Nos Estados Unidos, senador busca banir microtransações dos games

Medida submetida pelo senador Josh Hawley visa proteger público infantil dos potenciais jogos de azar inscritos em games do tipo

por Matheus Fiore

Microtransações, caixas com itens (as famosas loot boxes) e pacotes de aprimoramentos são alguns dos pontos mais criticados na indústria dos games na atualidade já há algum tempo, especialmente depois de toda a briga envolvendo o segundo “Star Wars: Battlefront”. A reclamação é até óbvia: a comunidade paga por um jogo com alto preço e, mesmo assim, não o recebe por completo, precisando comprar itens adicionais para poder avançar no jogo ou ser competitivo nas modalidades online. Às vezes a situação chega a ser até pior, como no caso de jogos de celular que costumam oferecer itens caros sem os quais o usuário simplesmente não consegue progredir.

Diante do cenário, o senador norte-americano Josh Hawley anunciou um projeto de lei que baniria todas as caixas de itens e microtransações apelativas em jogos com público alvo abaixo dos dezoito anos. A ideia é pelo menos limitar essas formas de lucro das produtoras para jogos destinados a adultos. É possível, por exemplo, que essa medida impacte em jogos como “Fortnite”, que são um sucesso entre crianças e adolescentes.

O projeto de lei, nomeado “Ato de Proteção de Crianças contra Jogos Abusivos”, será levado ao senado estadunidense em breve. O exemplo utilizado por Hawley em seu projeto foi o “Candy Crush”, da Activision, que utiliza um sistema pay-to-win (“pague para ganhar”) que faz com que crianças comprem itens especiais para avançar nas fases.

“Quando um jogo é projetado para crianças, os desenvolvedores não deveriam ter o direito de monetizar o vício”, disse Hawley em declaração a imprensa; “Quando criançås jogam jogos destinados a adultos, eles deveriam ter suas ‘carteiras’ limitadas para evitar microtransações compulsivas. Desenvolvedores que se aproveitam disso deveriam enfrentar consequências legais”.

Segundo o Kotaku, o The Entertainment Software Association, um grupo lobista pró-indústria dos games, se manifestou oficialmente, afirmando que em países como Alemanha, Irlanda, Suécia, Dinamaca, Austrália, Nova Zelândia e Reino Unido foi estabelecido que caixas de itens não constituem uma prática comparável a de jogos de azar, e ofereceram ajudar o senador a sanar quaisquer dúvidas que ele possa vir a ter com o tema.

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