Visa, Mastercard e outras companhias reconsideram envolvimento com a Libra

Co-criador da criptomoeda diz "não ter conhecimento" da situação, que deve esquentar reunião da organização nesta quinta-feira

por Pedro Strazza

O caminho da Libra até o momento tem sido tudo menos fácil. Desde o anúncio de seus planos de introduzir uma criptomoeda no mercado, o Facebookviu países declararem publicamente que vão barrar a entrada das transações em seu território e teve que voltar ao Congresso dos Estados Unidos para defender a existência da dita-cuja e garantir que sua criação está sendo pensada aos mínimos detalhes para não perturbar tanto a ordem econômica mundial.

Estas constantes turbulências midiáticas da moeda, porém, podem estar levando seus apoiadores mais importantes a reconsiderar o envolvimento com o negócio. Uma reportagem do Wall Street Journal indica que a investigação minuciosa de órgãos reguladores e públicos sobre a Libra tem levado executivos de companhias importantes do conselho da Associação Libra a recusar o apoio da criptomoeda, mesmo quando a empresa de Mark Zuckerberg entrou em contato pedindo por esta ajuda na mídia.

Tais informações vem de fontes anônimas do jornal, que relatam que não apenas estes engravatados são figuras importantes de empresas como a Visa e o Mastercard, mas também estão até mesmo repensando se criar ligações com a Libra é de fato uma boa ideia para seus negócios.

Poucas horas depois da publicação da matéria, o co-criador da criptomoeda David Marcus compartilhou a notícia do jornal em sua conta no Twitter afim de esclarecer a situação, declarando que ao contrário do sugerido pelo jornal as conversas dentro da Associação Libra tem sido feitas “de forma muito calma” e reafirmando que “uma mudança desta magnitude é difícil e requer muita coragem” de todos os envolvidos.

“Para a Libra dar certo é preciso membros comprometidos, e enquanto eu não tenho conhecimento de organizações específicas com planos de não dar este passo, comprometimento com a missão é mais importante que tudo” escreveu o executivo na rede social.

A situação é no mínimo tensa pois nesta quinta-feira (3) todas as companhias pertencentes ao conselho da Associação Libra devem se reunir em Washington para discutir a moeda. E se a informação de que há envolvidos temerosos sobre os rumos futuros da nova iniciativa do Facebook for verdadeira, este encontro deve ser tudo menos calmo.

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