Novas câmeras de trânsito podem identificar celulares nas mãos dos motoristas

Novas câmeras de trânsito podem identificar celulares nas mãos dos motoristas

Cidade australiana implementará novidade e multa custará 5 pontos na carteira, além de US$ 344,00s

por Matheus Fiore

No Brasil e em boa parte do mundo, mexer no seu smartphone enquanto dirige te dá, no mínimo, uma bela multa. Pelo menos por aqui, porém, a multa depende de que guardas de trânsito te vejam utilizando o aparelho e anotem sua placa. Em um futuro próximo, porém, isso pode estar prestes a mudar.

Na Austrália, um novo sistema de câmeras será implementado. Com esse sistema, o órgão local de trânsito poderá, com ajuda de inteligência artificial, identificar quando um motorista estiver com um celular na mão enquanto dirige. O programa será implementado em New South Wales, e tem como meta alcançar até 135 milhões de checagens em veículos até o ano de 2023.

Um vídeo foi divulgado para apresentar o sistema. Nele, nos é mostrado que a câmera é capaz de identificar aparelhos celulares nas mãos de motoristas em quaisquer condições, independente de clima, luminosidade e velocidade do veículo.

Inicialmente, motoristas serão apenas advertidos. Após três meses, porém, pessoas que forem flagradas dirigindo com celulares na mão serão multadas. Os três meses de aviso servirão para que os motoristas possam se adequar à novidade. A punição será de 5 pontos na carteira (na Austrália, motoristas possuem 13 pontos) e uma multa de US$ 344,00. Em casos de reincidência, motoristas podem perder até dez pontos, o que torna grande o risco de se perder a habilitação, caso o motorista da cidade insista em dirigir enquanto utiliza o celular.

O programa já foi testado em 2018, e resultou na identificação de cerca de 100 mil motoristas que utilizavam os celulares enquanto dirigiam. Bernard Carlon, diretor executivo de transporte do NSW Center for Road Safety, órgão focado em trabalhar em melhorias que tornem o trânsito mais seguro, afirma que a nova tecnologia pode evitar até 100 acidentes graves ou fatais durante o período de cinco anos.

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