Telegram se posiciona sobre #VazaJato: “não há evidência de hack”

Por meio do Twitter, aplicativo de mensagens afirma que conversas foram vazadas por malware ou por descuido de segurança dos próprios usuários

por Matheus Fiore

O Telegram sempre prometeu o melhor sistema de segurança de dados possível para seus usuários. O sistema de proteção do app, inclusive, também sempre foi um dos grandes atrativos para tentar puxar parte do público do líder do mercado de aplicativos de conversas, o WhatsApp.

Enquanto aplicativos como o WhatsApp são acusados de utilizar os dados das conversas para oferecer anúncios personalizados para os usuários, o Telegram sempre assegurou o sigilo das conversas das pessoas e, por isso, era visto por muitos como mais seguro em relação ao concorrente.

Nos últimos dias, porém, os escândalos e vazamentos divulgados pelo jornalista Glenn Greenwald, do The Intercept, fizeram com que Sergio Moro e Deltan Dallagnol afirmassem ter tido suas contas no aplicativo hackeadas. Agora, pela primeira vez, o Telegram se manifestou sobre o caso. Por meio de sua conta no Twitter.

Um jornalista entrou em contato com a conta do aplicativo pedindo informações sobre o caso e sobre a possibilidade de ter acontecido uma invasão hacker. A empresa respondeu da seguinte forma: “de fato não há nenhuma evidência de hack. O mais provável é que alguém tenha utilizado um malware ou o dono da conta não tenha utilizado uma verificação em dois passos.”

O mais provável, portanto, é que as contas que tiveram suas conversas vazadas tenham sido acessadas em computadores já infectados ou que os próprios donos dessas contas não tenham utilizado todos os mecanismos de segurança oferecidos pelo Telegram.

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