Festival de Cannes contempla o brasileiro “Bacurau” com o prêmio do júri

Evento também premiou o sul-coreano “Parasite” com a Palma de Ouro

por Pedro Strazza

O cinema brasileiro teve um ano e tanto neste Festival de Cannes. Depois de faturar ontem o prêmio principal da mostra Um Certo Olhar com “A Vida Invisível de Eurídice Gusmão”, o país voltou a ser lembrado hoje (25) na cerimônia da Palma de Ouro com o prêmio do júri para o “Bacurau” de Kléber Mendonça Filho e Juliano Dornelles. O longa dividiu a honraria, espécie de terceiro lugar simbólico da competição, com o francês “Les Misérables” de Ladj Ly.

A noite na Croisette também contemplou “Parasite”, do sul-coreano Bong Joon-ho (diretor de “Okja” e “Memórias de um Assassino”), com a Palma de Ouro. Completa o pódio principal o francês “Atlantique” de Mati Diop, primeira mulher negra na História do festival a fazer parte da seleção oficial.

Além das categorias principais, o júri liderado pelo presidente Alejandro González Iñárritu também contemplou Antonio Banderas com o troféu de melhor ator por seu trabalho em “Dor e Glória”, do cineasta Pedro Almodovar, e Emily Beecham com o de melhor atriz por “Little Joe”. O prêmio de roteiro ficou para a francesa Céline Sciamma por “Retrato de Uma Mulher em Chamas”, enquanto o de direção – num dos momentos mais polêmicos da lista, dado a má recepção da crítica no festival – foi para os irmãos Dardenne por “O Jovem Ahmed”. Completa a seleção de premiados Elia Suleiman, que recebeu uma menção especial do júri por seu “It Must Be Heaven”.

Estrelado por Sônia Braga e o alemão Udo Kier, “Bacurau” é uma ficção-científica ambientada no Nordeste brasileiro e conta a história de uma cidade que inesperadamente passa a desaparecer da existência após a morte de uma de suas cidadãs mais queridas. O filme ainda não tem data de estreia definida por aqui, mas já ganhou um primeiro teaser que você pode conferir aqui.

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