Alexa vai ganhar opções que lidam com a saúde do usuário

Assistente quando requisitado poderá fornecer o nível de açúcar no sangue e confirmar consultas médicas

por Pedro Strazza

A Amazon anunciou hoje (4) que a Alexa contará à partir de agora com novas funções envolvendo a área da saúde. Seis empresas do meio foram convidadas pela companhia de Jeff Bezos para desenvolver ferramentas no assistente virtual que permitam o usuário ter acesso às suas informações de saúde através do aparelho.

Entre as opções disponibilizadas, haverá por exemplo a possibilidade do usuário confirmar com o Express Scripts o estágio da entrega de seus medicamentos no lar e dos clientes da Livongo de conectar a Alexa com monitores de glucose e perguntar seu nível de açúcar no sangue; pacientes do programa ERAS no Hospital Infantil de Boston, enquanto isso, poderão receber informação de suas consultas pelo aparelho.

“Estas novas habilidades são desenhadas para ajudar os clientes a administrar a variedade de necessidades médicas domésticas pelo simples uso da voz” escreve a chefe da divisão de saúde e bem-estar da Alexa Rachel Jiang no anúncio das ferramentas no blog oficial da Amazon.

O anúncio representa mais um grande passo da Amazon em direção à área de saúde, talvez o maior desde que a empresa comprou a farmácia online PillPack em junho do ano passado. O curioso das novas opções, porém, é que elas em teoria batem com a Lei de Portabilidade e Responsabilidade do Seguro de Saúde da constituição dos Estados Unidos, que prevê que as informações de pacientes fiquem confinadas a membros do sistema de saúde e os próprios pacientes – uma confidencialidade que a Alexa agora aparentemente fere de forma direta.

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