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“#SouAfroBrasil”: Museu Afro Brasil lança campanha para captação de novos sócios

Campanha espera reunir 2 mil adesões no primeiro mês, número necessário para garantir o funcionamento do MAB no próximo semestre

por Soraia Alves

Na semana da Consciência Negra, o Museu Afro Brasil (MAB) lançou o novo conceito “É você”, que visa resgatar e enaltecer a importância da matriz africana na formação da identidade brasileira.

Com criação da agência Africa, a ação também traz uma campanha especial para a captação de mais participantes para o programa de sócios do MAB, o “Raízes”, num esforço de mobilização social em defesa da sustentabilidade da instituição.

A campanha “#SouAfroBrasil” usa o acervo do museu como protagonista e lança mão do argumento que todos fazem parte dessa história: “Não poderíamos virar as costas para esse ativo inestimável. Temos artistas como Arthur Timótheo da Costa, João Timótheo da Costa, Estevão Silva, Rafael Pinto Bandeira, Mestre Didi, Ieda Maria, Oscar Pereira da Silva, Wilson Tibério e obras lindas dos povos Iorubá, Bini, Bamana tudo a nossa disposição. Foi motivo de orgulho e uma responsabilidade imensa fazer parte dessa campanha”, explica Sergio Gordilho CCO da Africa.

Com participações espontâneas de expoentes de diversas gerações de pensadores e artistas brasileiros como Preta Gil, Simoninha, Rene Silva, Alexandra Loras, Iza, Bela Gil, Mano Brown, Paulinho da Viola, Rincon Sapiência, Luis Miranda, Jéssica Ellen, Hugo Gloss, Max de Castro e Linn da Quebrada, a campanha “#SouAfroBrasil” espera reunir 2 mil adesões no primeiro mês. O número é o necessário para garantir o funcionamento do MAB pelo próximo semestre.

O Museu Afro Brasil é uma instituição pública, subordinada à Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo e administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do Parque Ibirapuera, o MAB conserva um acervo com mais de 6 mil obras, entre pinturas, esculturas, gravuras, fotografias, documentos e peças etnológicas, de autores brasileiros e estrangeiros, produzidos entre o século XVIII e os dias de hoje.

O acervo abarca diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiros, abordando temas como a religião, o trabalho, a arte, a escravidão, entre outros temas ao registrar a trajetória histórica e as influências africanas na construção da sociedade brasileira.

O Museu exibe parte do seu acervo em uma exposição de longa duração, além de realizar exposições temporárias e dispor de um auditório e de uma biblioteca especializada que complementam sua programação cultural ao longo do ano.

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