“Jogos Vorazes” vai ganhar prelúdio nos livros e Lionsgate já planeja adaptação para os cinemas

História será ambientada 64 anos antes dos eventos da primeira trilogia e acompanhará os efeitos da primeira grande rebelião de Panem

por Pedro Strazza

A autora Suzanne Collins anunciou hoje (17) pela Associated Press que está escrevendo um prequel para “Jogos Vorazes”, a série de livros que a lançou na carreira e se tornou uma das grandes franquias adolescentes da última década. Marcado para chegar às lojas no dia 19 de maio de 2020, o novo capítulo se passará 64 anos antes dos eventos da trilogia estrelada por Katniss Everdeen e deve acompanhar os eventos imediatamente posteriores à grande rebelião de Panem, momento quando a Capital enfrentou a ira conjunta de todos os seus estados e que gerou a criação dos jogos do título.

“Com este livro, eu queria explorar o estado da natureza, quem nós somos e o que nós percebemos quando nos é requisitado sobreviver” declara a autora em entrevista à agência; “O período de reconstrução de dez anos após a guerra, o qual é com frequência chamado de ‘Dias Sombrios’ – com Panem lutando para se manter íntegro – é um terreno fértil para personagens lutarem em cima destas questões e assim definir suas visões de humanidade”.

Enquanto Collins e sua editora, a Scholastic Trade Publishing, se preparam para o lançamento do livro no ano que vem, a Lionsgate já mostrou publicamente o interesse de adaptar a publicação para os cinemas. “Como o orgulhoso lar dos filmes de ‘Jogos Vorazes’, nós mal podemos esperar pelo próximo livro de Suzanne.” escreve o presidente do estúdio Joe Drake em comunicado oficial à imprensa; “Nós andamos nos comunicando com ela durante o processo de escrita da obra e estamos ansiosos para continuar o trabalho próximo dela para o filme”.

Esta proximidade entre a Lionsgate e Collins não chega a ser exatamente uma surpresa, dado que planos de estender a franquia para além da história de Katniss (e Jennifer Lawrence) já vem sendo reportados desde o lançamento do último capítulo da franquia nos cinemas, “A Esperança – Parte 2”, em 2015. Série mais rentável da Lionsgate junto de “Crepúsculo”, “Jogos Vorazes” desde sua última participação nas telonas ganhou todo tipo de licenciamento para se manter “quente” no mercado, incluindo atrações em parques temáticos em Dubai e shows ao vivo.

Ao mesmo tempo, vem havendo bastante pressão por parte dos investidores da companhia para que novos sucessos sejam produzidos, algo que a Lionsgate não tem conseguido com tanto afinco quanto no começo dos anos 10. Desde o fim de “Jogos Vorazes”, o estúdio e a Summit Entertainment viram a série “Divergente” cair por terra antes do fim e todo tipo de pretenso “hit adolescente” morrer na praia, incluindo “Kin” e o novo “Robin Hood” estrelado por Taron Egerton. O que manteve a receita da Lionsgate neste tempo, vale dizer, foi o sucesso inesperado de “John Wick”, cujo terceiro capítulo acumula no momento quase 150 milhões de dólares na bilheteria americana – o que é nada comparado aos mais de 350 milhões gerados por cada filme de “Jogos Vorazes” e “Crepúsculo”.

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