Usaram o Snapchat para traficar armas

Banimento mais brando da plataforma sobre a venda permitiu que usuários na Califórnia vendessem armas ilegais no território, um dos mais rígidos na legislação sobre armamentos

por Pedro Strazza

O Snapchat em teoria é um lugar para diversão, mas há quem use a rede social para fins menos bacanas como vender armas ilegais. De acordo com uma reportagem do The Guardian, pelo menos três pessoas usaram a plataforma no último ano para anunciar armamentos não registrados na Califórnia, estado mais rígido dos EUA no que consta a controle de armas.

A prática é relativamente simples: os usuários envolvidos nos crimes no geral adquirem os armamentos em outros estados (em especial onde a lei é mais relaxada), trazem para o estado e passam a divulgá-los em suas contas pessoais no app, postando fotos e vídeos das peças. Embora a rede social proíba expressamente a promoção e venda de armas, munições e acessórios relacionados em sua plataforma, cabe à comunidade no fim exercer a função de “patrulha” alertando a presença de posts do tipo – e considerando que existem regiões onde a venda de armas é liberada pela lei, fica difícil ao cidadão comum identificar a ocorrência de crimes.

No caso das ocorrências em si, o Departamento de Álcool, Tabaco, Armas de Fogo e Explosivos foi capaz de rastrear e prender os criminosos porque eles publicavam frequentemente múltiplas armas em suas contas, o que fez atrair maior atenção do que deveria.

A Snap Inc. não é exatamente a única rede social que tem lidado com problemas do tipo, mas é a que tem maiores desafios dado o seu modo de operação mais nichado e permissivo em relação por exemplo ao Facebook, que esta semana viu suas restrições atuais ao mercado de armas se provarem inúteis depois do Wall Street Journal reportar que vendedores ainda estão sendo capazes de burlar o sistema da plataforma.

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