Google proíbe venda de maconha através de seus aplicativos, mesmo onde ela é legalizada

Com a mudança, os apps próprios para a venda da erva perdem recursos como "carrinho de compras", entre outras ferramentas consideradas "facilitadoras"

por Soraia Alves

O Google criou uma regra que proíbe a venda direta de maconha através de seus aplicativos, mesmo em lugares onde ela é legalizada. Em comunicado ao The Verge, a empresa diz que não está boicotando aplicativos próprios para a venda da erva, como o Eaze e o Weedmaps, mas que está trabalhando para “tornar seus aplicativos compatíveis com as novas regras”.

Com a mudança, os apps próprios para a venda da erva perdem recursos como “carrinho de compras”, entre outras ferramentas consideradas para “facilitar a venda de maconha ou produtos de maconha, independentemente da legalidade”, diz o comunicado.

A empresa descreve as mudanças como menos abrangentes do parece: “Esses aplicativos simplesmente precisam mover o fluxo do carrinho de compras para fora do próprio aplicativo para estar em conformidade com essa nova política. Estamos em contato com muitos dos desenvolvedores e estamos trabalhando com eles para responder a quaisquer dúvidas técnicas e ajudá-los a implementar as alterações sem interrupção do cliente”, disse o porta-voz do Google.

A nova regrado Google não é exatamente novidade no mercado. A App Store já proíbe a chamada “facilitação da venda de maconha, tabaco ou substâncias controladas” há algum tempo e diz não incentivar “o consumo de produtos de tabaco, drogas ilegais ou quantidades excessivas de álcool”, por exemplo.

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