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SXSW 2019: Como a personalização está impulsionando a moda a inovar

Marcas alternativas buscam mudar a rigidez do esquema de produção da área da moda através da tecnologia e da colaboração com o consumidor

por Juliana Wallauer

Jennifer Millspaugh, pHd em moda, e Ishwari Thopte, pesquisadora que trabalha em uma incubadora em Londres, fizeram uma palestra cheia de referências sobre como a tecnologia está ajudando a transformar uma indústria ainda dominada por líderes tradicionalistas e que tem medo de mudança.

Elas falaram sobre como a inovação em moda têm vindo através de profissionais de outros mercados como finanças e tecnologia, que olham para o mercado e os obstáculos que a indústria tem enfrentado através de outras lentes. O processo tradicional de produção de coleção tem 4 etapas:

Criação: a partir das tendências, referências e experiências pessoais montar os mood boards e criar a coleção;
Apresentação: Mostrar a coleção em várias formas: nas fashion weeks, em reuniões para sua rede de contatos: editores, compradores, influenciadores…
Vendas: Fechar pedidos
Produção e Distribuição

A reunião de designers de moda com startups de tecnologia dentro das aceleradoras está criando novas oportunidades para alterar esse ciclo, possibilitando a criação de coleções que não são apenas conceituais mas também comerciais. O apelo comercial deixa de ter um aspecto “sujo”, criativamente falando, e passa a falar do quanto a marca tem empatia e conexão com os desejos e a visão dos consumidores. Vamos a 4 exemplos:

All Eyes

All Eyes é uma consultoria de tendência fashion. Uma startup que criou uma rede de fotógrafos para captar o estilo das ruas e inspirar criar que levam essa estética para as passarelas.

“Sem passarelas, sem estúdios, sem revistas. Apenas conteúdo autêntico de estilo de rua, capturado por nossa equipe de fotógrafos e influenciadores, em solo nas semanas de moda.”. O consumidor tem voz; agora é hora de amplificá-lo.

Petit Pli

Como resolver o problema das crianças crescerem rápido e perderem roupas aos quilos no processo? Simples, é só usar tecnologia pra fazer a roupa crescer com as crianças!

Essa é a resposta da Petit Pli, um produto que ainda nem foi lançado, mas já ganhou muitos prêmios, como o Design of the Year. Os protótipos foram lançados para pioneiros e a empresa está recebendo feedback em tempo real, a tempo para fazer as alterações necessárias até o lançamento da peça em abril.

Method of Denim

A marca promete um jeans com o seu DNA, criado a partir das medidas do cliente e com bordado customizado – um processo de design co-criado. E já conta com um novo modelo de produção: a cada mês o site abre para pedidos e, quando a cota é atingida, eles fecham o lote, produzem e entregam. Sem produção excedente, sem desperdício, produzindo apenas e exatamente o que as pessoas desejam e esperam.

Awaytomars

Todas as coleções são co-criadas junto com os consumidores. A cada estação a marca abre um mood board para o público incluir suas referências e participar do processo criativo. Muitas marcas usam a plataforma deles pra entender o que os consumidores querem, como por exemplo a Melissa. Eles também só produzem o que foi pedido, sem desperdício.

Na última coleção a Awaytomars fez um experimento, pedindo aos fãs para que doassem uma peça de roupa. A resposta foi passiva, recebendo milhares de peças do mundo todo que foram recicladas e usadas de material para a criação de uma nova coleção.

> Confira a cobertura completa do B9 no SXSW 2019

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