Salvador Dalí “ganha vida” em museu dos Estados Unidos

Com recurso de Inteligência Artificial, exposição "Dalí Lives" traz o artista interagindo com o público

por Soraia Alves

Usando um recurso com Inteligência Artificial, o Museu Dalí “reviveu” Salvador Dalí, falecido em 1989. O lugar é conhecido por concentrar grande parte das obras surrealistas do artista, e a ação foi pensada para inaugurar uma nova exposição do museu, intitulada “Dalí Lives”.

A princípio, a exposição interativa incentiva os convidados a se aproximarem de uma tela de tamanho humano, e pressionar um botão iluminado por LED para chamar a atração principal. É então que surge Dalí, através do uso e Inteligência Artificial com mais de 1 mil horas de aprendizado, e que possibilita ao Dalí interagir com os visitantes, compartilhar histórias de sua vida, conversar sobre o clima e mais.

Segundo o diretor técnico do projeto, Nathan Shipley, o sistema aprendeu a reproduzir o artista com exatidão: “Nosso sistema aprende exatamente como ele é, como sua boca se move, como seus olhos se movem, suas sobrancelhas e cada pequeno detalhe sobre o que faz Dalí Dalí”, explica. A IA analisou mais de 6 mil quadros de Dalí, aprendendo suas expressões e maneirismos, enquanto os criadores passavam incontáveis ​​horas pesquisando citações do artista para criar um personagem totalmente verosímil.

A reprodução durou 45 minutos de “vida” do artista, composta de 190.512 combinações possíveis, fazendo com que cada interação parecesse única.

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