Milka é criticada por procurar crianças magras para comercial de Natal

Anúncio afirmava que apenas crianças "belas e angelicais" seriam consideradas e que meninas com mais de 12 anos já não eram "infantis" para o papel

por Soraia Alves

A empresa de chocolates Milka foi criticada pela divulgação de um anúncio em busca de um elenco de crianças magras “com dentes muito bons” para estrelar seu comercial especial de Natal. O anúncio chega a dizer que apenas crianças “belas e angelicais” seriam considerados para o papel.

As exigências foram publicadas pelo Spotlight UK, agência de talentos especializada em fazer essa ponte entre elenco e empresas, mas ganhou maior visibilidade porque também foi replicado pelo perfil da agência no Twitter.

As críticas vieram graças à lista de exigências surreais que caracterizam uma padronização das crianças. No caso da personagem descrita como Mia, as especificações chegam a dizer que a garota não pode ser ruiva e nem ter mais de 12 anos, pois “não é criança”.

As exigências ainda pedem “crianças sem excesso de peso, pois é uma publicidade de chocolate”.

Além do problema da padronização em si, o fato das imposições serem feitas a crianças piora o caso. Como destacado pela comediante britânica Kathy Burke: “Imagine ser as crianças que não conseguem o emprego porque não são bonitas o suficiente”.

Depois das reclamações de que a empresa estaria estabelecendo padrões de beleza para escolher ou não as crianças para o comercial, a Spotlight soltou um comunicado pedindo desculpas e alegando que o anúncio foi publicado por um dos diretores de elenco do comercial, mas que as exigências não atendem aos padrões da agência.

Por sua vez, a Milka Mondelez também lamentou o episódio, afirmando: “Levamos muito a sério a nossa responsabilidade de publicidade e isso não representa nossos altos padrões. Nós nunca aprovaríamos o uso de tal anúncio, e estamos revisando urgentemente a situação com a Spotlight UK para entender como e por que isso aconteceu”.

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