Depois de “Os Oito Odiados”, “Era Uma Vez em Hollywood” pode virar minissérie na Netflix

Ator do elenco confirmou a existência de negociações entre a Sony e o serviço de streaming, afirmando que há pelos menos 5 atores de fora do corte final do filme

por Pedro Strazza

Já faz algum tempinho – maio, para ser exato – que a Netflix lançou em seu catálogo nos Estados Unidos uma “versão estendida” de “Os Oito Odiados” no formato de uma minissérie. Com quase quatro de horas de duração espalhados em quatro episódios de 50 minutos, o novo formato do oitavo filme de Quentin Tarantino foi resultado de uma proposta da Netflix que o diretor aproveitou na época para colocar na rua todo o material do projeto que ficou na sala de montagem no lançamento – o que deu em torno de 25 minutos extras, de acordo com ele na época.

Esta parceria entre o serviço de streaming e o cineasta não deve parar por aí, pelo visto. Depois de alguns rumores, o ator Nicholas Hammond confirmou em uma entrevista ao podcast The Mutuals que estão havendo negociações entre a Sony e a Netflix para realizar o mesmo procedimento com “Era Uma Vez em Hollywood”, novo filme do diretor que estreou na última semana nos cinemas dos Estados Unidos.

“Há conversas sobre existir uma versão de 4 horas para a Netflix, também, porque houve um monte de cenas que ele filmou e não entraram no filme porque simplesmente não havia espaço” explica na entrevista Hammond, que interpreta o ator Sam Wanamaker na produção e também acrescenta que há todo um elenco que ficou de fora: “Há alguns atores como o Tim Roth, incríveis artistas, que nunca chegam a aparecer no filme. Digo, os papéis deles foram inteiramente cortados. São tipo cinco atores de primeira linha que gravaram suas cenas, saíram ótimos, mas que não estão no filme” ele descreve.

Você pode ouvir o comentário na íntegra de Hammond sobre o tema no vídeo abaixo, a partir dos 20 minutos:

Se estas negociações vão dar em algo ou não é um mistério, mas Hammond não está mentindo sobre a ausência de parte do elenco anunciado no corte final da produção – ou seja, há mesmo material de sobra para compor esta nova versão de 4 horas. Além de Roth (que é creditado com um “cortado” nos créditos finais da produção) a participação de James Mardsen no filme como um jovem Burt Reynolds também já foi relatada pelo Collider como outra que foi cortada por completo da produção, sem contar as inúmeras participações estelares na história que ficam restritas a aparições pontuais (que não revelaremos aqui para evitar spoilers, é claro).

Fica a torcida de que o acordo final entre a Netflix e a Sony pelo menos inclua a distribuição da minissérie em todo os territórios onde a plataforma atua, contrariando o que ocorreu com “Os Oito Odiados” que até o momento não viu seu “corte estendido” ser lançado em outros mercados.

“Era Uma Vez em Hollywood” chega aos cinemas brasileiros no dia 15 de agosto.

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