Burger King do Reino Unido nega que incitou violência contra líder do partido do Brexit

Rede de fast food postou em suas redes sociais que continuaria vendendo sorvetes e milkshakes durante comício na Escócia. Itens têm sido jogados em políticos por manifestantes contrários ao Brexit

por Soraia Alves

O Burger King do Reino Unido foi acusado de incitar a violência contra o líder do partido do Brexit, Nigel Farage. Tudo começou na sexta-feira, 17/05, quando a polícia da Escócia pediu ao McDonald’s que suspendesse temporariamente as vendas de sorvetes e milkshakes em uma loja da rede localizada nas proximidades de um comício de Farage.

O pedido é baseado na prática de manifestantes que se opõem à extrema-direita no Reino Unido, e que tornaram “ato de protesto” jogar sorvetes e milkshakes em políticos, como tentativa de humilhar os mesmos.

O McDonald’s acatou a ordem policial e informou seus clientes da suspensão temporárias das vendas das sobremesas. Porém, o Burger King rapidamente avisou seus clientes escoceses que estaria “vendendo milkshakes durante todo o final de semana”.

O tweet do BK foi criticado por alguns seguidores por “incitar a violência contra Farage”. A empresa negou que tenha agido com essa intenção: “Nós nunca endossamos a violência – ou desperdiçamos nossos deliciosos milkshakes”.

No fim, Farage conseguiu fazer seu comício de sexta-feira sem grandes problemas. Já na ação de hoje se dua campanha, em Newcastle, o líder do partido do Brexit não teve a mesma sorte e acabou sendo acertado por um milkshake de banana e caramelo da rede Five Guys.

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