pessoas buscam mais e mais ferramentas para plataformas do tipo não seria tão difícil assim instituir algum tipo de ação de marketing nestas seções.

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